Arata: The Legend – Yuu Watase agora pela Panini!

Depois de duas obras publicadas no Brasil pela Conrad, é hora de Yuu Watase desembarcar no Brasil pela editora Panini!

Essa vai pegar alguns de surpresa! A editora Panini revelou em um de seus stands na Bienal do Livro no Rio de Janeiro, mais um dos seus lançamentos no ano de 2011: trata-se de Arata: The Legend, ou Arata Kangatari, mangá shounen da autora Yuu Watase e publicado no Japão na revista semanal Shonen Sunday! O grande curioso é que Arata é o primeiro shounen da autora, que antes só havia feito trabalhos shoujo.

Provavelmente Arata: The Legend deve ser publicado nos próximos meses e com a provável periodicidade bimestral, no preço padrão de R$9,90. Porém nenhuma confirmação técnica foi revelada pela editora, podendo haver alterações. No Brasil o mangá se chamará “O mito de Arata”.

Arata conta com mais de 100 capítulos contabilizados, 11 volumes encadernados e encontra-se em andamento desde o ano de 2008 nas páginas da Sunday. É uma publicação bastante irregular na opinião dos leitores, variando ótimos momentos com quedas terríveis, mas o nome da autora parece segurar a série, que vende em quantidades razoáveis. Yuu Watase já teve dois trabalhos seus publicados no Brasil pela editora Conrad. O mais conhecido, Fushigi Yuugi e o agradável Zettai Kareshi – O namorado perfeito. O primeiro ainda foi publicado na época dominada pelos meio-tanko, e o segundo é praticamente impossível de ser encontrado.

Para quem não conhece (na verdade poucos devem conhecer) Arata conta a história de Arata (meio óbvio), um garoto que vive com a responsabilidade de exercer o papel de uma… princesa! Porém, com a ausência de garotas em seu clã, o rapaz é o escolhido para assumir esse papel, mas não conta com a simpatia de todos. A família “real” é traída, e um grupo chamado de “Os doze shinsho”, portadores de espadas especiais, atacam Arata e tentam assassinar o garoto antes que pudesse assumir o poder. Ele consegue fugir e é salvo por Nao, uma misteriosa garota que diz ser sua irmã. Mas o lugar para onde ele fugiu não era bem onde ele esperava estar. Mas a história não acaba por aí… No Japão atual, um outro rapaz chamado Arata Hinohara, enquanto fugia de alguns brigões do colégio, acaba entrando em um beco sem saída que o leva direto para Amawakuni, o “universo” do outro Arata. Depois de conversar com alguns conhecidos do “príncipe”, Hinohara percebe que eles haviam trocado de mundo! Um Arata no mundo do outro e uma enorme confusão. Os dois Arata’s conseguem se comunicar através de uma pedra, e agora terão que conviver dentro do mundo do outro, buscando uma maneira de colocar as coisas nos eixos. Mas nem tudo será salvo. Como será que Hinohara se sairá no papel de governar um reino? E como Arata conseguirá se adaptar no mundo do presente?

Logo de cara percebemos muito dos elementos “Watase” no mangá, como a mudança de reinos e a confusão de um garoto que na verdade deveria “ser” uma garota. Mas Arata é um mangá divertido e um shounen que foge um pouco à regra dos normais, principalmente por se tratar de um escrito por uma ex-autora de shoujos. Além do traço, que parece estranho no começo onde a autora ainda parece se acostumar com a mudança, mas que ganha seu “charme próprio” com o decorrer da série. No mínimo curioso e vale uma conferida. Ao menos de minha parte.

Com esse lançamento, fica claro que trabalhar com “mangágrafias” no Brasil parece dar um grande retorno, principalmente para a Panini. Não é a primeira vez que ela investe em um mangá de uma autora que já foi publicado no Brasil por outra editora, como é o caso de Alliance Cross, da mesma autora de Full Moon da editora JBC. Porém o caso de  Arata é um pouco mais arriscado, tendo em vista que o mangá não terminou e não tem um futuro muito claro pela frente. Talvez uma obra finalizada da autora como Ayashi no Ceres fosse mais certo de se arriscar. Mas nos resta esperar. Por outro lado fico feliz que tragam mais coisas da Shonen Sunday! Depois do sucesso de Kekkaishi, talvez eles tenham um olhar mais amplo para a revista “deixada de lado” no Japão.

Resumindo, Arata: The Legend na minha opinião é uma obra que deve valer uma conferida pelo currículo que tem. Agora, junto com Blood Lad, anunciado à algumas semanas atrás, a Panini possui mais um título reservado para as bancas, mantendo sua tradição de nunca dar folga aos seus leitores. E lembrando que em breve mais coisas devem ser anunciadas. Serão os títulos “pequenos” dando espaço para os maiores e mais esperados? Não sei, não sei… Estamos de olho Panini.

Agradecimentos pela notícia ao meu amigo Daniel “Maverick Hunter” do fórum Kotatsu e colaborador das revistas Nintendo World e NGamer.

por Dih

Dih

Dih

Paulistano, 27 anos, corintiano e fissurado em cultura asiática e pop. Formado em Design Gráfico na FMU. Hoje é editor assistente da Panini Mangás e colecionador compulsivo de quadrinhos em geral.

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  • Hmm, comprei a primeira edição da Viz de Arata, achei bem…… mais ou menos. Não me cativou, masss agora vindo pro Brasil, provavelmente vou comprar (…a partir do número 2. Haha, não ligo pra coleção desencontrada :()

    • Bom eu li ate o 3º curti a historiia e tals..espero que fike melhor..

  • certamente irei comprar!
    é bem inesperado uma autora de shoujo partir pra um shonen lol
    e nossa, ela melhorou MUITO! até na pintura!! xD

    mas eu não consideraria “ex-autora de shoujos”, afinal ela recém tá publicando um shonen… ela poderia voltar com um shoujo mais tarde…

    né? xD

  • Passarei bem longo, gringada não atraiu minha curiosidade pra ver, a história, tem 11 volumes e como tenho muita coisa pra comprar passarei bem longe disso, Panini POR FAVOR, traga algo realmente interessante, Zone-00 foi uma merda, nos compense =/

    • Esqueci de citar, que mal sai pelo jeito também, mais um motivo pra ficar bem longe…

      • Dih

        O mangá é semanal… Sai regularmente.

      • Vdd, agora que fiz as contas =P, calculei mal, mas não muda que passarei longe,

  • Ricardo FH

    Não me atraiu em nada, está aí um manga que não comprarei nem o primeiro volume, até porque já compro uma renca.
    E por que a Panini está lançando tanta coisa ultimalmente?

  • Rolker

    PORCARIA!!!!
    PAssarei bem longe, que LIXO.
    CadÊ mangás realmente bons, saudades da epoca de Samurai Executor, Lobo Solitario, Guin Saga.
    Acorda Panini mais outra titulo que vai ser cancelado, somente o publico viciado nas mesmissimas coisas irá comprar essa merda.

  • E minha noiva pergunta: quando que irão lançar Ayashi no Ceres? Pelo visto nunca, né? 😛

  • Anderson

    Ultimamente a Panini só traz coisa barata pro Brasil ¬¬

  • Vou ignorar já tenho muito mangá para comprar e também não me interessei muito

  • Nossa, o mangá é mais que a cara a Yuu Watase, parece que ela só mudou o gênero do mangá, mas o resto continua o mesmo. Infelizmente já ultrapassei a minha conta de mangás comprados, então só irei lê-lo se algum amigo meu comprar =/

  • Fábio Macieira

    Mais um mangá da Shonen Sunday, queria que Gekkou Jourei também fosse lançado.

  • Em primenro lugar, o personagem principal da história é o Arata Hinohara. E o fato do primeiro Arata citado aqui se fazer passar por mulher, sinceramente, não é algo realmente relevante. É apenas um fato que ocorre no comecinho do mangá e para dar um toque meio cômico.

    Eu acho que a autora amadureceu bastante desde a época do Fushigi Yuugi.

    Talvez haja alguns equívocos por esse resumo. Pq eu não vejo a história desse jeito, mas essa foi a interpretação de quem leu algo a respeito e entendeu dessa forma. Acho que vale dar uma lidinha ou esperar que saia a versão da Panini e esperar que alguém poste um resumo do resultado final publicado pela editora.

    Particularmente, gostei muito dessa história e estou comprando e acompanhando o original, mas lógico que gosto é gosto.

  • Resumindo, leiam antes de criticar 🙂

    Sério como tem gente que gosta de falar mal sem sequer saber do que se trata….

    • Camila

      verdade

      As pessoas criticam a mangá, mas sério, gente, eu li o mangá e adorei! Os personagens são fofos, a história é linda! Só por ser feito por uma autora que já escreveu shoujo, não significa que o shonen é ruim, fala sério! Se forem empregar argumentos, leiam a história antes disso! Aff…

  • Fábio Macieira

    É melhor eu parar de ler essas sinopses porque estar me dando vontade de comprar e eu já compra mangá de mais.

  • Sunny

    Faz tempo que não me animo a comprar algo, mas por algum motivo esse mangá me chamou a atenção. Talvez pelo fato de ser da Shonen Sunday, ter traços carismáticos e a história parecer bastante divertida. Comprarei pelo menos o primeiro volume, se eu gostar, acompanharei com o maior prazer.

    • banditjing

      Faço de suas palavras as minhas.

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  • Raphaela

    A história não me cativou muito, acho que a autora tornou alguma coisas repetitivas, encontradas em seus outros trabalhos. Vejamos, o fato de Fushigi Yuugi se passar em duas épocas diferentes, é igual á Arata. Essa coisa meio medieval e o estilo do mangá é bem parecido com os outros… Provavelmente vou passar reto dele nas pratileiras :/
    Mas enfim, parabéns pela resenha, como sempre, tudo muito bem explicado, adoro o Chunan!
    E, poderiam fazer uma Review de alguns shoujos, como Nana, Paradise Kiss, que tal ? :3