Review – Bakemonogatari: o harém, o pop, o ousado!

SHAFT. Nisio Isin. Monogatari.

Aqueles que se fascinam pela criatividade e pela quebra de pressupostos apresentadas pelo estúdio SHAFT em suas obras, devem citar Bakemonogatari como uma das provas de que o estúdio consegue fazer um anime de qualidade a partir de uma obra de média expectativa. Apesar de Bakemonogatari apresentar de uma forma de poupar no orçamento e um roteiro mediano carregado de personagens estereotipados, o SHAFT mostrou-nos que uma série bem executada e trabalhada com criatividade pode adquirir um potencial de vendas e de fandom apreciáveis. Apreciável de forma que a série já recebeu sua continuação direta (Nisemonogatari) em 2012, receberá um filme (Kizumonogatari), e também já recebeu aval para ter todo o seu universo adaptado para anime.

Bakemonogatari é um anime que foi transmitido em 2009 e produzido pelo estúdio SHAFT (Sayonara Zetsubou Sensei, Mahou Shoujo Madoka Magica) baseado nos dois primeiros volumes das light novels da série “Monogatari” de Nisio Isin (Katanagatari, Medaka Box) e ilustrada por VOFAN. A série Monogatari possui uma ampla história contada através de 10 volumes, onde em cada título temos um jogo de palavras, no caso Bakemono (que significa “monstro”) e Monogatari (que significa “histórias”). Se um jogo de palavras interessante já está presente no título, o mesmo se faz presente em toda a execução deste anime que se destaca pelos seus diálogos intensos, uma execução criativa e cool, que recorre à cultura pop para atrair o espectador comum.

História

Bakemonogatari segue a narrativa de Koyomi Arara(ra)gi, um garoto sobrevivente de um ataque vampiresco e que saiu deste com certas sequelas. Uma delas é possuir uma sensibilidade para “estranhezas”, já que logo após o incidente o Araragi-kun se envolve em diversos casos sobrenaturais em que as vítimas são garotas. O anime se estrutura em arcos onde em cada um somos apresentados a uma garota peculiar com problemas peculiares, em que a resolução dos mesmos se baseia no auxílio de Meme Oshino, um homem misterioso de meia-idade, conhecedor destas estranhezas e que salvou Araragi de se tornar um vampiro.

O primeiro arco, que influencia todos os demais, envolve a colega de classe de Araragi chamada Hitagi Senjougahara. Senjougahara: a garota bonita, que não possui amigos, que não se comunica com os colegas de sala. A “tsundere” fria, perigosa, mas carismática. A garota cai das escadarias do colégio e para nos braços de Araragi, que descobre então que a garota é extremamente leve, e isso devido à ação de um “fantasma”, uma “estranheza”, um “monstro”: um caranguejo que roubou seu peso. A partir desse acontecimento, o arco estrutura um relacionamento entre Araragi e Senjougahara, que se desenvolve no decorrer do anime, influenciando as resoluções ou complicações dos arcos.

Considerações Técnicas

Cada arco possui uma protagonista e seus problemas: Caranguejo Hitagi, Caracol Mayoi, Macaco Suruga, Cobra Nadeko, Gato Tsubasa. E cada garota possui uma personalidade marcante e cercada de estereótipos. Se Senjougahara seria a proclamada tsundere-chan (como ela mesmo se descreve, podendo ser considerada uma personagem que recorre a recursos metalinguísticos, já que no anime a mesma se até refere a sua própria dubladora), Mayoi Hachikuji seria a loli moe, Kanbaru Suruga seria um mixed de lésbica, fujoshi, lolicon, masoquista e Tsubasa Hanekawa seria a waifu ideal aos olhos do personagem principal.

Difícil não notar (apenas listando os trejeitos das personagens) que Bakemono apresenta uma abordagem da cultura pop que os japoneses consomem, articulando uma mostra sutil e metafórica do valorizado gênero sobrenatural recheado de ecchi e do aclamado harém. Mas o sucesso da abordagem não acorreria sem a presença da criatividade da equipe e de seu principal diretor, Akiyuki Shinbo.

Algo que se admira na SHAFT é a capacidade que ela mostrou em Bakemono de trabalhar com um orçamento não tão gordo e ainda montar uma bela animação, que vale ressaltar que é bem fiel e faz jus às belas ilustrações de VOFAN. Utilizando-se para tal de recursos simples como quadros de diversas cores com kanjis que são soltos durante a execução, cenários que dão um ar teatral aos acontecimentos, sinulhetas e até o uso de cenas live-action que ilustram a narrativa. Tudo isso acrescenta ao anime um fator de criatividade e de pioneirismo nessa abordagem (que foi iniciada em Sayonara Zetsubou Sensei por Shinbo) e já vemos animes por aí se utilizarem desse estilo SHAFT de contar história para otaku ver e ouvir.

O anime possui uma indiscutível qualidade técnica na sua animação, nas cores, no jogo de câmeras e fotografias, que disfarçam uma animação de pouco investimento. Um simples foco no cabelinho para cima de Araragi ou na boca sexy de Senjougahara traça uma linha que demarca o SHAFT como um estúdio que sabe trabalhar com recursos para a animação apertados e o separa dos que não sabem e apelam para o repetitivo e maçante. Sem falar na trilha sonora, que cumpre adequadamente o seu papel na série, incrementando os diálogos com um leve tocar de teclas de um teclado, um arranjo complexo de piano ou um interessante soprar informal de gaita ou de sax. Com aberturas apresentadas pela voz da seiyuu que interpreta a personagem principal do arco corrente e encerramento pelo Supercell, notamos uma preocupação por parte da equipe por esse fator musical da série, de forma que torna a execução mais dinâmica. Dinamismo que se faz necessário em um anime estruturado principalmente por diálogos e que mostra uma ação somente no final de cada arco.

É impossível para a minha pessoa falar desse anime sem dedicar um parágrafo para a fotografia e execução das cenas. Senjougahara fica mais provocante e até mesmo amedrontante com seu olhar de viés com cabeça erguida enquanto solta ameaças e injúrias ao amado, sendo estas sutis ou diretas. Hachikuji sendo visualmente molestada pelo nosso protagonista tarado. A luta de Kanbaru contra o indestrutível ex-vampiro Araragi, incrementada com um gore colorido e vivo; não só de vermelho, mas de azul, rosa, verde, amarelo, uma ampla utilização de cores que tornam a cena algo que se destaca entre as demais produções que podem passar pela sua memória. Todos esses fatos, e outros aos quais não me recordo ou que não se destacam tanto, fazem esse anime se tornar o que é: um sucesso nato.

Um sucesso que antes de ser adjetivado como uma produção genial é um anime de forte apelo comercial. Afinal, se os quadros negros fossem excluídos poderiam ser descartados uns dois episódios do total de quinze. E dessa produção se resultou um sucesso de vendas pra até japonês abrir o olho pra ver. Isso devido a uma série de TV que abordou o pop japonês de uma forma não vista antes, se utilizando de seus personagens carismáticos tanto no envolvimento e em química surreais quanto em ângulos fotográficos maliciosos e fanservice que agradam um público mais hardcore e disposto a investir naquele produto.

Considerações Finais

Apesar de momentos estáticos e talvez maçantes devido aos diálogos e monólogos extensos (algo que funciona bem em livros, mas que podem comprometer o ritmo de uma animação), o anime sabe impressionar. Bakemono apresenta uma sutileza em traçar a linha tênue que caracteriza a perversão e se mantém em uma zona dita segura, algo que se torna mais explícito e menos sutil em sua segunda temporada e continuação direta, Nisemonogatari. Você pode ver isso como algo surpreendente, já que se trata de uma produção com ecchi. Um ecchi repleto de insinuações, mas que vai além e apresenta diálogos inteligentes, de referências cuidadosas e bem boladas, de um esforço criativo por parte da produção que resultou, junto com outros fatores, nas bem sucedidas vendas.

E fazendo um olhar crítico e realista, eu considero Bakemono como um anime com alguns exageros e incoerências leves, mas que foram colocadas de propósito pela direção. Uma tentativa de Shinbo de chamar a atenção do espectador para algo que possui um roteiro mediano e que depende da abordagem ousada e pretensiosa para se tornar mais envolvente. Existem aqueles que não se contemplam com um amontoado de livros em vez de um quarto de garota, com um apartamento similar a um cenário de peça teatral ou com um colégio repleto de enormes escadas espirais. Um cenário surreal que algumas vezes se destaca mais do que os acontecimentos em si, mas que funcionou (e ainda funciona) em um anime que se tornou um excelente produto comercial. O anime possui bons personagens que se estruturam muito bem na narrativa de Nisio Isin, mas que ganhou um brilho maior através de um olhar ousado e criativo de uma equipe esforçada (e digamos talentosa).

Criativo, ousado e pretensioso são palavras que definem Bakemono. Da mesma forma que definem demais obras do estúdio responsável, que ficou bem mais famoso na atualidade do que era há três anos, quando o anime que vos falo foi lançado. Uma obra que vale assistir, pois ainda vai dar muito que falar até que todos os Monogatari de Nisio estejam adaptados.

por Laris

Asevedo

Designer de formação, atualmente sou Assistente editorial da Panini Mangá. Acumulo mangás e HQ's, que espero conseguir ler um dia. Assisto animes de vez em nunca.

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  • Chronus

    Nossa essa série realmente surpreendeu, a luta colorida da kanbaru e do araragi foi excepcional. Quanto os livros na casa dela, as escadas espirais gigantes no colégio e etc TALVEZ seja a retratação exagerada do ambiente(ou da sensação deles), ou um reflexo psicológico, mas claro que da de ficar dias criando teorias que nunca vão ser provadas.
    Você falou que é um roteiro mediano, pode ser, mas até onde eu lembro o diálogo possui várias subjetividades e jogos de palavras que eu ficava roendo os dentes pra entender. Não sei se isso enriquece tanto o roteiro, pois só alguém que entende japonês saberia dizer.
    Mas essa obra foi um sucesso graças ao SHAFT com certeza.

  • Rayovac

    interessante, ainda não havia assistido essa série, mas agora entrou na minha lista junto com Durarararararara que eu também não assisti ainda (eu sei vergonha kk), mas enfim, parece ser uma série interessante no estilo que eu curto…

    Rayovac!

  • kurama

    estou protelando para assistir a primeira temporada desde que saiu a segunda

  • Eu gostei bastante de Bakemonogatari – embora na minha opinião Katanagatari seja muito superior.
    Fiquei realmente encantado com o roteiro, a execução técnica e a estética da série. Porém, isso fez com que eu me irritasse com outro aspecto da série: o ecchi. Para mim, as cenas e situações ecchi da série acabaram forçando a barra (fanservice em excesso, talvez?), deixando cenas e diálogos fantásticos em segundo plano. Apesar disso, a animação foi boa o suficiente para me segurar até o fim.
    Porém, ao ler reviews e assistir aos primeiros episódios da segunda temporada, desisti. Percebi que tinha enjoado. A série tomou um rumo que não me agradava mais – mas que deve agradar a muito mais pessoas, julgando pelo sucesso que a marca se tornou.
    De qualquer forma, Bakemonogatari continua sendo uma série altamente recomendável, porque, para mim, é uma das melhores animações dos últimos tempos.

    • G.

      KATANAGATARI!!!

  • Eu só digo uma coisa: Nisio Isin Owna /o/
    ps: que venha nekomonogatari o
    ps²: se eu soubesse japonês eu comprava os novels, pena q nao tem em inglês ç.ç

    • Falou tudo cara! eu tenho o novel traduzido (pt) de bakemonogatari, e pelas poucas páginas que eu li é realmente fiel a série e muito legal de se ler

    • A série Monogatari pode ser encontrada traduzida completa pro inglês no Baka-tsuki. ^^

  • Bakemono, devido a sua qualidade excepcional me prendeu tanto a minha atenção na epoco como a do grande publico, pelo menos os apreciadores de animes, não devido a “quantias” envolvidas no projeto mas na qualidade, dedicação e talento empregados nesse anime, feito que poucos animes já conseguiram.

  • Parece ser legal, estou sem tempo, mas logo logo assisto.

  • wildcat17

    Odeio quando não gosto de algum anime que é adorado por quase todos os otakus. Quando isso acontece, reconheço que têm qualidade, não os rebaixo por nada, aprecio o fandom em volta deles, mas simplesmente não consigo ver o que é que têm de especial!
    Um exemplo é Angel Beats!. Vi o anime, até achei alguns momentos interessantes, mas não achei nada de especial. Via por ver, nada mais. O único episódio que me prendeu foi aquele do flashback onde o protagonista (nem me lembro do nome…) ficou preso com muitos outros estudantes e estes começavam a morrer sem ar e sem alimento. De resto, gostei de quando apareceu uma segunda Kanade, e a formatura, no episódio final, foi bem feita, mas… Pronto, nada de especial. Vi, passei, vou esquecendo. Não me divertia propriamente enquanto via. Não ganhei afeto pela obra.
    Com Bakemonogatari vem-se a passar o mesmo. Já vi quatro episódios (com muito espaço de tempo entre cada), e aborreço-me enquanto vejo. Não percebo bem alguns sucedimentos (provavelmente devido à tradução para o português, que faz perder algum sentido da história) e, no geral, não me diz nada. Os protagonistas são muito cliché e, embora eu costume gostar do tipo de personagem que o Araragi-kun é, nenhum personagem me cativou até agora. Presumo que vai acontecer como em Angel Beats! e vou acabar por ver todos os 15 episódios, Nisemonogatari, o filme e tudo o resto que sair da franquia sem apreciar de facto.
    Enfim, que posso fazer? Gostava de conseguir obrigar-me a gostar de algo, mas é impossível xD

    • Wildcat17,
      A “qualidade” que une os animes Bakemogatari e Angel Beats é uma só, o “toque mágico” que acerta o coração do espectador.
      Não estou dizendo ou afirmando que você é insensível, apenas que esse tipo de historia não desperta nada em você, o que não é de forma alguma uma coisa “ruim” ou depreciativo, também tenho certas “reservas” com relação alguns animes “consagrados pela mídia” e que na realidade (pelo menos na minha opinião) não tem nada de especial… ex: Sora no Otoshimono.

      • wildcat17

        Considero então o meu gosto estranho, já que o meu anime favorito é Madoka Magica e sou extremamente fã de Ano Hana, animes que têm como objetivo acertar o coração do espetador e conseguiram, de facto, fazê-lo em mim.

    • provavelmente vc nao gosta do genero!! por curiosidade, quais são os animes q vc mais gosta?

      • wildcat17

        Isso é estranho, porque eu gosto do género. O meu género favorito é drama. O meu anime favorito é Madoka Magica.

      • Chronus

        Wildcat17
        Não gostar de Bakemonogatari é normal, e seu gosto também, afinal Madoka Magica foi eleito pela grande maioria dos blogs brasileiros o melhor anime de 2011 (e dos últimos tempos), e Ano Hana também estava no páreo. (apesar de eu preferir Steins a esses)
        Pelo menos comigo, gostar ou não de um anime depende de quando eu vejo. Eu vi Bakemonogatari nas férias de verão, onde eu estava em um ritmo frenético de animes pois tinha tempo, então eu não liguei muito pro ritmo mais lento da obra, afinal vi tudo de uma vez. Mas talvez se eu visse agora, fragmentado, eu acabasse largando, pois quero algo mais frenético, que faça meu tempo passar sem perceber. Mas claro que não precisa forçar a barra pra gostar,gosto é gosto, tentei fazer isso com One Piece e garanto que não funciona. D:
        eu quis gostar…eu quis…

      • wildcat17

        Li 21 capítulos de One Piece (+ Strong World 0) e gostei. Não achei fenomenal, mas gostei. Espero gostar de tudo quando importar o mangá e gostar do anime quando vir.

  • Roger

    Bakemonogatari é um excelente anime e um dos que mais gosto; não conseguia tirar os olhos quando assisti . A Review ficou ótima, parabéns Laris!!!

  • Finalmente saiu todos os episodios em blu-ray *-*
    vou reassistir /o/

  • Bem, personagens esteriótipos, enredo cliché, essas coisas são problema somente se forem exploradas de forma incorreta. Com a competência de Shinbo, esses fatores foram suficientes para tornar algo que poderia ser medíocre em um sucesso merecido. Sinceramente eu não me irritei com os quadros estáticos, pelo contrário, fiquei admirado em como cenas sem quase nenhum movimento dos personagens, somente com diálogos, conseguiam ser tão interessantes e cativantes. Bakemonogatari está entre meus prediletos (não que isso seja um grande feito, tenho muitos “prediletos”…), e acredito que deva continuar por um bom tempo.
    Sobre Nisemonogatari, eu senti uma perda na qualidade, apesar de achar este outro título digno de reconhecimento. Talvez a verba a mais tenha vindo com um limitante na criatividade, não sei, mas a série agradou muito mesmo assim.

    E que venha Kizumonogatari, e os outros!

    PS: Senjougahara é uma das melhores tsunderes, mesmo sendo uma desconstrução do tipo. A cena no primeiro episódio de Nisemono foi épica, simplesmente linda! Araragi e seu ahoge (o cabelinho para cima) em forma de interrogação, “o amor dela é extremo demais!”, hahaha, muito boa a cena.

  • Ouma Shu

    “..e também já recebeu aval para ter todo o seu universo adaptado para anime.” < ISSO É SÉRIO????? Eu sei que vai ter o Filme respectivo ao Light Novel do Kizumonogatari contanto os acontecimentos anteriores ao do Bakemonogatari, MAIS É SÉRIO MESMO QUE TODOS OS OUTROS LIGHT NOVELS SERÃO ADAPTADOS PARA ANIME???? ESSA SERIA UMA DAS MELHORES NOTICIAS DO SÉCULO (junto com as 3ª temporadas de To Love Ru, Sora no Otoshimono e Nogizaka Haruka no Himitsu que ja foram anunciadas) ME DIGAM A FONTE DESSA NOTICIA POR FAVOR

  • Nanda

    Amei seu post de estreia, parabéns Laris.
    Adorei Bakemonogatari o anime me surpreendeu demais quando eu assisti. Muito bom e super recomendável. u.u

  • Mr.Naoto

    Realmente Bakemono é uma anime muito criativo, o jeito que eles contam a historias é muito impressionante, o uso das cenas Live-Action, os focas da camera nos olhos, as telas pretas com os KANJIS.
    E algo q eu nunca esqueci foi quando o Araragi foi ao quarto da Kanbaru, e o dialogo começa, quando eu percebo q o quarto dela é praticamente feito de livros vermelhos! achei aquilo tão diferente é criativo, considero Bakemono uma obra Genial e Unica.

    • dbatta

      FATO

  • Nisio Isin é muito mestre. Fui começar a ler as obras dele depois de ler o sensacional livro que ele fez sobre Death Note, um livro policial q nao deve nada a nenhum sherlock holmes ou Poirot

  • Walquiria (@walquiriayouko)

    Quando lí os nomes da equipe técnica, isso em 2009 sabia de alguma forma que algo de bom poderia sair dalí. Só não imaginava que iria ser tão atraída pelos detalhes sutis da série, que podem passar desapercebidos se o expectador realmente não estiver focado. Uma escadaria em espiral, um quarto recheado de livros, um simples jeito de olhar ou uma opinião cruel parcialmente escondida por bonitas palavras são um charme e um deleite a parte., podendo ou não ser um reflexo psicológico, mas claro que da de ficar dias criando teorias que nunca vão ser provadas, como disseram em um dos comentários acima. Os cenários estáticos, os quadros negros me deram a nítida impressão de poder pensar pelo ângulo do personagem, “ocultando” a falta de recursos. A cena no primeiro episódio de Nisemono foi épica, simplesmente linda demais!! Araragi e seu ahoge (aquele cabelinho para cima) em forma de interrogação, “o amor dela é extremo demais!”, foi épico. A série mostra um inteligente jogo de cenas quando ocorrem embates, como no caso da luta colorida da kanbaru e do Araragi, que foi excepcional. .
    Você menciona que é um roteiro mediano, pode até ser, mas até onde lembro o diálogo possui várias subjetividades e jogos de palavras bem arquitetadas, onde ficava roendo os dentes para ver onde iriam se encaixar que detalhes das “almas” dos personagens isso iria me mostrar. Não sei se isso enriquece tanto o roteiro, pois só alguém que entende japonês saberia dizer com clareza. Infelizmente parei de estudar nihongo no meio da graduação, e sem ninguém para praticar muito que sabia caiu no esquecimento. T.T
    Mas essa obra foi um sucesso graças ao SHAFT com certeza e que Nisio Isin é muito mestre!!

    E que venha Kizumonogatari!!

  • Pingback: Review – Nisemonogatari: a história das Irmãs de Fogo | ChuNan! – Chuva de Nanquim()

  • eu assisti 4 episodios de uma das séries monogatari no começo desse ano meio se arrastando e quase dormindo nos episódios,e não entendo o porque do sucesso,isso me intriga cara,e não consigo compreender,talvez porque não gosto de animes com muitos dialógos que o cara olha e pensa wtf,mas essa série deve ser muito boa,mas fico muito intrigado,realmente eu não compreendo…

  • Pingback: Eu Recomendo #12 – As séries haréns mais divertidas! | ChuNan! - Chuva de Nanquim()

  • O anime que tem a melhor dublagem que eu ja ouvi,não so a dublagem mas a staff inteira fez um ótimo trabalho, monogatari ta no meu top 5.