Music Monday: nano – Savior of Song

Music Monday - nano~~Stop and rewind~~

A música dessa segunda vem acompanhada pelo termo “utaite” e, digamos, foram duas descobertas recentes.

Explicando rasamente, utaite é um termo designado a pessoas que fazem covers de músicas já conhecidas e os postam no Nico Nico Douga e/ou no Youtube; no NND, em especial, os vídeos são classificados pela categoria utattemita, que, na tradução literal seria algo como “tentar cantar”. Os utaites geralmente possuem um “alter-ego”, ou melhor, um pseudônimo, no qual são representados por um personagem ilustrado. Eles vêm ganhando bastante popularidade fora da internet também, uma vez que muitos já participam em músicas temas de aberturas e encerramentos de animes e jogos; alguns também atuam como produtores e outros já têm uma carreira como cantores profissionais e realizam shows pelo Japão.

Um utaite que chamou a minha atenção foi a nano (ナノ), uma moça que é conhecida por ter uma voz forte e que muitas vezes confunde (e confunde mesmo!) com a de um homem. Ela fez sua primeira aparição no Youtube em 2006 com o nome “RogueRouge” e em 2007 mudou para “xoxonano”. Em 2012 fez seu debut profissional sob a agência flying DOG, na qual permanece até hoje. Suas músicas possuem batidas bastante contagiantes e muito características de temas de animes, tanto que vários de seus trabalhos podem ser encontrados em, por exemplo, Phi Brain (♪ Now or Never), Btooom! (♪ No pain No game) e Mahou Sensou (♪ Born to be).

Sem mais delongas, vamos ao que realmente interessa: a música de hoje é de 2013, chama-se “SAVIOR OF SONG” e conta com a participação da banda MY FIRST STORY.

Esse universo de utattemita é realmente interessante e estou sentindo que preciso de outra vida para poder ouvir todas as músicas de todos os utaites e escolher as preferidas.

Se quiserem acompanhar a nano:

Ou saber mais sobre utaite:

Boa semana e até mais!

Related Post

  • Joao

    Finalmente um dos artistas que eu curto….Escuto nano desde 2012 e ela malhora a cada ano, o mais legal nela é esse jeito misterioso de nunca mostrar o seu rosto.
    E agora em 2015 ja tem seu terceiro album anunciado.

  • Vindo rapidamente comentar sobre esta música que… poutz… FOD*****!!!
    Eu estava sábado passado comentando com um amigo e apresentando esta música a ele.
    Cansei de ficar escutando esta música através deste PV acima citado, desde que ouvi um podcast em que um dos participantes recomendou esta música. Mas (não) cansei de jeito nenhum da música. Parei de ouvi-la no YouTube, baixei-a e coloquei-a no meu celular/mp3. Resolvi economizar energia e não me surpreender negativamente com o YouTube…
    Ah, @yuckiemon, obrigado por tirar a dúvida do meu amigo. Eu, sem saber de outra fonte, avisei para ele que ‘nano’ era minina, mas ele disse que achava que não e talz… agora ele terá certeza. xD

    • yuckiemon

      Não tem de quê, hahah. No começo também jurava que era “o” nano, me surpreendi quando descobri que era uma menina (!).

      • Pô, eu só espero que ela, ‘nano’, mantenha as suas raízes japonesas, não intercalando os idiomas mais do que vejo em Savior of Song. Eu sinto, e vejo, que vários artistas estão pendendo para este lado, colocando muito inglês nas músicas… perdendo assim sua essência. Eu particularmente não gosto, mas às vezes não posso negar que as músicas são de fato boas , mas muito mais por causa do ritmo talvez… (como JAP, do ABS, por exemplo…)
        Enfim, termos e palavras em inglês colocados pontualmente nas músicas eu acho muito interessante, mas passou disto eu acho furada e desperdício de talento e cultura dos próprios japoneses com sua língua-mãe. Eles não precisam de inglês para produzir excelentes músicas, e a cada dia que passa eu tenho cada vez mais certeza disto.

      • Yu

        sennaffogo,

        Eu discordo de você. Praticamente todos os cantores e bandas japoneses que acompanho usam inglês em suas músicas, (P.T.P, One Ok Rock, My First Story, Coldrain, The Hiatus, Air Swell, Blue Encount, pra citar alguns exemplos) e quando são questionados em entrevistas sobre o motivo de cantarem em inglês, todos são unânimes em dizer que fazem isso para que mais pessoas possam compreender o que eles querem transmitir.

        Não é uma questão de eles estarem abandonando a própria “cultura” fazendo isso. Eles apenas querem que suas músicas alcancem pessoas nos lugares mais distantes, pessoas que não são fluentes em japonês assim como eu e você e a maior parte do planeta. Eles estão visando fazer música numa perspectiva mais global, e não apenas para o nicho de seu próprio país. E eu acho isso ótimo! Até porque, o que faz uma música ou gênero musical ser classificada como “nacional” e ter o “estilo” de um país é algo muito subjetivo. Aliás, eu nem sei se é possível fazer esse tipo de classificação sem cair nos estereótipos.

        Já no caso da Nano, “abandonar” as raízes é ainda mais subjetivo, já que na verdade consta que ela é bilíngue e nasceu nos EUA. Ela não está abandonando nada, pelo contrário, está unindo as duas culturas distintas com as quais sempre conviveu.

        Tente ver por esse lado.

      • @Yu, se eu não fosse minimamente vivido/experiente neste mundo musical, eu poderia “cair” no seu discurso. Devo reconhecer humildemente, e sem nenhuma ironia, que ele foi bom e outras pessoas podem (passar a) olhar as músicas japas deste modo, mas sincera e honestamente, minha opinião não vai mudar minimamente por causa dele, pois apesar de respeitar sua opinião eu discordo veementemente dela…
        Antes de qualquer coisa a mais, ok, não sabia que ‘nano’ havia nascido nos EUA e eu poderia aprofundar um pouco mais o assunto e tentar rebater algumas coisas, falar mais sobre ‘raízes’ e talz, mas o que falei dela não serve só para ela e sim para todos os outros artistas japas.

        Vamos lá: “Ah tá…”, a velha “desculpa”/desculpa de sempre de “que fazem isso para que mais pessoas possam compreender o que eles querem transmitir”, de que “Eles apenas querem que suas músicas alcancem pessoas nos lugares mais distantes”, ou de conseguir levar a música deles ao maior número de pessoas possível, ou alguma outra que vá por este caminho… Beleza. Apesar de eu não gostar de usar estas “twittices”, devo dizer que ‘#sóquenão’.

        Em se tratando de outras culturas, eu realmente poderia de repente pensar assim, levando em conta certos aspectos, forçando a barra para outros aspectos e etc., e tentar olhar seu discurso como propício para a ocasião. Mas tenho 5 ou 6 coisas simples para discordar completamente de ti, minha cara:
        1 – A música japa vem MUITO acompanhada de obras que expandem sua cultura, mais especialmente os animes. Portanto, chegam ao ocidente, aos ouvidos de MUITA gente através deles. Logo, este alcance internacional/global já é algo meio que natural por conta dos animes que estão sendo levado a vários lugares do mundo, e não é de hoje…

        2 – Como eu disse, ter uma coisa ou outra em inglês, e até o título da música, não é nada de mais. A inserção de certas frases, palavras, expressões, usadas com moderação/cautela com o intuito de favorecer a sonoridade eu acho até bacana/tranquilo/aceitável. O último exemplo disto para mim foi a 1a. OP de Gintama. A música se chama ‘Pray’ e tem coisas em inglês pontualmente inseridas. A música ficou legal e boa de se aprender a cantar, diferente da outra que usei como exemplo, JAP, que é horrível para tal coisa…
        A música com título em inglês me parece, aliás sempre me pareceu, muito mais no papel de maior divulgadora de si mesma para o mundo, do que a letra da própria ser toda em inglês ou ter muito inglês inserido nela…
        Mas isto também tem um ponto-chave, sobre uma certa “adoração”, para não usar uma palavra mais forte, dos japas com relação aos norte-americanos. Não sei porque falar num diálogo de anime “milk” e “thank you”, se os caras têm “gyuunyuu” e “arigatou” na língua deles…¬¬. Aqui, talvez uma vez mais o discurso do alcance global seja adotado para explicar a situação, mas… bem, deixa pra lá.

        3 – Como acabei de dizer, músicas com muita coisa em inglês ou totalmente em inglês, ainda mais cantada pelos japas em geral, são muito mais difíceis de se aprender a cantar, na MINHA OPINIÃO, do que as músicas que têm só um pouco disto e/ou muito japa mesmo. Se me perguntassem “Qual música você aprendeu a cantar entre ‘We’re not alone’ do Coldrain e ‘Kouga Ninpou Chou’ do Onmyouza?” Eu responderia ‘Kouga Ninpou Chou’ obviamente.
        Olha, eu não estou dizendo que as músicas que eles cantam em inglês são ruins, ouvi músicas com letras totalmente em inglês, como as já citadas acima, a ‘One Reason’ do Fade, entre várias outras, que são ótimas/excelentes (a própria JAP é boa), assim como várias músicas “normais” de artistas norte-americanos, ingleses, etc., mas não tem como comparar certas coisas. Voltando a falar de ‘We’re not alone’ e ‘Kouga Ninpou Chou’, ambas são excelentes músicas, mas não há dúvidas de que o ‘connected speech’ horroroso da pobre língua universal deixa qualquer música mais difícil de ser aprendida do que as músicas japas em geral.

        4- Muito deste talvez ‘não-reconhecimento’ vem dos EUA (e da Europa também) em não deixar uma avalanche japonesa tomar conta de seus mercados fonográficos. Nos EUA, animes sofrem com corte/censura não é de hoje, e nós por consequência sofremos também sem conseguir ver animes de maneira decente na TV, isto quando passava né? Hoje em dia isto acabou. Logo, por que você acha que o mercado fonográfico norte-americano se abriria tão facilmente a músicas japas??
        Já não chega a penetração que os mangás (e animes também) já conseguiram?? Os caras estão comprando direitos de títulos japas consagrados (ou nem tanto assim) não é de hoje, para fazerem (porcos) live-actions norte-americanos…
        E mesmo assim, algumas bandas já fizeram shows em solo norte-americano para mais de 10 mil pessoas… parece pouco, mas…..
        Este ponto aqui pode parecer um discurso tipo ‘teoria da conspiração’, mas é apenas minha opinião.

        5 – O mercado fonográfico japa é o 2° maior do mundo. Eles não precisam mudar sua essência musical a tal ponto para alcançarem mais pessoas. Na verdade, o que era preciso fazer eles já estão fazendo desde a década de 80, com BOOWY e outros artistas que seguiram seus passos…

        6 – A internet hoje é meio que uma aliada a esta escala musical global que os japas podem alcançar, e estão alcançando cada vez mais. Exemplo disto são os próprios animes, além da internet por si só: se não fosse a internet, creio que dificilmente saberíamos de 80% das coisas que vemos/ouvimos, e como a maioria pega músicas e/ou conhece artistas após ver um certo anime, isto se torna uma divulgação natural que antes dos anos 2000 era muito mais difícil.

        Um adendo sobre esta história, sem me aprofundar: eu acho que o que falta no mercado internacional é um “acordo” entre produtores e fãs para levarem artistas japas e suas músicas bem ‘nativas’ a vários lugares. Eles já são ótimos para muita gente pelo mundo afora e na minha opinião, não precisam cantar em inglês para serem reconhecidos internacionalmente ou terem um alcance maior pelo globo…

  • Jow

    Só lembrando que “Savior of Song” é a OP de Aoki Hagane no Arpeggio: Ars Nova =D

    • João gabriel Souza Reis

      Ela vai cantar também a abertura do filme

      Enviado pelo meu Windows Phone ________________________________

      • Sim, OP de Aoki Hagane, anime que me pareceu bem interessante por não focar tanto as lolis como tinha potencial…xD
        Esta OP rules! o/
        Agora, pera… Live de Aoki Hagane??? O.o

  • Minha música favorita dela é Sable, do anime M3. A diaba canta perfeitamente em inglês~

    • Huahuahuahua, a ‘diaba’ foi muito boa… eu ri aqui. xD
      Ela canta tão bem em inglês que tem até os “vícios” de quem é nativo da língua… Aquele ‘connected speech’ horroroooooso da paupérrima língua universal… =P

  • Leandro-Sama

    Cara a nano é boa demais! Gosto dessa musica, mas prefiro mesmo é magenta

    • yuckiemon

      Magenta é muito boa também! (♪ Tô ouvindo ela, inclusive ♪)

  • Crono

    Conhecia essa musica do OSU!

    É uma boa mesmo

  • Shiroyan

    Quando vi ela no vídeo me lembrei de assassins creed , os assassinos usam capuz pra esconder o rosto. :0

  • Yu

    Nano! Comecei a ouvir as músicas dela recentemente e adoro “Savior of Song” (mas confesso que só dei atenção mesmo por que sou fã de My First Story, aliás, a melodia dessa música é de autoria deles. Bem que vocês podiam fazer um post sobre essa banda também algum dia, hein, Chunan? ) Vale lembrar que nesse single também está incluso a música “Start Over”, onde Hiroki (vocalista da banda) e Nano também cantam juntos.
    Enfim, adoro Nano e My First Story e amei a indicação 😀

  • Pingback: Music Monday: MY FIRST STORY – kyogen NEUROSE | ChuNan! - Chuva de Nanquim()