Especial – Dossiê: Vagabond no Brasil

dossie vagabondA saga da obra de arte de Takehiko Inoue.

Situado na era Sengoku, somos apresentados a Shinmei Takezo, um garoto temido e evitado pelos moradores de seu vilarejo. Cansado dos olhares de reprovação, decide dar um rumo à sua vida e resolve fugir de lá com seu amigo, Matahachi Hon’iden. Ambos juntam-se ao exército Toyotomi para lutarem contra o exército de Tokugawa, na Batalha de Sekigahara. No entanto, o exército de Tokugawa tem uma vitória esmagadora sobre seu adversário e os dois garotos, à beira da morte, tentam sobreviver a qualquer custo. Após esses eventos, os amigos se separam, cada um seguindo seu próprio caminho. Takezo acaba tornando-se um criminoso procurado e devido a isso, acaba mudando seu nome para Miyamoto Musashi.

Escrito e ilustrado por Takehiko Inoue – criador também de outro enorme sucesso: Slam Dunk –, Vagabond fez sua estreia em 1998, na revista Morning, da Kodansha. Mesmo após uma recente sucessão de hiato (o maior em 2012, que durou 18 meses), devido à saúde de Takehiko e a trabalhos pararelos nos quais participou, o mangá continua em andamento, com pouco mais de 320 capítulos e 37 volumes encadernados.

Vagabond rendeu ao autor vários prêmios importantes, como o Tezuka Osamu Bunkasho (Tezuka Osamu Cultural Prize), o Japan Media Arts Festival e o Kodansha Manga Sho (Kodansha Manga Award); além de uma chuva de críticas positivas e números: mais de 80 milhões de cópias vendidas mundialmente.

O mangá é inspirado na novel Musashi, escrita por Eiji Yoshikawa em 1935, e conta a história fictícia do ronin Miyamoto Musashi, um personagem real que viveu durante o período feudal do Japão.


Vagabond Manga (1)O que aconteceu com Vagabond?

Quando Vagabond chegou ao Brasil fomos surpreendidos. Em 2001, a série começou a ser lançada em bancas pela Conrad e a recepção foi muito calorosa. Era um mangá de samurai que até então era desconhecido da maior parte dos leitores, mas que vinha com o requinte da arte fantástica de Takehiko Inoue. Fãs de quadrinhos em geral abraçaram a ideia e não era difícil ver a obra como parte da coleção dessas pessoas.

O que poderia dar de errado? Como Vagabond, um mangá tão sensacional e que facilmente se tornaria um hit, conseguiu fadar ao fracasso?


Vagabond Manga (2)A Edição Definitiva matou Vagabond na Conrad…

A editora publicava Vagabond normalmente em uma edição meio tanko, que mesmo para a época tinha uma qualidade ótima (um meio tanko daquilo tinha páginas coloridas e ainda vinha em uma qualidade superior ao Gangsta da JBC, fácil!). Aos 44 volumes (22 do original) e quando o mangá se encaminhava para encostar no Japão em um futuro relativamente próximo, alguém teve uma ideia brilhantemente (desculpe o palavreado com antecedência) bosta. “Vamos começar uma coleção de luxo mesmo com uma outra em andamento?”

Se fosse apenas isso, ótimo. Mas o inteligente resolveu algum tempo depois que iria cancelar a coleção de meio tanko, que tava de boa, sem mexer com ninguém, e deixar os fãs daquele formato sem rumo. E ainda tiveram a cara de pau de falar “Olha só, é só comprar de onde parou na edição definitiva!”.

Tudo bem. A Conrad era incrível. Tinha mangás fantásticos e sem ela eu talvez não fosse o fã que sou hoje, não trabalharia onde trabalho hoje e não teria o ChuNan. Mas quando era pra fazer cagada, ela era mestra também. E aqui vamos colocar um parêntese nessa, porque sabemos que a dificuldade de uma negociação naquela época de material era outra, os japas eram doidos com arquivos e o mercado engatinhava. Ok. Ótimo. Mas essa decisão foi ingrata e infantil. A edição brasileira era impecável, como só a Conrad fazia, mas se na época um mangá custando R$9,90 já era considerado caro, o que dizer de um custando R$30? E ainda matando mais da metade do seu público? Não foi Vagabond que afundou a Conrad, óbvio, mas o a Conrad que afundou Vagabond. Em 2007 o cancelamento foi confirmado pela própria editora. E essa a gente não esquece.


Vagabond Manga (1)…e a Nova Sampa caiu na mesma carta armadilha.

Em 2014 a Nova Sampa anunciou que retomaria a publicação de Vagabond. Uma vitória incrível, visto que uma editora “nova” naquela situação conseguiu o que todos imaginavam o que Panini ou JBC fariam. Mas eis que aqui abrimos um parêntese.

Já ouviram falar de Hitler, certo? O cara era um escroto, óbvio. Mas era um gênio ao mesmo tempo, e não foi a toa que salvou a Alemanha em seu início de gestão, a transformando em uma das potências européias. Mas continuava um babaca escroto (isso não tem nada a ver com o texto, mas acho sempre bom reforçar que era um babaca escroto) e cometeu um erro infantil. Hitler tinha um ídolo, o grande Napoleão Bonaparte (outro gênio e um dos maiores estrategistas de todos os tempos). Napoleão perdeu a guerra para o inverno russo, teve sua ruína e sua estratégia totalmente destruída. E Hitler era tão fã do cara que até a parte que não deveria ele conseguiu copiar. Perdeu a guerra para a Rússia, no inverno. Babaca e burro ainda por cima.

Mas enfim, porque falei tudo isso? Não comparando Conrad e Sampa a essas duas figuras históricas, claro. Mas a Sampa achou que seria legal copiar a Conrad justamente onde foi o seu maior erro. Sete anos depois foi tomada a brilhante ideia de recomeçar Vagabond de onde a Conrad havia parado… no formato de luxo! E veja bem, o luxo aqui foi o menor dos problemas, uma vez que hoje o mercado tenha uma recepção muito melhor pra esse tipo de coisa. Mas o fato que anos depois ela achou que não seria uma boa ideia começar do 0, rebootar e talvez dar continuidade da coleção antiga de outra forma, como a Panini fez com One Piece, por exemplo. Foi o fim. Pagar 40 reais em algo que não se encontrava mais as primeiras edições era desconfiavel. Afastou o público. Tivemos o trágico caso das 300 unidades vendidas no Brasil inteiro. Trágico. Medíocre. Vagabond não merecia isso. Pelo peso da obra, pelo autor. A própria Sampa não merecia isso. Mas aconteceu.

Vagabond morreu de novo. A obra artisticamente falando mais incrível de Takehiko Inoue veio a cair da segunda vez pelo mesmo motivo: a falta de planejamento editorial.

Mas ainda há uma chance de se reerguer.


Vagabond Manga (3)Vagabond renasce?

A editora Nova Sampa anunciou (de uma forma muito engraçada, por sinal, e que até agora não entendo porque acharam nobre) que não tinha mais os direitos da obra no Brasil. Não é pra menos, claro. Mas o grande “X” da questão é que a mesma foi o amiguinho que estragou a surpresa da criança e anunciou que Vagabond estaria de volta em uma nova casa em breve.

JBC ou Panini? Veremos. Não acredito na NewPOP, já que os japoneses devem ter visto que entregar uma obra assim em uma editora “menor” não é das decisões mais confiáveis. O fato que ainda temos chances de salvar a obra no Brasil e definitivamente não é a edição de luxo de volta (porque todo mundo já tá com o pé atrás nesse formato) e muito menos o formato BIG como vi alguns cogitarem. Os 40 reais cobrados por um formato BIG na JBC não compensam, ainda mais se pensarmos que Vagabond tem muitas páginas coloridas em cada edição, e cada uma delas tem cerca de 230 páginas. Imagina aquele tijolo com 500 páginas quase e custando 45 reais? Não, por favor.

Vagabond ainda pode renascer, desde o primeiro volume, em um formato similar a Berserk, Planetes ou até mesmo Termae Romae, por exemplo. Em tanko, com papel offset de boa gramatura ou pólen, com páginas coloridas, capa fosca. Em um preço razoável e bimestral, talvez. Acredito que o preço de Planetes seria um valor muito justo (sem papel transparente) para uma obra que abrange tantos fãs de diferentes nichos. Tenho fé que o planejamento editorial, de qualquer uma das duas editoras que assuma, será mais bem pensado, mais conceituado ao mercado atual. Apesar da crise, nunca tivemos tantas variedades de títulos em bancas e isso é maravilhoso.

E que ninguém mais caia no maldito inverno russo…

Dih

Dih

Paulistano, 27 anos, corintiano e fissurado em cultura asiática e pop. Formado em Design Gráfico na FMU. Hoje é editor assistente da Panini Mangás e colecionador compulsivo de quadrinhos em geral.

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  • Gostei do texto, mas se não me engano acho que a JBC já anuncio que vai ser no formato BIG e começando do 0 (posso esta enganado) que de certa forma não acho ruim e sim concordo que se fosse no formato de Termae Romae seria perfeito.

  • Lucas shinidatte

    Na esperança de a obra ser publicada aqui. Com o devido respeito aos fãs. Vagabond merece.

  • Eu gostaria mesmo que lançassem uma edição idêntica a da Viz BIG de Vagabond, aquela edição é linda demais. Mas como sei que se eles lançarem essa edição ela vai virar “de luxo” e vai ser cara, melhor não.

    Acho que a melhor escolha seria fazer mesmo semelhante a Planetes ou Berserk (ou mesmo a de Hideout). São edições maravilhosas, muito bem trabalhadas.

  • Vinny Miranda

    Bacana o texto. Eu fui um dos trouxas que compraram a edição da Nova Sampa. Aguardo ansiosamente a notícia de que Vagabond ta de volta. É um crime não ter voltado ainda. Eu era um molecote quando acompanhava o meio tanko da Conrad.

    • Rafael

      Eu também. Compramos 8 das 300 edições vendidas kkkkkk

      Depois dessa me bateu o arrependimento. Acho que vou vender as edições e esperar sair em formato tanko “normal”. Tanto faz se for pela JBC ou pela Panini, saindo de forma decente já basta.

      E com isso as chances de Slam Dunk ser relançado devem ter diminuído ainda mais.

  • O grande problema é que a Nova Sampa disse que o formato de publicação, neste caso, a parte física (a edição de luxo) foi uma imposição do próprio Inoue para que a obra fosse publicada.

  • Jonas

    Quando a JBC anunciou Blade, fiquei com 90% de certeza q a Panini tava com Vagabond, ja q como a nova sampa falou q n era só Vagabond q eles tinham perdido, mas sim, todas as obras do Inoue, como a Panini é bem maior q a JBC e tem Kuroko no catalogo, se ele estiver rendendo bem, com certeza eles n iriam perder a chance futura de lançar Slam Dunk. só faria sentido a JBC ter conseguido a licença se essa ideia de lançar Vagabond n seja pra agora, teria q esperar o fim da publicação de Blade q serviria pra testar mercado com mangas do gênero, mas como são 37 vol e ongoing, n acho q a JBC teria tanta coragem, já q acho q o formato BIG n seja viável( na vdd n acho nenhum titulo do formato BIG viável), mas o é importante é vir e com boa qualidade, independente da editora.

    • Não sei o que KNB tem a ver com Slam Dunk, mas ok…

      • @jesse, é… o preço destes BIG’s também nos fraturam…
        E é exatamente por isto que reclamo da assinatura de Éden sem qualquer desconto. Mas se formos ver direitinho, a Panini não fica tão atrás não. E se o preço dela é um pouco menor, a qualidade é que é ridícula…

    • jesse

      Acho que esses preços que a jbc esta colocando, qua nao sao viaveis. Ridiculo os valores que a jbc cobra nos seus mangas.

  • Se for no formato de Berserk vai ser uma delícia -3-

  • samurandre

    Puta merda…vagabond por muito tempo foi meu mangá favorito, principalmente na fase que contou a vida do kojiro ate a luta do musashi contra a academia yoshioka.

    A conrad fez um acabamento muito bom no mangá. Dos meus velhaços a unica coleçao que continua inteira e sem aquele maldito amarelamento de paginas é vagabond. Lembro que a edição brasileira foi elogiada ate pelos japoneses

    E fui TROLADO por essa maldita new pop com sua edição big 40 dilmas de vagabond. Comprei elas e os caras droparam, mas ate nao me surpreendi pq era caro demais cada volume, continuando diretamente de um mangá de outra editora, foi um tiro no pé

    Nao tenho tanta esperança de vagabond voltar tao cedo para o brasil, E mesmo se alguma editora relançar, em qualquer formato que seja, vou continuar de onde ja tenho a coleçao ate o momento. E farei o mesmo com a minha coleçao de blade of imortal, que apesar de estar com as ediçoes todas esfareladas por causa do papel ”vagabond” (há) que a conrad usou na impressao eu nao irei comprar novamente o big da jbc. Ter espaço fisico pra acomodar todas essa papelada é a pior parte pra quem coleciona essas coisas…

    • Trolado pela NewPOP? Não foi pela Sampa?

      • @samurandre, “Lembro que a edição brasileira foi elogiada ate pelos japoneses”, não bastasse este imenso elogio, a versão de luxo da Conrad foi considerada pelo próprio Takehiko como a melhor edição de Vagabond no mundo inteiro! Isto porque como disse o @Dih no texto, a edição standard já era ótima.
        Ou seja, apesar de fazer uma merda gigante ao droparem os compradores da edição standard, eles fizeram a melhor edição do mangá no mundo todo, considerada assim pelo próprio autor… vai entender?

  • Hitler não era um babaca, ele só teve ideias erradas, uma vez que preferiu culpar os outros pela miséria da Alemanha (em especial, os judeus), do que tentar enxergar onde o país errou MESMO. (Claro, a humilhação que a Alemanha passou no fim da Primeira Guerra também contribuiu para essa visão terrível do Nazismo). Mas até hoje eu acho bizarro ele cometer o MESMO ERRO DE NAPOLEÃO SENDO QUE ELE SABIA DO ERRO. Parece que ninguém aprende. Sampa também, pqp, por que raios isso foi ocorrer???? Agora, só espero que ou Panini ou JBC salvem esse mangá, que já li uns capítulos na Internet e digo com todas as palavras que É BOM. É ÓTIMO!
    P.S. Falando nisso, tinha uma editora chamada Savana, não? O que houve com ela?

    • Dih

      Faliu.

      • Caraca, nem deu pra lançar mangás direito e já faliu? ‘-‘
        De qualquer forma, obrigado pela resposta, Dih.

      • Haha, não se surpreenda tanto, existe muito mais de uma editora que “nem deu pra lançar mangás direito e já faliu”.
        Ah, e sim, Hitler era um babaca!

      • seiya

        Hitler em um contexto geral foi um babaca… PARA O RESTO DO MUNDO, para os alemães ele foi ótimo, e até hoje é reverenciado por vários, basta ver que a porcentagem de desemprego antes dele entrar era de mais de 70 %, quando ele entrou conseguiu ZERAR o desemprego, pelo jeito o poder subiu a sua cabeça e com o passar dos anos ele preferiu perseguir as outras “raças”.

      • Eu faço parte do RESTO DO MUNDO, logo, ele foi um babaca. =D

    • STX

      Ser inteligente não exclui o fato de hitler ter sido um babaca. Babacas não são sinonimos de falta de inteligencia

    • Pois é @STX, falou pouco e disse tudo…=)
      Acho que nunca disse o contrário sobre ele ser inteligente ou não, o que o texto do @Dih por exemplo faz é reforçar. Aliás, nem sequer toquei neste ponto. Apenas tal como o @Dih, eu o acho um babaca, simples assim. =D

    • Dih

      Cara, na boa. Chega. Você fica dando voltas no mesmo assunto, fazendo uma discussão desnecessária nos comentários e isso irrita geral. Desvirtua o tópico, já ouviu falar disso? Pois é. Então cortei a discussão sim, pra ver se vocês se tocam que tá chato já. E é isso. E só pra saber, não só seus comentários, então pare de achar que é censura com você e não sei o que.

      • Mas como viu, gerou um efeito onde eu fiquei parecendo um IDIOTA, me senti censurado, e fiquei comentando várias vezes a mesma coisa. Isso me fez pensar que o ChuNan estava sendo muito… Deixa pra lá. Mas Dih, se é assim, é só não permitir mais respostas, pelo que sei, é possível desativar para determinado comentário respostas a ele.
        No mais, peço desculpas pelos transtornos, e só queria uma resposta, pois estava chato a situação, e queria apenas entender porque comigo que estavam deletando. E só te peço um favor, por mais pequeno que seja: Deleta meu comentário inicial, é só isso que te peço. Aceito qualquer coisa, mas por favor, se esse é o caso, delete.

        • Dih

          Mas seu comentário inicial foi normal, ué. E as respostas também. Mas vocês ficam estranhos discutindo algo que não tem NADA a ver com o que foi dito no post. Não vou deletar nada porque seu primeiro comentário foi válido. Mas o assunto morre aqui. Enfim.

      • ALiás, vou inclusive recomentar o que postei, mas tirando o trecho que gerou discussão, mas por favor, te peço com todas as palavras, deleta meu comentário inicial. Se fizer isso, serei eternamente grato.

      • seiya

        eita dihdihzinho, calma querido, é que esses assuntos históricos chama a atenção nossa, e sendo um debate sem xingamentos, é legal, e não prejudica ninguém… (eu acho)

      • seiya: Se quiser debater o assunto comigo em OUTRO LUGAR, eu posso te passar meu contato.

      • seiya

        Opa pode ser cara.

      • seguinte, tenta me encontrar o Face, é Micael Okamura.
        Não sei se o Chunan permite colocar e-mail, por isso em respeito a ele, não colocarei.

  • renato motta

    Mesmo se for no formato big 2×1 da jbc da pra comprar. ruim vai ser se for um tamko por 40 dinheiros ai meu bolso nao aguenta, mas pra mim o melhor seria tamko padrao.

  • Amei o texto parabens e amei as indiretas que você deu a Jbc e Panini sem papel Transparente parabens em continua com esse pelo texto espero alguuém da Jbc Panini e Nova Sampa leia e tenha vergonha de aparece na CCXP e AnimefriendsRessaca para anuncia alguma coisa e acho que não esta com nenhum editora o Vagabond esse manga não chega no Brasil ande de 2020

  • Belo texto @Dih, parabéns. Lendo-o, dá até vontade de realmente comprar a coleção do zero caso realmente ela apareça de novo por aqui. =)
    Uma coisa, para mim, é certa: se for JBC, não for o formato BIG e tiver uma assinatura que dê bom desconto aos assinantes, há chance de eu colecionar; se for Panini, aqui replico o bordão do personagem do ator Gero Camilo em Carandiru: SEM CHANCE!

  • Raphael

    PLOT TWIST: É a Astral que pegou uahuahauhauhauah (por favor NÃO)

    • STX

      O Papel e o preço tão melhores do que os da JBC atuais, não vejo pq não a Astral

      • Huahuahuahuahua, @Raphael, eu ri… mas cabe aqui a pergunta do @STX, ‘why not?’. Eu ainda não vi com meus próprios olhos o Anomal e o B.B.Project que comprei recentemente, mas li sobre as especificações técnicas, e parecem bons mangás no quesito papel e o preço está dentro do padrão do mercado (não é barato, mas também não é caro), logo, também não vejo porque Vagabond não poderia ir para lá.
        Mas há de se reconhecer, pelo próprio texto do Dih, que Vagabond precisa de uma casa bem maior, e também, não creio que a Astral tenha força ou estrutura para um título como Vagabond e nem que seja o objetivo dela, NO MOMENTO, trabalhar com um mangá de tal peso e que já teve 3 cancelamentos por aqui. Seria arriscar demais o próprio pescoço com grande chance de sujar a boa reputação que ela vem criando aos pouquinhos.

  • Péra, papel pólem de alta gramatura, páginas coloridas, capa fosca não é basicamente o formato das edições de luxo? Reduziria só a altura/largura?
    Nhé… Prefiro que lancem o formato luxo semelhante ao da Conrad/Nova Sampa mesmo. Acho que o erro da Conrad foi mesmo o colocado no texto, deixar só a versão luxo cancelando uma versão “standart” já bem sucedida e com vários volumes publicados. Mas o erro da Nova Sampa, minha opinião, não foi ter optado pela versão luxo. Optar por partir de onde havia parado a editora anterior foi uma grande cagada, ainda mais por haver o exemplo atual de como fazer uma retomada desse tipo com One Piece pela Panini. Mas o pior de tudo foi uma expectativa e um planejamento completamente equivocados. Publicaram mensalmente um mangá desse preço e tudo indica que esperavam vender um grandíssima parte da tiragem logo no lançamento de cada volume, mais uma vez ignorando os exemplos próximos, como a JBC que à época já havia lançado Death Note Black Edition (por exemplo) com todo um planejamento diferenciado em relação aos mangás de linha comum: Produto voltado à livrarias e lojas especializadas, uma tiragem compatível, com possibilidade de reimpressão, pensado para ser um produto de cauda longa, que tem um número de venda mais expressivo no lançamento mas que após uma queda já esperada com o passar desse momento inicial vai seguir vendendo permanentemente em boa quantidade. Enquanto isso a Sampa coloca o produto com uma enorme tiragem, lançamento mensal, querendo a recuperação rápida do investimento com um produto que devia dar lucro no longo prazo…

  • Mugi-chin

    Imaginem que lindo Vagabond e Slam Dunk nas bancas, se alternando mês a mês!!

  • Roninrj

    Snif!Snif!

    Concordo!!!
    Acho estranho que as editoras não demonstrem interesses nesses títulos e em outros que são de grandes expressividades.
    Antes parecia que as editoras estavam mais abertas em trazerem títulos relevantes e interesse geral com mais agilidade!
    Agora demora-se e há muita enrolação e inutilidades lançada entre um título realmente bom e outro!!
    Só nos resta aguardar por estes dias de glórias….

  • Só espero que não venha pelas ”mãos” de Marcelo del Greco!!!

  • Quando o pessoal da Sampa disse que outra editora “atravessou” o negócio deles com o Inoue, tive 100% de certeza de que Vagabond já era da PANINI…
    Na palestra da Sampa eles disseram que tem bom relacionamento com o pessoal da NewPop e da JBC, principalmente da JBC com o caso Marcelo Del Greco… Logo, acredito que a JBC não “atravessaria” o negócio da Sampa da forma como foi (o comunicado da Sampa dá a entender que houve uma “trairagem” por parte da editora japonesa e da nova editora brasileira de Vagabond)….

    Não entendi por que o Dih está descartando completamente o formato BIG da JBC, que é sim um formato viável (reduz possíveis prejuízos) para uma editora publicar um mangá com muitos volumes e que já foi cancelado no Brasil (Blade e Éden estão aí para provar). É muito arriscado publicar Vagabond em tanko normal, só a PANINI pode se arriscar a tal ponto (Berserk taí para provar)… os primeiros volumes vão vender bem, mas quando chegar lá pelo volume 20 e saindo de forma bimestral, acredito que as pessoas vão perdendo o interesse e o risco de ser cancelado aumento muito… Esse é o meu medo com Berserk….

    Mesmo assim, com certeza, ano que vem, Vagabond chega pela PANINI num formato semelhante ao Berserk e Bimestral… Só espero que ele venda muito bem por aqui, dando espaço para a vinda de outros títulos do Inoue para o público brasileiro….
    Eu vou de VIZBIG, na PANINI vamos demorar uma vida inteira para alcançar os volumes mais recentes (One Piece, Berserk…), caso este seja lançado de forma Bimestral, o que é o mais provável.

    • “o formato BIG da JBC, que é sim um formato viável (reduz possíveis prejuízos) para uma editora publicar um mangá com muitos volumes e que já foi cancelado no Brasil (Blade e Éden estão aí para provar).” -> meu caro, tirando o fato de serem mangás que outrora foram cancelados, me diga onde mais Éden e Blade são parecidos com Vagabond?
      Discordo completamente da sua opinião. Aliás, eu sinceramente acho que Éden é viável no formato em questão, já Blade não é, mas ainda sim, por ser finalizado e não ultrapassar 15 volumes BIG, a gente pode, digamos, relevar… mas Vagabond, de cara, seriam 19 volumes BIG e CONTINUANDO.

      Também não dá para comparar com Berserk, cuja 1ª edição deve estar esfarelando nas mãos de muitos ‘leitores’…¬¬. Quem tem as 44 edições standard de Vagabond, não vai comprar do zero, acredito eu, porque a edição é excelente. Quem tem as 14 edições da versão luxo da Conrad, não vejo também porque começar do zero, afinal, é a melhor edição do mangá no mundo. Ou seja, se for lançado apenas em formato tanko, muitas pessoas podem (e/ou devem) comprar somente a partir do volume 15, outros ainda somente a partir do volume 23! Isto considerando ainda que quem comprou as edições da Nova Sampa irá “queimar” seus mangás para gerar combustível de churrasco. xD

      Se os colecionadores de Vagabond tiverem de fato isto tudo em mente, o mangá em formato BIG só começará a ser mais vendido lá pela 8ª edição, no mínimo. E se for BIG da Panini e não vender minimamente bem nos primeiros volumes, ela cancelará facilmente.
      Logo, isto também faz com que uma nova edição deva ser muito bem estudada e planejada, mas estou com o Dih, uma edição BIG é totalmente fora de cogitação para Vagabond. E tomara que você esteja errado sobre ser a Panini…¬¬

      • Acho que Blade e Éden podem sim ser comparados a Vagabond, principalmente Blade, tanto em roteiro quanto em arte ambos são mangás incríveis… eu particularmente acho os três mangás muitos bons, e dentre eles gosto mais de Blade… Mas aí é questão de gosto…. cada um vai preferir um….
        Em relação aos volumes, penso que é melhor publicar 19 volumes 2-em-1 bimestrais (3 anos e 2 meses de publicação) do que 38 volumes tanko (6 anos e 4 meses de publicação) e contando…

        Você diz que quem tem a primeira versão de Vagabond, não vai querer recomeçar do zero, pois penso diferente, quem compra mangá, não é apenas leitor é também colecionador, e eu não conheço um colecionador que goste de começar uma coleção num formato (meio-tanko ou edição especial) e continuar a partir de certo número em formato diferente (tanko ou 2 em 1)… Se começarem a lançar de novo, aposto que vai aparecer uma enxurrada de gente vendendo a antiga coleção da Conrad…. Colecionadores são vermes… comprarão tudo de novo se vier em formato melhor (Naruto GOLD taí pra provar…).

        Se vier pela JBC (o que não acredito) vem BIG… se vier pela PANINI vêm tanko tipo Berserk…. Mas acho que até o final do ano poderemos saber qual será o GRANDE PLANEJAMENTO da PAN…, quer dizer da nova editora, frente a este título…

      • @MangáKarlos, interessante seu nick…xD. Agora que percebi.
        Mas vamos lá: primeiro de tudo, você não conseguiu ler as entrelinhas do que eu disse sobre Éden e Blade não serem parecidos com Vagabond. Não estava nem de longe me referindo ao roteiro de tão ótimas obras. Não vamos falar disto, pois em se tratando de história, todos os 3 mangás são excelentes. O que eu quis comparar foram as edições já publicadas aqui, o tanto de volumes que cada uma tem, se são finalizadas ou não, a própria forma de cancelamento dos mangás (e não o cancelamento pelo cancelamento), etc., entende?? Não tem nada a ver com gostos ou preferências… Dado isto como premissa, Vagabond não pode ser comparado aos outros dois.

        Naruto está aí há muito mais tempo, OP também, assim como Bleach, tanto aqui e mais ainda no Japão. Qual o problema em levar 7 anos para publicar um mangá que nem sequer está finalizado ainda? Berserk também é outro… Ah sim, ainda tem o Bastard!…
        Por que atualmente as pessoas são tão imediatistas?? Acho mais do que razoável levar uns 7 anos para publicar o que já se tem lançado e com isto haverá tempo para se juntar mais volumes lá na frente.

        “quem compra mangá, não é apenas leitor é também colecionador, e eu não conheço um colecionador que goste de começar uma coleção num formato (meio-tanko ou edição especial) e continuar a partir de certo número em formato diferente (tanko ou 2 em 1)…” -> estou batendo palmas! Pois és uma das poucas pessoas que vejo ter o mesmo discurso que eu. Cara, eu bato nesta tecla, inclusive aqui no ChuNan! direto!!! Sou um dos defensores de que somos COLECIONADORES, e não leitores, como inclusive o Cassius e a Beth gostam de colocar…¬¬
        Mas, contudo, eu então sou o primeiro colecionador que você conhece que faria isto sem pestanejar. Tenho Blade da Conrad, e, você acha que venderei tudo (ou jogarei fora) para comprar a nova edição?? Tsc tsc tsc. Negativo. Inclusive já mandei e-mail para a JBC sugerindo que fizessem um formato meio-tanko a partir do vol.39 numa tiragem menor, para justamente não descartarem quem tem os 38 volumes da coleção anterior, mas a resposta deles foi óbvia. Ou seja, eu não faço tanta questão de ter a coleção certinha por causa de um grande fator que é sempre levado em conta, pelo menos para mim, e que direi mais abaixo.

        “Se começarem a lançar de novo, aposto que vai aparecer uma enxurrada de gente vendendo a antiga coleção da Conrad…. Colecionadores são vermes… comprarão tudo de novo se vier em formato melhor (Naruto GOLD taí pra provar…).” -> antes de qualquer coisa, não sou tão verme como alguns colecionadores, aliás, não sou nada verme; Em segundo lugar te pergunto: PARA QUEM tais colecionadores irão vender as coleções anteriores de Vagabond??? Para leitores otários? Para sebos que comprarão por valores muito abaixo do que você pagou?; Em terceiro lugar, será que Naruto GOLD está sendo mesmo comprado por quem já tem o mangá todo?? Acho difícil…; E, a coisa mais importante: eu dou valor ao dinheiro muito suado que ganho, logo, não vejo porquê começar uma coleção do zero em relação a Vagabond (caso eu tivesse), se as edições que já foram lançadas são ótimas. Tivemos 3 vezes basicamente o mesmo problema com o título, mas das edições em si não temos nada a reclamar. Logo, não vejo motivo para comprar a edição nova do zero, tirando o fato de em geral colecionadores endinheirados serem vermes mesmo e quererem tudo igual na estante…¬¬
        Mesmo assim, falando por mim, conheço alguns colecionadores que têm Vagabond versão standard da Conrad, e eles nem sequer cogitam comprar uma nova edição do zero. Este é o tipo de colecionador que eu (sou e) apoio.
        Éden é bem diferente porque são muito menos volumes e já é finalizado. Blade é diferente pelo fato de já ser finalizado, mas para mim só o formato BIG ficou ruim para ele e vai descartar muita gente de comprar esta coleção inteira.
        Se você não considerar que tudo isto gira em torno do dinheiro que cada colecionador dispõe para este fim, não dá nem para começarmos a falar sobre o assunto… ainda mais nos dias atuais, com desemprego e informalidade aumentando.

  • jesse

    Eu gostaria que a Panini pegasse Vagabond, porque a jbc esta começando a se aproveitar dos leitores. Aonde que Eden, com aquele tratamento vagabundo, vale 39,90 ? Ja estou preocupado com o valor de Blade e o tratamento que a editora vai dar. Odiaria ver essa obra nas maos deles, sendo tratada como ediçao de luxo, sendo que de luxo nao tem nada, e ainda por cima ficam dando varias desculpas esfarrapadas pra justicar os preços mercenarios. Concordo com a materia que 18,90 (o valor de Planetes) seria um valor justo.

    • @jesse, mas me diga, onde também que Éden da JBC é uma edição de luxo??? O_O
      Tal como Éden, Blade será uma edição BIG, não de luxo…u_u.
      Mesmo assim eu esperava uma edição um pouquinho melhor pelo preço que está custando.

  • Keiko-chan

    Eu também fiquei perplexa com o custo de Vagabond. Sério, se fosse para pagar 40 reais, teria que no máximo, ter um tanto de páginas que Death Note Black Edition teve. Por quê aí sim valeria apena! Mas pelo tamanho que a Sampa fez, pela mor de deus! Por mais Premium que estivesse, alguns mangás conseguem ter aquele formato luxuoso com um custo muito bom.

  • Interessantes os comentários! Dessa vez valeu a pena lê-los na integra.
    Na minha modesta opinião, VAGABOND deveria vir tal como está sendo a publicação do mangá BERSEK. O valor poderia até ser um pouco maior, mas a qualidade teria que ser maior ou idêntica.
    Tomara que em um futuro próximo outro fantástico mangá retorne às nossas bancas de jornais e livrarias – NAUSICAA DO VALE DO VENTO. Em época de destruição maciça do meio ambiente – rompimento da barragem com substâncias tóxicas em M.G. -, essa obra é mais do que bem vinda. Educa, alerta e convida o leitor a refletir sobre as atitudes do ser humano para com o planeta Terra. Nosso lar.
    Logo em seguida a publicação de VAGABOND e NAUSICAA, o mangá HISTORIE também poderia chegar até nós. Esse mangá é fantástico, confiram.
    Enfim, desejo que os melhores mangás cheguem até nós, leitores e colecionadores brasileiros.
    Desejo a todos saúde e paz.

  • Flávio

    Melhor exemplo atual? Berserk Edição de Luxo. Acabamento, preço, páginas.
    Lâmina do Imortal? Compra certa, se for simples e sem firulas. (Caramba, na minha cabeça, estou comprando Shigurui!)
    A NewPop é pequena, mas sábia. Gosto do avanço lento e ponderado dela.
    Bom começo de semana, amigos!

  • Wesley

    Particularmente fico bastante intrigado com os comentários gerais sobre quem vai trazer e o que é melhor ou não para a obra. Fato é que a editora que pegar tem que fazer um trabalho no mínimo decente em comparação com o material que foi publicado nas outras três vezes. E é aí que entra a principal discussão: Quem tem mais capacidade de fazer boas edições sem abusar demais nos preços? Eu fico fácil com a Panini, apesar dos riscos de mais um cancelamento, o que ainda assim eu duvido que aconteça caso seja ela quem publique. Mas por que a Panini? Sinto muito fãs da JBC. Tirando o trabalho deles em edições de luxo/colecionador em Death Note e um ou outro título, não vejo muita capacidade deles de fazer algo decente. Já me matou de tristeza ver eles fazendo com Blade o mesmo que com Eden, que foi vendido como uma inovação e suposta ótima qualidade mas por um preço que não compensa nem um pouco a qualidade final do trabalho deles. Blade não deve fugir muito disso e Vagabond, na mão deles, a não ser que venha em um tanko normal BEM trabalhado, como Planetes, Berserk, Hideout ou um big como a Black edition, não deve matar os leitores de alegria, isso considerando que a editora que pegou queira dar um tratamento legal. E considerando os tankos normais com bom material e aliado a um preço convidativo, a Panini faz o trabalho dela bem melhor. E ainda tem o fator Marcelo Del Greco, que dessa vez, pra mim é um ponto contra a JBC nessa disputa, visto que ele estava envolvido em boa parte da história de Vagabond no Brasil e, bem, sabemos no que deu, ainda que, provavelmente ela possa passar longe da obra caso ela esteja com a JBC. Eu se fosse os japoneses, pensava duas vezes ao ver o nome de um dos caras que faz parte da triste história da publicação do mangá no país na lista de funcionários da nova casa kkkkkk E claro, não podemos descartar outras editoras de surgirem de surpresa como a responsável pela publicação. O que nos resta é aguardar.

  • Pedro Rodrigues

    O autor ainda escreve esse manga ou ele ja encerrou?

    • @Pedro, você leu o post??? O.o
      No 1º parágrafo após a sinopse diz que “o mangá continua em andamento, com pouco mais de 320 capítulos e 37 volumes encadernados.”…