Primeiras impressões – Sket Dance

Não minha gente, esse não é um mangá ou anime de dança. Sket Dance é apenas um shounen diferente que merece a sua atenção…

Missão cumprida. Essas são as melhores palavras para explicar a estréia de Sket Dance na televisão. Animação agradável, apresentação dos personagens principais de uma forma rápida e uma “amostra” do que se trata o anime logo de cara foram suficientes para dizer ao que o anime veio. Ao contrário de alguns, eu acho prazeroso ver um mangá de sucesso sendo adaptado para a TV de forma bem sucedida, é um prêmio para o autor poder ver sua obra animada e sonhar com cada vez mais fãs de seu trabalho. E acho que é dessa forma que o anime Sket deve ser encarado, sendo uma forma de visibilidade maior para que um público ainda distante do mangá se interesse por esse shounen de fórmula diferente das convencionais.

A história

Sket Dance começa nos apresentando 3 jovens inusitados: o energético, tapado e prestativo Bossun (Fujisaki Yuusuke), a esquentada e poderosa Himeko (Onizuka Hime) e o estranho nerd que fala através de um computador Switch (Usui Kazuyoshi). Os três fazem parte de um clube diferente dentro de sua escola, o Sket-Dan, responsável por auxiliar as pessoas das mais diversas maneiras tendo como único objetivo resolver seus problemas, sejam eles quais forem.

A intenção do grupo é conseguir recrutar novos membros (embora suas tentativas não sejam muito convencionais) e logo nesse primeiro episódio vemos que essas tentativas na maioria das vezes acabam em um novo trabalho para os garotos. Apesar da temática simples, o clube enfrentará os olhares diferentes de outros clubes do colégio gerando os seus próprios conflitos e problemas com novos personagens no decorrer do tempo, surgindo assim os tais rivais da série. Claro que tudo envolvendo o bom humor dos personagens, suas atitudes bizarras (como o Switch saber de toda a vida de alguns, Himeko sair distribuindo porrada em todos e o Bossun resolvendo tudo na base de suas meditações mágicas) e situações que com certeza te farão dar algumas risadas no decorrer dos episódios.

Considerações técnicas

Sket Dance contou com uma animação realmente boa pelo estúdio Tatsunoko. Não é algo de outro mundo, mas com certeza cumpriu as expectativas. As cenas em que a animação foi mais exigida como as investidas ofensivas de Himeko e a caracterização dos cenários foi muito bem feita, mostrando a competência do estúdio. Não é algo que te fará parar o que estiver fazendo para admirar a obra, mas que com certeza vai ser vista com bons olhos ao assistir.

A trilha sonora é bem relativa ao anime, contando com trocas de batidas mais agitadas para as cenas de ação com uma trilha mais despretenciosa para as cenas em que o foco é a comédia. O encerramento (que alguns acreditam que tenha sido o encerramento) é um dos melhores da temporada e pode ser conferido clicando AQUI. Realmente vale a pena, pois além de contar com uma boa música a animação e efeitos são ótimos!

Como havia dito antes nas minhas apostas da temporada, Sket possui um humor diferente, as vezes chega a ser besta, o que o torna inexplicavelmente bom. Porém, o humor não chega perto do icônico Gintama (mesmo eu achando que o público de um é facilmente atingido pelo outro), tornando o ingrediente apenas mais um dentro da série e não seu ponto principal. O grande foco da série é a expectativa que gira em torno dos personagens e das relações com outros, as lições de vida e ao mesmo tempo as referências com o mundo atual de uma forma leve, mas que é facilmente perceptível. O primeiro episódio foi um exemplo claro dessa situação, com a representação de uma maneira mais descontraída do bullying nas escolas. Esse aliás é o grande segredo do sucesso de Sket Dance, utilizar elementos do dia-a-dia de uma forma bem humorada (o que já lhe adianta uma gama incrível de temas diferentes para se trabalhar), com cenas envolventes de ação e personagens cativantes (até os chamados “vilões” ou “anti-heróis” possuem seu apelo carismático).

Opinião geral

É cedo para se dizer se ele será mais um dos muitos animes infinitos da Shonen Jump, mas com certeza ele deve conseguir agradar seu público alvo e conquistar a afinidade de outros. Ele consegue ser único, um slice of life que consegue inserir elementos dos shounens de forma competente e sem saturar nas mesmices do gênero.

Vale salientar que ele não é um anime violento, nem apelativo para o erotismo e suas piadas também não necessitam de tantos conhecimentos de referências. Isso mostra que um anime ou mangá nos dias de hoje pode sim gerar bons frutos quanto utiliza um roteiro limpo, agradável e ao alcance de todos. Por isso continuo apostando muito em Sket e acredito sim no potencial da série.

Dih

Dih

Paulistano, 28 anos, corintiano e fissurado em cultura asiática e pop. Formado em Design Gráfico na FMU. Atualmente é editor na Panini/Planet Mangá e cuida de títulos como One-Punch Man, MOB Psycho e Jojo's Bizarre Adventure.

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