Ranking Oricon de vendas de mangás: 21 a 27 de Maio

Ranking equilibrado e dominado por Kuroshitsuji na última semana de Maio.

E olha quem apareceu aqui! Não morri, pra alegria de uns e tristeza de outros. Peço desculpas desde já pela ausência dessa coluna na semana passada. Estive com alguns problemas e não consegui atualizá-la a tempo. Mas hoje já voltamos totalmente ao normal com um ranking bem  equilibrado e legal de ser comentado! E detalhe para os mangás da lista que são publicados no Brasil. Ou foram… Enfim, chega de papo e vamos para a lista.

Como disse ali no começo, ranking bem equilibrado e com uma boa quantidade de títulos lançados aqui no nosso país.

Pra começar o ranking temos um título já anunciado no Brasil e que deve chegar em nossas terras até o fim do ano (pelo menos é o que esperamos da Panini). Kuroshitsuji consegue vender 165 mil volumes na sua primeira semana, sendo que não foram contabilizados todos os dias da mesma. Com isso o mangá ainda deve aumentar bastante nas vendagens no próximo ranking. O volume 14 mostra que Kuroshitsuji continua tendo uma vendagem muito boa mesmo com o término do anime da franquia (que ajudou muito para alavancar a popularidade do título). Ao menos da minha parte estou ansioso para o lançamento do mangá – que mistura ação e a leve pitada de fanservice para as fujoshis de plantão.

Na segunda colocação, o volume 6 de um mangá de um autor bastante conhecido novamente pelo grupo de fujoshis e fudanshis do mundo. Yoshinaga Fumi, autora de séries como Flowers of Life e Antique Bakery, chega dominando a vice colocação com mais de 154 mil unidades de vendas do seu mangá Kinou Nani Tabeta?. O mangá é publicado na revista Morning da Kodansha desde o ano de 2007 e conta a história de um casal homossexual de um advogado e um cabeleireiro que sempre pensam no que vão jantar no dia seguinte. Ainda não tive a oportunidade de conferir o título, mas todos os trabalhos de Yoshinaga são muito elogiados, então dá pra justificar facilmente a posição.

Colado em Tabeta, temos o último volume do mangá shoujo Kyou, Koi o Hajimemasu. O volume 15 esteve em apenas 2 dias de vendas e já teve um total de quase 152 mil unidades vendidas! O título é um grande sucesso no Japão e a prova disso é o live action prestes a sair por lá – que devem alavancar ainda mais as vendagens da série. Apesar de nunca ter ganhado um anime, o mangá se mostrou extremamente feliz na sua jornada de publicação, sempre se mantendo bem entre os mais vendidos. É um título curto e que poderia muito bem vir a ser vendido no Brasil um dia, dependendo da boa vontade da Panini ou JBC.

Na quarta colocação temos mais um shoujo (!!) e dessa vez estamos falando do título mais vendido hoje em dia no Japão – já que Nana está em um hiato eterno. Kimi ni Todoke 16 vende mais 129 mil e já soma 918 mil no total. Deve passar a marca do 1 milhão em breve, para a alegria de Sadako e companhia. Vale lembrar que o mangá é publicado no Brasil pela editora Panini e que se encontra no volume 7. O sucesso da série não é a toa, afinal dois animes e um live action são mais do que provas que a franquia é extremamente bem aceita pelos japoneses, e, porque não, pelo mundo inteiro. Eu pelo menos posso garantir que sou um dos fãs.

Em quinto, mais um mangá que passa da marca dos 100 mil vendidos (caramba, essa semana estavam inspirados). Estamos falando de Danshi Koukousei no Nichijou, série que foi animada pela Sunrise nesse ano de 2012 e que mesmo passando “despercebida” acabou ajudando bastante nas vendas do mangá. O volume 6 conseguiu a ótima marca de 118 mil unidades vendidas e se mostra em um número bem alto considerando que estamos falando de um mangá de “comédia”. Atenção para não confundirem com o outro Nichijou, aquele das garotinhas que também virou anime em 2011 – e que também é de “comédia”. Malditos homônimos.

Ocupando o nosso sexto lugar, temos um mangá bem diferente e pouco comentado por aqui. Trata-se de Hoozuki no Reitetsu, mais um título sendo lançado na revista Morning e que conta a história de Hoozuki, um dos “funcionários” do rei do inferno  e que participa diretamente no julgamento das pessoas após as suas mortes. O volume 5 surpreende e consegue praticamente 100 mil unidades vendidas na primeira semana! Como disse, é um mangá pouco conhecido por essas bandas, inclusive sem nenhum tipo de scanlator ou algo do tipo pelos senhores americanos. Deve ser uma daquelas séries que dificilmente veremos fora do Japão por diversas referências ao seu povo.

Com a sétima colocação, um dos autores mais conhecidos do mundo e que já tivemos o prazer de falar AQUI no review de Pluto. Naoki Urasawa chega ao seu nono volume de seu trabalho atual, Billy Bat, mais um tremendo e fantástico mangá do mestre dos mangás seinen. Billy Bat chega na marca de 92 mil unidades vendidas no seu volume 9. Para quem não conhece Urasawa, vale lembrar que a editora Panini estará publicando nos próximos meses os mangás Monster e 20th Century Boys, ambos do autor. Uma ótima oportunidade de conhecer e se apaixonar pela obra desse fantástico mangaka. Acreditem, vale muito a pena.

Em oitavo lugar, o mangá que dispensa comentários. Sim, estamos falando de One Piece, que nem tem muito o que falar aqui, como sempre. O mangá consegue vender mais 80 mil unidades nessa semana com seu volume 66 e já alcança a incrível marca de 2 milhões e 900 mil. Pouquinho, não? Um número que praticamente nenhum mangá hoje em dia consegue alcançar. Ou melhor, nenhum mangá realmente consegue alcançar. Enfim, daqui há alguns anos a gente encosta nos japoneses e vamos poder ver se por aqui o mangá vai repetir o sucesso dos orientais. Tem potencial, mesmo sendo um título que quase ninguém conhece, não é mesmo?

Na nona colocação, outro título que também ganhou anime recentemente (caramba, pessoal tá empolgado com isso). Trata-se de Yondemasuyo, Azazel-san, mais um título de comédia com um grande teor de “humor negro” com um cãozinho pra lá de infernal e que vai te fazer causar grandes aventuras ao lado de uma galerinha do mal. Brincadeiras a parte, o título (que é realmente muito bom) consegue vender quase 70 mil unidades com o seu volume 8. Mais uma ótima marca para o mangá que também nunca deverá aparecer por essas bandas. Destaque para essa capa que eu achei muito simpática e bonita. Não concordam?

Pra fechar os comentários individuais, chega o décimo lugar comandado por um mangá que tem o nome maior do que tudo que você já viu sair do Japão. Chamado carinhosamente de “Watamote”, estamos falando de Watashi ga Motenai no wa Dou Kangaetemo Omaera ga Warui (pausa pra respirar os dedos que digitaram isso). O volume 2 do mangá que pode ser traduzido como “Não é minha culpa que eu não seja popular!” consegue vender cerca de 67 mil unidades na primeira semana. É uma quantia muito boa e que deve aumentar mais com um anime que ao que parece já está pronto para chegar nas próximas temporadas.

Agora vamos para os comentários “avulsos”. Já que eu não estive aqui na semana passada, vamos para alguns em especial.

– Temos o volume final de Negima aparecendo ali na lista em 12º. O mangá já está na marca dos 210 mil volumes vendidos e no Brasil deveremos ter ele por aqui no ano que vem (com o número 76, já que a nossa produção é em meio tanko). Vale dizer que o tio Akamatsu já disse que pode pintar uma continuação para a série sim.

– Na décima nona colocação temos o mangá Mugen no Juunin, também conhecido como Blade of the Immortal ou Blade – A lâmina do Imortal. O título foi publicado aqui pela Conrad e ainda temos a esperança de termos ele de volta – apesar de ver que ele não vende tão bem assim lá no japão. Mesmo assim é um mangá sensacional e merece uma segunda chance.

– O spin off de Evangelion chega ao seu volume 13 e vende quase 50 mil unidades. Lembrando que esse não é o título “original”, o que temos aqui pela JBC. Esse deve sair nos próximos meses.

– A edição definitiva de Fullmetal Alchemist ali na 30ª colocação nos fazendo sentir saudades da série de Hiromu Arakawa. Quem sabe um dia essa edição não pinta por aqui?

Bem, por hoje é só e prometo que da próxima vez não terei faltas. Bons comentários e até a semana que vem!

por Dih

Dih

Criador do Chuva de Nanquim. Paulista, 31 anos, editor de mangás e comics no Brasil e fora dele também. Designer gráfico e apaixonado por futebol e NBA.