Aoharaido e a última chance de shoujos no Brasil

Aoharaido Manga ShoujoA importância de um título para um nicho de leitores.

A Panini bateu o martelo e, depois de muitos pedidos, resolveu novamente apostar em shoujos. E para isso o escolhido foi Aoharaido, título dessa demografia que mais vendeu no Japão em 2014 e o segundo mais vendido da atualidade – ficando atrás apenas de Kimi ni Todoke, mangá também publicado pela Panini e que a mesma confirma que tem boas vendagens comparadas com outros mangás shoujo.

aoharaido postO fato é que podemos considerar Aoharaido como a última grande esperança dos shoujos no Brasil. Conhecemos a Panini. Se não vende, eles não trazem mais. Simples assim. Não importa se é shoujo, shounen, seinen, ou qualquer outro tipo de mangá. Mas é fácil notar que os shoujos adquiriam um currículo negativo por lá. Anos atrás, a Panini saturou o mercado com diversas obras aleatórias. Alliance Cross, As Estrelas Cantam, Tokyo Mew Mew, Ultramaniac, e diversos outros. Resultado: Ficamos anos sem nada realmente novo. Apenas os títulos razoáveis se mantiveram até o final, como é o caso de Black Bird, Vampire Knight e, claro, o próprio Kimi ni Todoke. Durante muito tempo só tivemos alguns lançamentos ocasionais – como foi o caso do esquecível Full Moon.

“Shoujos não vendem”.

Essa foi a imagem que sempre foi passada para o leitor, tanto da Panini quanto da própria JBC de maneira ainda mais clara (o irônico é que o título de maior expressão da editora em 2014 foi justamente um shoujo – Sailor Moon – que a mesma diz “ser diferente”). Mesmo as editoras “menores” parecem seguir o mesmo padrão – apesar de, NewPOP e Nova Sampa estarem com material shoujo em seu catálogo de 2014, mesmo que alternativos ou pouco conhecidos. E de verdade? Eu não duvido disso. Shoujos vendem menos até no Japão. Com raras exceções, como os mangás da Betsuma (Kimi ni, Aoharaido, Ookami Shoujo, Oremonogatari), shoujos que vendem cerca de 100 mil unidades já são considerados hits. Número que é extremamente comum entre os shounens e, em alguns casos, considerado vendas baixas.

vampire knight mangaMas é claro que a culpa do sucesso do shoujo, ou da falta dele, não é exclusivamente do leitor. Nos Estados Unidos um público foi formado aos poucos. Em pesquisas recentes, comprovaram que a maior parcela de leitores de obras em geral (livros, revistas, e outros) são mulheres – inclusive no Brasil, onde mulheres se declaram grande fãs de obras de detetives e romances. Nos EUA, o mercado de quadrinhos Marvel e DC passou a ser menos consumido pelas mesmas, que encontraram nos mangás uma alternativa. E as editoras souberam aplicar isso de maneira correta. Um selo shoujo foi criado pela VIZ (o Shoujo Beat) com pessoas especializadas em tal demografia. Marketing foi feito em exaustão, com propagandas em revistas teen, em locais frequentados pelo público alvo. Hoje, o selo Shoujo Beat é sólido, com cerca de 6 a 8 títulos anunciados todos os anos, variando também com joseis. Não é o mesmo hit de vendas de um Naruto ou de um Bleach, mas é o suficiente para se segurar no mercado e possibilitar a renovação do público.

No Brasil falta o planejamento adequado. Não adianta lançar um título desconhecido, ou um mangá com acabamento lindo, de 20 reais, de 400 páginas, mas sem a divulgação adequada. O público não é bobo. Ele quer shoujos, mas quer shoujos conhecidos.

“Vocês não querem shoujos, querem o que vocês gostam.”

Tal frase chega a ser risória. Isso cabe a qualquer demografia. As pessoas não querem qualquer shounen. Elas querem o que elas gostam. Caso seja mentira, me digam porque os shounens mais conhecidos e populares estão aqui? Ué, shounen não deveria vender pelo simples fato de ser shounen?

lovelycomplexAoharaido chega carregando um peso de toda a demografia, mas foi a escolha mais correta da editora. É um título atual, com uma arte atual, com um anime recém finalizado e com intensas amostras de que é o título mais popular no Japão. Além disso, a autora já divulgou que o mangá está prestes a se encerrar. Talvez ao lado de Lovely Complex, sejam os dois títulos que tenham a capacidade de renovar o mercado. A Panini acertou. 

Mas não basta.

Continuo insistindo que um título não pode ser simplesmente conhecido entre o nicho. Uma divulgação, um marketing e um investimento é necessário. E veja bem: isso não significa apenas fazer um vídeo no YouTube ou divulgar algo no Facebook. Marketing é gastar dinheiro para fazer dinheiro. O próprio Sailor Moon foi um exemplo disso. Divulgar em cartazes de metrô é um diferencial, por exemplo. Pouco ainda, mas um começo já que é o meio de transporte que mais movimenta em São Paulo hoje. Será que um dia as editoras estarão dispostas a isso não somente com um título, mas com todo o seu catálogo? É uma piada querer que um título bom, com ótima história, mas desconhecido, venda como um Naruto ou um Sailor Moon.

“O leitor deveria procurar no Google se quer mais informações.”

Todos nós sabemos que não é assim que funciona. Você não vai no Google e digita “meu mangá favorito sai no Brasil?” do nada. Aliás, se todo o mercado insiste em falar que a internet não é a melhor maneira de medir um sucesso nas bancas de jornal, como exigir que o leitor tenha a obrigação de usar a mesma como seu meio de busca? Isso é algo inimaginável. Enquanto as editoras literárias se esforçam em promover seus best sellers em exaustão em pontos de venda, shoppings, centros urbanos e transportes, as editoras de quadrinhos querem que o leitor simplesmente corra atrás da informação? Pelo que estudei em marketing, é obrigação do vendedor fazer o seu produto chegar até o leitor, e não esperar que ele simplesmente venha até ele.

aoharaidotoumaMas isso também não significa que os leitores devam ser isentos. Agora chegou a hora de provar que todos os pedidos, os movimentos da internet, e todos os e-mails enviados são reais. É hora de todos abraçarmos o lançamento de Aoharaido para que ele possa expandir tal mercado. Não é seu título favorito? Tudo bem. Mas se você acha ao menos interessante, compre. Pense nisso como um investimento para que futuras obras também possam chegar ao Brasil. Essa é, sem dúvidas, nossa última chance nos próximos 10 anos, provavelmente. Vamos ser sinceros: muitos dos leitores fazem parte do grupo que “pedem, mas não compram”. Ou melhor ainda: o grupo do “cancelou, eu não comprava, mas vou reclamar mesmo assim”. Como eu disse, as editoras tem a sua parcela (e muito) de culpa. Mas nós também temos em cancelamentos, em baixas vendas. Não são poucas as pessoas que eu ouço falar “já li na internet, não vou comprar”.

Resumindo tudo: Sobra para todos. Todos têm que fazer sua parte. O mercado necessita disso. Seria péssimo ver o Brasil saturado de battle shounens ou de seinens ao estilo Battle Royale. Mangá não é só isso e quem trabalha com tal produto sabe. Fechar as portas para o público shoujo é o mesmo que ignorar uma possível brecha em uma bolha no futuro para que a máquina não pare.

Que Aoharaido consiga provar que muitos estão errados, e que os leitores têm sim o poder de pedir e fazer a diferença. Torçamos juntos para que todos tenhamos um final feliz e que o mercado comece com o pé direito em 2015.

Dih

Dih

Paulistano, 27 anos, corintiano e fissurado em cultura asiática e pop. Formado em Design Gráfico na FMU. Hoje é editor assistente da Panini Mangás e colecionador compulsivo de quadrinhos em geral.

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  • yaoidaisuki

    “As pessoas não querem qualquer shounen. Elas querem o que elas gostam.” exatamente o que eu ia falar. Vale o mesmo pra shoujo, seinen, josei, qualquer que seja o tema do mangá.
    Eu acho que shoujo é mal divulgado aqui no BR, mesmo em eventos. Sempre fazem propaganda dos shounen como Naruto, One Piece, etc… não é a toa que shoujo “não vende” pra eles.
    Tokyo Mew Mew? Fala śerio né!! O mangá é antigo, é de 2001. É bonitinho, é fofo, mas não acho que seja isso que as pessoas queiram. Eu acho que eles deviam fazer uma pesquisa entre os leitores, femininos inclusive.
    “No Brasil falta o planejamento adequado.” exato!!!
    E só porque somos mulheres não quer dizer que não lemos mangás, não jogamos games, ainda mais HQs. Público é público, não importa o gênero. É século 21 né gente 😉
    Ótimo post!!! Vou compartilhar!!!

    • É de 2001 e foi lançado aqui em 2010, não é tão absurdo assim. Estava completo, era curto e seu anime passou na TV no Brasil. Certamente não foi o melhor que poderiam lançar, mas não era uma escolha tão ruim assim.

      • yaoidaisuki

        Não disse que foi ruim não .-.’ Quis dizer que poderia ter sido outro, já que é um mangá de 2001, 9 anos depois. Então poderiam ter feito uma escolha “melhor”, de um mangá mais atual no Japão.
        Eu tenho o mangá de Tokyo Mew Mew em japonês ^^ é super bonitinho. Eu só quis dizer pelo fato de ser “velho” em relação ao Japão.

        • Ah sim, me desculpe pelo equívoco então =) Só acho que há outra coisa a levar em consideração também, e que nós leitores não temos contato direto: valor de licença. Obras mais recentes, via de regra, tem custo de licenciamento maior. Isso favorece o lançamento de obras menores, menos conhecidas ou simplesmente mais antigas.

          • yaoidaisuki

            Tudo bem ^^
            Ah, verdade, não pensei nisso. Mas espero que não acabem com os shoujos ;_;
            Tem tantos bons por aí, mesmo os mais antigos. Sailor Moon é um bom exemplo disso ^^

      • Tsubasa

        Não acho que tenha sido um bom título a ser lançado, principalmente naquele momento. O anime de tokyo mew mew é de 2003 (eu acho) mas chegou por aqui lá pra 2006 pela cartoon e mais tarde foi para o boomerang.
        Ou seja já não devia estar em transmissão na TV (talvez ainda estivesse no boomerang, que não era um canal tão acessível quanto a cartoon, aliás na época que estreou muitas pessoas não devia nem ter TV por assinatura, se não me erra a memória, o grande aumento no número de assinantes se deu em 2009)quando o manga foi lançado por aqui.
        Além disso só 26 epi foram passaram por aqui (versão da nojenta da 4kids)com um nome diferente do original(Virou “As Super Gatinhas”) e sequer deve ter ido pra TV aberta.
        Amava assisti-las pela cartoon, mas confesso que quando fui Re-assistir há alguns anos achei a série muito tediosa. O manga é um pouco melhor, mas não gostei, desisti de comprar os últimos volumes. Acho que se tivesse lançado ele lá pra 2007~2008 teria sido menos ruim. Enfim, não era um bom título, e o momento foi pior ainda.

  • yaoidaisuki

    Republicou isso em .•*¨*✧Yaoi ga Daisuki✧*¨*•.e comentado:
    Leiam esse post pra quem gosta de shoujo e quer saber o por quê da gente não receber tantos shoujos aqui no BR.

  • Eu sou homem e gosto pra caramba de Shoujos, será que somos tão poucos mesmo ou a maioria só não quer dizer que gosta?

    • Dih

      Também sou homem e amo shoujos. Acho que rola um preconceito. E o pior é quando existe um marketing negativo na imagem “homem não gosta de shoujo”.

      • Micael Okamura

        Muitos homens tem vergonha de admitirem que leem shoujo, ou mesmo yaoi,

      • Mike

        Preconceito que por muita das vezes e feito por gente que nem sequer teve contato com o gênero. Well, vou comprar porque quero ler e gosto! Já compro Maestro sem nem saber nada à respeito, só esperando o quarto volume para ler um por semana; e também Corpse Party Musume, esse só para apoiar mesmo.. vai ficar lacrado.
        Excelente post, e agora você me encorajou vou comprar volumes extras das duas ou três primeiras edições para sair emprestando e conseguir mais “adeptos”!

    • Walther

      Bem talvez ate role com alguns essa questão de vergonha de falar. Pra mim historias boas são historias boas e pronto não faz muita diferença de qual demografia. Mas estava ouvindo um podcast outro dia falando sobre o mercado de mangas aqui no Brasil. E em determinado ponto eles exemplificaram com os dados de um site que dos 40 mangas mais lidos deste site (se não me engano) 10 eram shoujos então citaram Kimi ni Todoke, Fruits Basket, Karekano, Maid sama, Black Bluter (que se não me engano nem e lançado em uma revista shoujo). Eu conheço pouco de shoujo então se eu estiver errado por favor me avisem, mas pelo que vejo os shoujos mais parrudos e de grande renome quase todos já foram ou estão sendo lançados no brasil. E se nem eles que são o top de linha venderam bem e pq a situação e bem complicada. Mas e como foi dito shoujos vendem menos ate no japão. E o publico consumidor mais engajado com mais informação sobre editoras, mercado e tals e uma parte minúscula das vendas por assim dizer. Tem que ter propaganda e um trabalho em cima disso , mas e meio que um mistério oq leva as pessoas não acostumadas com a estética do manga a irem na banca e comprarem um titulo sem saberem nada dele. Por fim quando sair vou comprar meu volume, afinal shoujos são um pedaço importante da estetica.

    • Sou homem e gosto muito de shoujo, da mesma forma que gosto de amo battle shounen.
      Fico realmente irritado quando vejo as editoras com frases do tipo “shoujo não vende”. Poxa, nunca publicaram nada do gênero e querem falar?
      Ai vem a New Pop e trás Usagi Drop por R$ 20,00. Ou a JBC que bateu no peito com o “grande” Tom Sawyer por R$ 24,00. Ai não ajuda né.
      Trazer volumes únicos ou títulos desconhecidos é outra coisa que atrapalha.
      Adorei a resposta de vocês para a questão do “Vocês não querem shoujos, querem o que vocês gostam.”. É OBVIO QUE NÓS QUEREMOS O QUE É BOM.
      E prova de que isso serve para os shounen, é que a JBC foi correndo anunciar Nanatsu no Tanzai ainda em 2014 e a New Pop foi atrás do No Game No Life. A Panini não perde a chance de anunciar um Jump.
      O maior problema é a hipocrisia das editoras, quem der uma olhada nos meus últimos comentário vai perceber que eu sempre bati nessa tecla. A Panini não se importa na qualidade dos anuncios, a JBC tem medo de crescer e a New Pop (nossa última bóia) ainda não consegue competir nos preços.
      Muito fácil dizer que não vende quando nem mesmo publicam.

      • Micael Okamura

        Pior quando dizem que “mangá de esporte não vende”. Velho, vá tomar no cu essas editoras, existem quantas pessoas que AMAM Kuroko no Basket ou mesmo Slam Dunk? E Free ou mesmo Haikyuu?! Até Dia no Ace tem fãs, velho, há muito tempo animes de esporte se mostraram uma saída para o tradicional battle shounen, Kuroko tá provando que a Jump não é só de shonens de batalha, e mais recentemente (este não é de esporte, ma sé algo mais fora do tradicional) Souma tem se mostrado um sucesso, mesmo sendo uma batalha culinária! Não é como Toriko, que mesmo tendo o tema “comida”, é algo mais de luta, um shonen genérico. Souma é diferente! A JBC há alguns anos publicou Death Note e Bakuman que são shonens também fora do comum, mas não deixam de ser shonens! As editoras devem para com esse pensamento de que só Battle Shonen vale, quantas pessoas já se cansaram de Battle Shonen e de Ecchi?! Tem uns que gostam, mas as pessoas querem coisas diferentes! Não precisa ser shonen ou shoujo, mas tem de ser algo que elas gostam! Ao Haru Ride tem uma penca de fãs mas não por ser shoujo, mas um pouco diferente! Não é o shoujo ou o mangá de esporte quem não vende, mas é a editora quem não dá permissão para que o público conheça e goste, não devemos julgar um mangá SÓ pela demografia, tem de ver o público, se tal shoujo não vende, não é porquê é shoujo, mas porquê não tem muitos fãs ou interessados! Quero ver Ao Haru Ride e Kuroko vendendo a mil pra provar pra essas editoras que não é o gênero e começarem a trazer mais opções tipo Ookami Shoujo ou Haikyuu, ou mesmo Light Novels como SAO ou Haruhi Suzumiya! E que o público tenha vergonha na cara de para de “pedir o mangá pra depois não comprar”, assume logo que não pode comprar!

      • Exatamente.
        Por isso tenho certa raiva quando eu vejo no face das editoras o pessoal implorando pelos mangás com anime em exibição. Nada contra Akame Ga Kill ou Tokyo Ghoul, eu até compraria, mas sei lá, são mangás tão “mais do mesmo” que eu não tenho aquele tesão em ter. Prova disso é que não vou comprar Nanatsu no Tanzai.
        Eu coleciono mangás desde 2012, e Aoharaido vai ser meu primeiro shoujo numa coleção que já tem mais de 30 títulos.
        E é como você disse Micael, não é só o tema “shoujo”. Eu também quero mangás “shounen” com uma pegada mais leve, como Kimi no Iru Machi, Natsume Yuujichou, Gin No Saji, o Shokugeki no Souma.
        A própria JBC, que trouxe o livro (ou Novel, não sei como ele se classifica) de Densha Otoko, poderia apostar no mangá também, tem só 3 volumes como a editora gosta.
        Existe vida fora do clássico soco e chute. Só falta uma editora ter a coragem de arriscar. Duvido que a Panini tenha prejuizo no Kuroko e Assassination.
        Também não adianta a JBC vir com aquele papo ridiculo de que “shoujo não vende” e classificar Sailor Moon como “diferente”. É shoujo sim, e parem de disfarçar.

      • Bya

        Uma coisa que sinto muita falta aqui no BR são as light novels… não sei se algum dia chegaremos a ter títulos como no EUA, como toradora ou spice and wolf.

      • Sim Bya, mas ai é culpa do público brazuca também.
        As novels enfrentam o mesmo problema dos shoujos.
        A New Pop vai lá e investe em novels e ninguém compra. A JBC trouxe o Densha Otoko e conheço poucas pessoas que compraram.
        Vamos ver como o No Game No Life vai vender, quem sabe não é um começo.

  • Kratos

    Fui ler isso aí de curiosidade pra ver o que a Panini vai publicar, porém entendi novamente por qual motivo desgosto tanto de Shoujo… é muita firula á toa, muita falta de senso dos personagens, uma leitura MUITO cansativa, acho que é pra um nicho muito específico, brasileiros (as) em geral não se espelham nos personagens, pois aqui não há (na maioria) esse tipo de comportamento, eu próprio que nem brasileiro sou, não me identifico, e não consigo gostar, achei a história muito superficial, e arrisco dizer que não dará certo, pelo fato do Shoujo em si ter apelo quase nulo por aqui.

    • Roxoooo

      Eu também odeio shoujo. E quando eu digo odeio, é odeio de verdade. Mas vai que dá certo, trazer o Aoharaido pra cá é uma aposta… Sei lá também. Não ligo, melhor pro meu bolso – shoujo pra mim é muito chato

      • Eu tenho nada contra Shoujo, comprei vários que saíram aqui, e pretendo continuar comprando. Existem alguns legais que eu compraria se viessem pra cá. Aoharuride não é um deles, mas vejo que tem algum público, então pode dar certo.

        Mas a verdade é essa, muitos são lenga lenga, eu hoje em dia compro Kimi ni Todoke por completismo, não acho que seja nem perto da obra que eu ria adoidado no começo, inclusivo torço pra encerrarem duma vez a obra.

    • Há um mundo dentro do shoujo. Shoujo é só demografia, não é gênero. Sinto que mesmo esse artigo deu a entender que shoujo é igual a romance shoujo, embora eu tenha certeza que essa não tenha sido a intenção do autor. E mesmo no gênero dos romances shoujos há obras para todos os gostos. Há essas cheias de firulas que você não gosta (mas outras tantas pessoas gostam), e há outras muito mais interessantes, algumas bem parecidas com comédias românticas shounen (dê uma olhada em Switch Girl). De todo modo, não há nada de errado em você não gostar, sem problemas =) Eu gosto de alguns shoujos, desgosto de outros, e a vida continua.

      • Problema que muitos desses Shoujos que não são de romance acabam sendo coisas como 07-Ghost que são de digamos… sexualidade mais questionável que Naruto.

        • Não li até o final 07-Ghost, mas até onde eu li não vi nada nesse sentido. Claro, tem fanservice. Mas é um material feito para o público feminino, claro que tem fanservice para elas. Já pensou se as garotas parassem de comprar One Piece por causa dos peitões da Nami?

          • Eu sei, mas se Shoujo em si não vende muito, ter fanservice masculino atrapalha ainda mais para tentar romper a barreira e fazer que homens também comprem, ou discorda?

          • Claro que vai ser mais difícil atrair público masculino para esse tipo de material. Por isso a editora deveria se esforçar mais para atrair o público para o qual ele foi feito: o feminino. Pouquíssimas pessoas que eu conheço sabem que 07-Ghost é um material feminino. Aí vai lá o machão comprar porque parece ser mais um battle shounen bacanudo e vê bishonens esguios mostrando os peitos em posições homoinsinuantes. Não vai dar certo mesmo. Mulheres é que precisam saber que esse material existe.

      • Micael Okamura

        Conheci um primo de um amigo antigo que não curtia shoujo porquê na cabeça dele é um desperdício quando uma pessoa cria um mangá ou mesmo uma HQ para contar uma história que mesmo sendo ficção é algo da vida real. Na cabeça dele, dentro de mangá ou HQ se deve criar coisas fantasiosas que não existam aqui, tanto que os únicos shojos que ele lê são Vampire Knight e Black Bird.
        Discordo dessa ideia, mesmo que o autor prefira contar uma história sem elementos de fantasia, ainda sim é uma história, e se ela for boa e muito bem escrita, é claro que vai despertar o interesse. Mangás e HQs não existem para criar mundos de fantasia, existem muitas HQs que contam histórias reais e mesmo assim são legais.

        • Também discordo dele, mas se é isso que ele procura no material que consome, o que podemos fazer? No fundo todo mundo sempre está “certo” sobre o seu próprio gosto.

    • Eu sugiro você ver obras como Lovely Complex e Tonari no Kaibutsu-kun, Nana, Gakkou no Kaidan, Akatsuki no Yona, Skip Beat, Natsume Yuujinchou, Toshokan Sensou, Yamada Taru Monogatari…

      Tal como você, eu não curto muito essas “Firulas”,mas tem várias obras que focam coisas diferentes, algumas o romance nem é la´tão imprtante, outras tem romance, mas sempre com muita comédia, e outras, como o Nana, o negócio é bem mais realista do que está acostumado em ver em muitas midias… de qualquer jeito é importante deixar claro que Shoujo é uma demografia e não um gênero, tem shounen dos mais variados tipos e que conta as mais diversas histórias, então tem coisa muito legal sim e coisa bem chata, tal como em shounens, seinens, e etc.

      De qualquer jeito, pelo que falou, acho que você deveria tentar mais o jousei para ver que tem sim obras destinadas ao público feminino que pode agradar pessoas de ambos os sexos e de quaisquer idades. Eu prefiro jousei a Shoujo, aliás prefiro jousei a shounen também.

    • STX

      Outro problema junto as firulas, certos shoujos deixam os homens visualmente afeminados e independente da personalidade dos personagens nem sempre remeter a isso. Não são todos os shoujos que são assim e as vezes isso é só na capa, mas é o suficiente pra espantar leitores sem ver o conteudo.

      • Mike Cross

        Bishounen: muitas vezes é tão forçado que doí no olho.

      • Mike

        Isso cai mais no traço do autor e um pouco de fanservice ~garotas que gostam de ver garotos parecidos com garotas~. Do mesmo modo também existem autores de shounen que não conseguem desenhar uma garota ~fica parecendo garotos magros de peruca~… se for apenas o traço e não fanservice exagerado, não me sinto incomodado.

      • ta-chan

        Do mesmo jeito que um par de tetas gigantes ou ecchi me faz desistir de monte de shounen.Adoro bishonens afeminados e fã service com sugestão gay *-*!Vcs que não gostam de mangás das demografias femininas não deviam ficar por ai tentando desmerecer todos os titulos com argumentos rasos como esse da firula, não querem, não comprem.Mas todos os querem ter a esperança de mais coisas shoujo, josei ou bl devem comprar Aoharaido!

      • Mike Cross

        ta-chan, seu comentário caiu na versão fandom da Lei de Godwin, só que sem nazistas e com o uso da palavra “desmerecimento”. -.-

    • Tb odeio shoujo

  • Micael Okamura

    Belo texto.
    E na minha opinião, se der certo, ainda temos esperança de Lovely Complex e Ookami Shoujo to Kuro Ouji vierem pra cá.
    Mas minha esperança mesmo é que as editoras comecem a investir mais em light novels também! Caso No Game No Life consiga trazer um bom retorno a NewPop, espero que o mercado abra portas para outras como: SAO, Accel World Toradora, Durarara, Mahouka, Hitsugi no Chaika, Zero no Tsukaima, Haruhi Suzumiya, Shakugan no Shana, Toaru Majutsu no Index, e assim vai…

    • lucassm16

      Amém. Mesmo novels sendo um investimento meio que recente nos EUA, gostaria que tivéssemos mais novels por aqui. Só não pode vir tudo junto senão eu vou à falência kkkk’

    • Keima Kaname

      Não confio na NewPop no quesito Light Novels, por enquanto, por causa do tratamento que Madoka Magica recebeu, logo, não comprarei No Game No Life (que aliás não me despertou grande interesse). Porém, se eu tiver acesso e o trabalho for no mínimo decente, talvez compre, caso contrário, não darei nenhum apoio. Pois, se for para ver Accel World, Chaika, Index, Toradora, Hyouka e outras boas novels sendo destratados por dita editora, prefiro esperar por outra oportunidade ou importá-las.

      • Micael Okamura

        Por isso fale “as editoras”, não a NewPop, pois espero que outras editoras apostem, e façam algo mais decente que a NewPop.

      • Keima Kaname

        Em meu comentário, estava me referindo mais ao lançamento de No Game No Life. Concordo que, se outra editora de mangás decidisse lançar light novels, com digna qualidade, eu provavelmente as compraria. Embora que, ao invés de editoras de mangás, talvez fosse melhor, atualmente, se alguma editora de livros decidisse publicá-las. Ou talvez se as editoras de mangás criassem um departamento só para as novels, com especialistas em publicação de livros, poderia-se evitar qualquer problema como o de Madoka Magica.

      • Tsukami

        Concordo que Madoka teve seus problemas, mas mesmo assim temos que apoiar o mercado ou ele nunca irá florescer, veja bem não estou pedindo para que compre um produto do qual não despertou seu interesse mas para que pense e compreenda a situação da NewPop pois ela está se arriscando muito em trazer light novels pro Brasil e devemos lembrar que não é uma simples tradução de mangás que geralmente possuem uma quantidade de texto bem pequeno em relação às LNs, ou seja isso já eleva o custo de produção.

        Basicamente o que quero dizer é que é um empreendimento de alto risco e alto custo e se ele fracassar a editora se sentirá desmotivada a investir na área, o que além de eliminar o plano da NewPop nesse nicho do mercado fará a imagem de que “Light Novel é livro, então não vende” fique gravado na memória de todas as outras editoras e isso meu colega resulta em anos de atraso ou mesmo na total extinção do mercado de LNs.

        Quanto a No Game No Life eu diria que a qualidade deu uma breve melhorada se comparado com Madoka, tem alguns problemas que podem ser melhorados mas isso é algo que será realizado com o tempo, afinal não surgiram mangás perfeitos sem nenhum defeito no início do mercado.

        Deixo a você meus cumprimentos e que tenha um bom dia.

      • Keima Kaname

        Tsukami, como comentei anteriormente, se eu tiver acesso à uma obra da editora e o trabalho for razoavelmente decente nos quesitos gerais, eu felizmente compraria [não gosto muito de No Game No Life, mas a possibilidade não é totalmente nula].
        Mas afirmo que, se os trabalhos forem destratados como Madoka foi, não comprarei nenhum, sabendo das consequências que isto pode gerar. Além do que, erros de português e digitação a todo momento é algo que eu evitaria.
        Por último, discordo do argumento de “livros são mais complicados do que mangás” como justificativa para o vexame que ocorreu pelo fato de ter ocorrido nos mangás da editora também [inclusive achei uma página de direitos autorais de Hexalia em Usagi Drop 01], não sendo esta a primeira vez que ocorreu.
        Também lhe desejo um bom dia. /人◕ ‿‿ ◕人\

      • Micael Okamura

        Tsukami: Livros são mais complicados que mangás? ATé concordo que diferente do mangá, que usa mais da imagem do que do texto, a tradução dá uma complicada, mas estamos numa era onde séries como Jogos Vorazes, Divergente ou A Seleção estão vendendo feito água, pro público foda-se se é um livro e tem mais palavras que um mangá, o público quer saber mais da história, quer saber o que acontece! As editoras podem mesmo conferir que livros vendem até mais que mangás, então, a Light Novel é como uma fusão de livro e mangá, dois em um, e com sucessos como SAO ou mesmo No Game No Life tem muita gente que iria comprar. Acredito eu que os que reclamam “ai, é livro, preferia que fosse mangá, odeio livros” são pessoas que não devem de ter muita cultura de livro, e deveriam ler mais do que ficar só nos quadrinhos!

    • Eu juro que eu não entendo porque Suzumiya nunca saiu no Brasil, eu não entendo mesmo… Eu concordo com você, sinceramente u me preocupo um pouco mais se algum dia teremos um mercado, mesmo que pequeno de light novels, tem muita coisa boa nessa mídia… Nessa sua list aí, você tinha que incluir Baccano, Log Horizon, Spice and Wolf, Maoyuu Maou Yuusha e Mondaiji-tachi ga Isekai kara Kuru Sou Desu yo? =D

      • Micael Okamura

        Opa, valeu por me lembrar! =D

  • STX

    Acho que essa bandeira de “Shoujo sem marketing = não vende” é meio que querer tirar a batata quente das mãos dos leitores que não compram e tacar nas mãos das editoras. É sempre a historia do “One Piece, Naruto tem marketing e blá, blá, blá e se esquecem que a grande maioria de outros mangás que não são esses famosos TAMBEM não tem marketing. Se fosse pensar assim, Nova Sampa, New Pop, JBC e a podero$a panini já estariam falidas. Pois a maioria de seus mangás só tem marketing no facebook e em postagens de sites especializados. Se os outros mangás de outros generos estão vendendo sem marketing, tem algo errado nessa historia, não?

    Não me considerem um “Shoujo Hater”, gosto de alguns, mas a verdade que o problema é a cabeça do leitor brasileiro de que “todo o shoujo é mangá de meninas” ou “é chato”. E convenhamos, nem todo shoujo é facil de digerir. Assim como esse estereotipo só vai realmente acabar quando o brasileiro ou comprar 1 volume ou ver na net. As vezes é a experiencia com alguns mangás do genero anteriores também não ajudaram. Por exemplo, assim como boa parcela de gente, eu não gostava de mangás e animes de esporte, mas me baseava apenas por ter assistido The Prince of Tennis que eu ainda acho um tédio. As coisas só mudaram um pouco quando adquiri Super Onze e olhei na net antes de comprar o primeiro capitulo de Kuroko no Basket e vi que tem como ter coisas boas nesse genero.

    Se esse problema que expus seria resolvido com marketing? Absolutamente! Mas marketing não é solução de todos os problemas, os leitores precisam tentar experimentar coisas novas e se mesmo assim não gostam, é porque realmente não é do agrado de quem realmente compra mangás.

    • Keima Kaname

      Penso que o que o autor quis passar na postagem é que, mesmo os que vendem sem propaganda poderiam vender ainda mais com marketing adequado ou, ao menos, é o que eu deduzi. E, pensando bem, seria interessante ver anúncios que chamem a atenção de indivíduos que desconhecem mangás, pois aumentariam as vendas e aumentaria o número de títulos no país, além de conseguir possíveis compradores de títulos shoujos.
      Todavia, concordo que os leitores, que tanto pedem pela demografia, deveriam no mínimo comprar o que requisitam.

    • Mike

      Como o @Kiema disse, falta de marketing no mercado de mangás em geral. Já pensou no boost de vendas que Dragon Ball, Old Boy, Yu Yu Hakusho, 20th Century Boys… teriam caso houvesse marketing bem aplicado.

      • STX

        O problema é, as editoras podem?
        Digo isto porque mesmo a Panini, que é grande, não faz marketing de HQs, ao menos SE faz é algo raro. Não se vê mais revistas do superman ou batman na tv por exemplo, ou em cartazes. Não tenho estado em SP ultimamente mas, banners deles SE teve são poucos. E marketing só para São Paulo e Rio não é o suficiente. Para esse tipo de produto, o marketing deveria chegar a todo o pais e a tv seria o unico meio pago que atingiria esse objetivo, mas o risco de não ter retorno é alto.

      • Mike

        Claro que podem, não precisa ser nada gigante, afinal ninguém começa no topo, tenho certeza que a Viz não saiu jogando propagandas na tv logo de cara. As editoras precisam reunir seu departamento de publicidade.. e decidir qual seria a melhor focar de iniciar.

  • Senti várias indiretas para a JBC no texto (em específico, para o Cassius), e com certa razão. Mas o problema é: até onde pode se investir em marketing? Até quando o investimento não será prejudicial à editora? E quem não gosta de mangá por se mangá, vai querer comprar mesmo que o título lhe atraia? Há sim um preconceito quanto à mídia (não só mangá, quadrinhos em si, por mais que estejamos com uma base estabelecida atualmente) e a grande questão é que o shoujo possa ser uma conexão mais forte entre o gênero feminino e os mangás, que são mais voltados para o gênero masculino (sim,eu sei que existem várias compradoras de shonens/seinens, se bobear atualmente já deve até ter passado os consumidores masculinos, mas enfim). Sailor Moon tá aí pra provar, mas acho válido classificar como diferente porque ele já tinha uma base de fãs já estabelecida no Brasil pelo anime, assim como outros títulos tipo Card Captor Sakura e até os que não são shoujos mas que só foram relançados porque ainda estavam na memória da galera, como o próprio Yu Yu Hakusho (nota-se que não estou utilizando o argumento de “a obra em si é boa, então é lógico que cedo ou tarde teríamos um relançamento em qualidade digna, Sailor Moon é ótimo mas só veio mesmo porque os fãs queriam de verdade, e isso REALMENTE se reverteu em vendas). Sério, se um mangá que deu a origem a um anime DESTE ANO e que foi transmitido MUNDIALMENTE pelo Crunchyroll (sendo que tanto o anime quanto o mangá foram licenciados em vários lugares do mundo, podem conferir na net) não fizer sucesso aqui no Brasil, não há outro shoujo que fará. Concordo que a Panini acertou, a questão agora é aguardar o resultado. Eu sei que o Cassius, da JBC, vive divulgando de vez em quando quando um mangá tá indo bem (PS: recentemente ele twittou: “Uau! All You Need Is Kill e Tom Sawyer estão indo muito bem nas bancas! Valeu, pessoal!”, vale lembrar que Tom Sawyer é classificado como shoujo, o tal gênero que vende mal), mas queria saber, depois de algumas semanas é claro, o saldo inicial de Ao Haru Ride vinde de alguém da Panini (pode ser a própria Beth, quem sabe), daí já teríamos uma noção. É claro que tem a questão do “primeiro volume sempre vende mais e do segundo em diante é só prejuízo”, mas já ajuda um pouco. Se desse para conferir os resultados dos volumes 2 pra frente também seria ótimo. Enfim, acho que este foi meu maior comentário que já fiz no site até agora (grande coisa, né?) e espero não ter falando muita besteira, até porque é assim que eu vejo como as coisas estão. Parabéns pelo texto e pela análise. Eu e minha irmã colecionaremos o mangá o/

    • Mike Cross

      Estava pensando justamente nisso. Até compreenderia se fosse a falta de marketing para o próprio público, mas o testo está sugerindo que se faça marketing para atrair gente DE FORA, e acho muito complicado isso. Vou além: a vida de quem promove qualquer coisa de literature é difícil. Gente de fora só vai procurar por obra escrita geralmente se sair em uma outra grande mídia, como TV ou cinema (Marvel é quem o diga). E quanto se o próprio público de mangás vai gostar de shoujo ou não, muitas vezes é o próprio gosto de cada um que dita. Não é algo bem fácil fazer alguém mudar ou diversificar um gosto seu.

  • Excelente post…

    Bem, dizer que eu gosto de shoujo não é verdade, eu gosto de bons mangás, sejam eles, shoujos, jousei, shounen, seinen, kodomo e etc.

    Meu problema com o caso Ao Haru Ride é bem isso, pois, levando em consideração as sugestões da campanha feita no facebook para trazer mais houjos ao Brasil, dos três mangás sugeridos, o único que eu não me interesso é exatamente Ao Haru Ride e nesse ponto eu me sinto meio em cima do muro, compro para ajudar o mercado ou não compro porque não me interessa e espero um título que gosto, com o Lovely Complex e o Tonari no Kaibutsu-kun? Como o único termômetro que nós temos é meio que a internet, então como saber se o título vai realmente fazer sucesso? Baseado no que vejo na internet eu poderia ficar tranquilo que Ao Haru Ride vai se sair bem e minha compra não fará falta, mas aí me pego lembrando de Kekkaishi que é uma obra que adoro, foi bastante recomendada pelo público da internet quando saiu aqui e agora só falta mesmo o carimbo certo de cancelamento da obra (se é que ainda falta).

    O que fazer? Ajudar para ver se assim vem outras coisas, ou ir pelo meu gosto e esperar mais um pouco? Meu dilema irá continuar até o mangá ser finalmente lançado,,,

    • lucassm16

      Acho que é válido ajudar se você estiver com grana pra isso. Se não, não vale a pena até porque não é um shoujo que você gosta. E o que está acontecendo com Kekkaishi é realmente triste, não creio que a obra tenha se saído tão mal assim e se cancelarem será muito, mas muito triste.

      • Infelizmente fazendo uma pesquisa local, é o shounen que mais demorava, ou um dos que mais demorava a vender no comic shop daqui, os outros já pediam mais… Parece que Kekkaishi realmente não se saiu nada bem por aqui.

    • Micael Okamura

      Melhor ir pelo gosto. Ao tem vários fãs, comprar para ajudar não é bom, ainda mais se você não gosta. O que fará, já que não curte, mas comprou por caridade? irá vender pra alguém? Doar? Queimar?
      Se você tiver como fazer uma dessas coisas, aí poderia comprar, mas mesmo assim, pense bem antes de tomar qualquer decisão para não se arrepender depois.

      • Para mim, que sou colecionador, comprar mesmo sem gostar é uma decisão mais fácil =D Mas Aoharaido ainda acho que não vou comprar mesmo assim. Divergências morais, como já expliquei noutro comentário.

      • Eu concordo com você, mas que fica sempre aquela sensação de, eu podia contribuir pelo menos no começo pra ajudar… vai que…. afinal as pessoas gostam sempre de tentar mais o que parece está fazendo sucesso, mas dentre suas escolhas eu posso doar, vender, ou dar para algumas amiga que goste dessas obras mesmo… São boas idéias, vou tentar maturar elas um pouco mais.

  • Gostei do tom em geral do texto, apenas critico o título apocalíptico. É o tipo de coisa que pode virar uma profecia auto-realizável. Eu entendo porque o título e talvez até concorde com ele, da mesma forma como entendo e talvez até concorde quando um editor diz que shoujo não vende. Se ele que está lá está dizendo isso, provavelmente não vende mesmo! Meu problema com isso é que as palavras têm peso. Isso desvia o foco, como o artigo pontua muito bem, o que deveríamos estar discutindo não é se shoujo vende ou não, mas porque não tem vendido.

    Sobre o título… eu não gosto. Não é nem um desgostar pessoal, por causa da história em si não me agradar, é algo mais de princípios mesmo: Ao Haru Ride é uma obra sobre uma garota com defeitos que se apaixona por um garoto com mais defeitos ainda, que a maltrata, e que no fim das contas diz que tudo bem, o poder do amor irá superar todas as barreiras, ela vai consertar o garoto e conquistar seu amor. Eu acho essa uma mensagem muito ruim. Mas concordo que por ser uma obra atual, de sucesso, com anime recente, popular entre brasileiros também, é provavelmente a melhor escolha possível mesmo.

    • Micael Okamura

      “Ao Haru Ride é uma obra sobre uma garota com defeitos que se apaixona por um garoto com mais defeitos ainda, que a maltrata, e que no fim das contas diz que tudo bem, o poder do amor irá superar todas as barreiras, ela vai consertar o garoto e conquistar seu amor. Eu acho essa uma mensagem muito ruim. ”
      Então provavelmente você não conhece Ookami Shoujo to Kuro Ouji, que a treta é maior.

      • Eu conheço! E caramba, como me dá raiva!! Não existem mais relacionamentos saudáveis no Japão? Ou eles são sempre necessariamente chatos? E mesmo se for para escrever uma história sobre um relacionamento não saudável, não é possível fazer isso de forma crítica, deixando claro que aquilo, enfim, não é saudável?

      • Micael Okamura

        Meu amigo, os japoneses são difíceis de se entender. Muitas vezes, o que eles gostam nós não gostamos e virce-versa.

        • Sem problemas. E se eu achar que há um problema moral nisso, não vou me deixar deter pelo “gosto japonês” e vou simplesmente dizer, ué =)

      • Esse aí eu também não consigo digerir de jeito algum… por favor se fizer sucesso e forem trazer outra obra não façam a maldade de trazer logo Kuro Ouji Panini…

  • Jessi

    Eu vou fazer uma pergunta: se a questão é pedir o que vocês queriam, então porque não pedir títulos específicos ao invés de uma demografia?
    Eu entendo que esse post citou sim nomes de obras que tem sim chances de deslanchar por aqui, mas ainda é naquela bandeira “mais shoujos no Brasil!” falando que isso pode renovar o mercado. Isso não faz sentido.
    E não, não vou comprar Aoharaido. Não é um mangá que me interessa (e não quero nem saber de mangás parecidos, indo por essa lógica), mas sei que vai vender porque é Aoharaido, assim como Sailor Moon vende porque… é Sailor Moon. São obras conhecidas, por isso elas tem que ser publicadas, não porque “são shoujo”. E se existem menos shoujos que vendem bem, então é normal termos menos shoujos no Brasil. Obras menos mainstream podem até sobreviver em mercados maiores como o dos EUA, mas não faz sentido comparar com o nosso. Um dia isso provavelmente vai mudar, mas não imediatamente.
    Mangás vendem por serem um título conhecido, ou de um gênero específico. Eu não entendo porque parece que algumas pessoas (e editoras, diga-se de passagem) não entendem isso. Foi falado sobre marketing, mas financeiramente falando, vale a pena gastar nisso para empurrar um produto desconhecido ao leitor? Pode até funcionar, mas é um risco. Um risco que envolve dinheiro. Então, pra que gastar dinheiro pra TENTAR tornar um mangá conhecido ao invés de lançar um que já é pedido e reconhecido pelo público?
    Por ultimo: parem de tratar shoujo como sinônimo de romance adolescente. Eu gosto de mangás nessa demografia e pode ter certeza que nenhum deles é desse tipo. Isso não deve ter sido a intenção do autor, mas sempre que eu vejo qualquer coisa sobre shoujo com só imagens que insinuam isso um pedaço de mim morre por dentro.
    Enfim Dih, respeito seu amor por shoujos e o que está tentando fazer, isso é uma divergência de opiniões e visões sobre quadrinhos asiáticos,
    Paz na alma.

    • Excelente comentário, porém não sei se por causa dos fãs, mas tem sim editoras que não estão interessadas em apostar em certas obras pela demografia, gênero e etc, ou pelo menos é isso que elas nos passam, acho que um ponto importante que foi falado no texto, mas sem tanta ênfase é que mangá é mangá, o importante é ser bom (ou popular) independente da demografia… Se bem que um ponto muito bom seu comentário acaba levantando, que é a questão de que não adianta pedirmos mangás de uma demografia, no final, quem gosta de uma obras de uma demografia, mas não gosta especificamente da obra que vai sair, ela não vai comprar o mangá só pra defender essa demografia (pelo menos não a maioria das pessoas) o mesmo vale para o contrário, seu eu por exemplo só gostasse de uma obra seinen (pra não focar só em shoujo) e ela fosse lançada aqui, eu compraria a obra por ser ela e não por ser seinen.

      • Eu queria editar meu comentário =D (Tem muitos errinhos que eu tinha que revisar)

  • Marina Gabriele

    Só uma observação. Para mim Full Moon é INesquecível. A história é linda e a trilha sonora é perfeita. É uma das tramas mais tristes de amor que eu já vi nesse ramo. Apesar de que as vezes leva para o lado do imaginário infantil. Mas, quanto mais chega no final da história, mais emocionante fica.

    • Dih

      Não falava do Full Moon da Tanemura, e sim o Full Moon que a Panini lançou em 2 volumes.

      • Micael Okamura

        A Culpa é de quem fez Full Moon (o da Panini). Porquê colocam o mesmo nome?!

  • Gusto

    Sailor Moon é diferente por causa do lance da nostalgia. “Olha, a revista da Sailor Moon! Eu amava esse desenho, vou comprar!” Isso ajuda muito e não rola com títulos recentes. Tomara que esse shoujo faça o sucesso esperado, já cansei desses shounen rasos que insistem em lançar por aqui. O público também precisa abrir mais a mente para coisas além do arroz com feijão diários.

    • Podiam fazer o mesmo com Shonen, Shoujo e Seinen né? Podiam laçar Shonen, Shoujo e Seinen que não segue uma fórmula tão parecida com a de outros títulos do mesmo gênero já lançados aqui. Não curto Ao Haru Ride, mas compreendo quem curte, mas daí dizer que é uma coisa diferente já é exagero, ele tem suas peculiaridades, mas não foge muito do padrão de shoujos lançados aqui, então talvez a grande questão não é só lançar mangás de uma demografia ou gênero pouco usual é lançar algo realmente diferente se formos para nos preocuparmos com esse lance de fugir do Feijão com Arroz… agora se o lance é fortalecer o shoujo de romance principalmente no Brasil acho que Ao Haru Ride foi sim a aposta perfeita… sinceramente quando eu vi a notícia que esse mangá ia ser lançado, o que mais me espantou foi ele ser lançado antes do fim de Kimi ni Todoke, porque eu já achava que quando essa obra terminasse algo como Ao Haru Ride ou Ookami Shouji iria ser lançado por aqui para tentar suprir o público dessa obra que ainda é um titulo de sucesso, ou assim tudo faz crer…
      A Panini até já apostou em jousei por um tempo, se questão era fugir do padrão, mas sem assustar os leitores, era bom tentar algo famoso que não siga a fórmula de romance adolescente e todo leitor de mangás shoujo, jousei sabe que tem algumas obras assim…

      Enfim, começo a pensar que não foi bem uma aposta no shoujo escolher esse mangá, mas uma aposta num substituto de Kimi ni Todoke apenas, apesar de que volto a falar que o que importa não é a demografia, mas o título em si. Quem gosta dessa obra ou de obras similares vai atrás, quem não gosta, não irá comprar (alguns irão para tentar ajudar a tentar expandir a popularidade de obras dessa demografia).

      • Mike

        Realmente, mas essa fórmula Shoujo para muitos e inclusive para mim é algo fresco, novo que não me saturou como Battle Shounen. Adoraria ver Nazono Kanojo, Detroit Metal City, Death Panda por aqui.. mas as editoras precisam ter certeza que título irá vingar.. e antes de começar a arriscar com mangás “diferentes” elas precisam estar muito bem estabelecidas no gênero/demografia referente.

      • Mike eu concordo com a questão de trazer o que é mais certo, mas se as editoras fala tanto que shoujo não faz sucesso aqui depois de tantos anos de lançamentos (sim, podem ser poucos títulos num período certo, mas foram bastante num período longo), será que isso não é um bom motivo para apostar em outra coisa, nem precisa ser algum mangá muito diferente feito Nodame, mas pode ser os próprios Tonari no Kaibutsu-kune Nazo no Kanojo X que citou, ou até mesmo o Lovely Complex, que são todos muito mais “diferentes” que Ao Haru Ride, mas que não fogem tanto da fórmula de romance colegial. Ah, mas o anime deles faz muito tempo que passou (pois é, todos já tiveram anime), porém será que nessa situação atual isso realmente importa, não é como se o anime de Ao Haru Ride tivesse terminado ontem também…

        No fim não tem como saber o que ia funcionar, principalmente com os dados que as editoras nos fornecem, ou com a falta de dados que elas nos deixam de fornecer, mas eu queria que apostassem em algo mais diferente, ou pelo menos em algo que eu gostaria de ter, o que não é o caso de Ao Haru Ride… Torço para que o mangá venda bem e que possa impulsionar de alguma forma o aumento de shoujos aqui (principalmente shoujos “diferentes” do convencional), mas eu me decidi e não pretendo comprar algo que eu não gosto.

  • Fiquei mto feliz com a notícia. Ainda sou nova nessa coisa de coleção de mangás, coleciono só tem 2 anos, mas mesmo se é um título que já li na internet, compro pq gosto de vê-lo na minha estante. Tenho esperança de que outros títulos shoujos venham para cá, como Orange. Não vou ser hipócrita e dizer que compraria qualquer título. Ookami Shoujo, por exemplo, odiei o anime e não compraria. Mas agradou um monte de gente e espero que o mercado cresça cada vez mais com grande variedade de títulos.

  • Micael Okamura

    Puxa, com os comentários que tô lendo aqui, estamos tendo até que um bom debate neste post;

    • Mike

      Sim sim, poucos haterzinhos levantando argumento nenhum ^^

      • Micael Okamura

        Fico feliz que tenhamos um debate saudável, e pelo tamanho dos comentários, posso ver que as pessoas tem muito a argumentar.

  • adoro kimi ni todoke e sempre me perguntei qual era o posicionamento da editora em relação à obra, agora vendo o que ela diz eu fico confuso. comecei a comprar assim q lançou mas a distribuição piorava cada vez mais, chegando ao momento de eu ficar mais de 4 meses sem achar um volume novo no CENTRO do RIO DE JANEIRO. como última tentativa só me resta a internet, só se eu estiver disposto a desembolsar um boa quantia… mas me fala: isso parece um posicionamento de um mangá bem vendido? na minha opiniâo em imprimem menos e falam que vendem porque essa menor tiragem diminui o prejuizo, agora quem se prejudica com isso que se vire. o que a jbc fez com sailor moon é um exemplo pra todas as editoras de como o marketing bem trabalhado pode tornar um abora mais forte, “até” um shoujo. cheguei ao ponto de querer completar a coleção mais bela edição ser tão bem feita do que pela história kkkkk infelizmente essas editoras só vão conseguir alguma coisa quando resolverem se arriscar e inovar na forma de trabalhar, entendendo que cada título tem seu público-alvo, que merece um tratamento cauteloso mais respeitoso também (aquela mesa redonda que rolou entre os editores foi muito bad). vou pesquisar um pouco mais sobre aoharaido e quem sabe dar uma chance. SE EU GOSTAR, porque sofrer o que eu sofro com kimi ni todoke com mais uma obra vai ser dose

  • eu não gosto muito de shoujos mas irei comprar pq isso pode ser uma porta para poder gostar de shoujos

  • Eu não gosto de shoujos. Eu gosto de Nodame Cantabile, Tonari no kaibutsu-kun e algumas outras obras que, por acaso, foram publicadas em revistas voltadas para o público feminino. Não gosto por serem shoujos, gosto por serem boas histórias, portanto eu nao quero mais shoujos, eu quero os títulos que eu quero. Então não faz sentido eu comprar um mangá que eu nunca tinha ouvido falar como esse que a panini vai lançar só para que num futuro distante eu possa comprar nodame em portugues. Compro Sailor Moon por causa da nostalgia, Comprei Tom Sawyer por causa do livro americano, comprei Dawn porque a história me interessou. Nenhum dos três foi por ser shoujo…. nenhum dos três eu comprei para ajudar o mercado de shoujos. Do mesmo modo não faz sentido eu comprar aoharaido.

    Grande parte das críticas do texto, eu achei forçadas ou bobas.

    Marketing convencional no setor de quadrinhos é algo completamente surreal. Vou só informar uma coisa: eu só descobri que existia um mercado de mangás no Brasil por causa da iniciativa da JBC de fazer os henshin on line. É uma estratégia de marketing que funcionou e me atingiu sem que eu sequer procurasse sobre.

    Se tivesse propaganda na tv aberta eu teria sabido antes, mas basta ver o quanto as emissoras cobram para saber que seria impossível uma editora de mangás fazer propaganda na tv aberta.

    Hoje, o melhor marketing é o que a jbc faz. É um marketing insuficiente, mas dentro das possibilidades orçamentárias, é o melhor que há, isso não há dúvidas….

    • Já houve propaganda na TV de mangá. Naruto, se não me engano. Não invente problemas que não existem para defender quem não precisa nem pediu para ser defendido. Se propaganda na TV for fora da realidade das editoras, que elas digam isso. Nada mais conveniente para uma empresa do que consumidores que a defendem mesmo sem saber do que estão falando.

      • Já teve de Naruto, já teve de CDZ, de Sakura. Mas isso são apenas de animes que passaram na televisão. Então não era propaganda de mangá, era propaganda de quadrinhos do desenho que passava na televisão.

        Eu não inventei problemas. Expus a realidade. Muita gente fora dos grandes centros urbanos gosta de produções japonesas, mas nem imagina que existe um mercado de mangás, seja porque essas pessoas não vão a banca de revista, seja pq não há bancas. Esse era o meu caso. Só fiquei conhecendo através de um compartilhamento de um henshin online.

        Agora amigo, as editoras já disseram que um mangá de sucesso não vende mais de 15 000 exemplares. Façamos as contas. Um mangá de 14 reais daria cerca de 210 000. Porém sabemos que metade vai para distribuidora, então a editora ganha em média 105 000. Isso sem contar salários, preço da impressão e contrato cujos valores não sabemos. Anúncios na globo, uns anos atrás era no mínimo 200 000 reais por UM anúncio de 30 segundos. Hoje nem sei quanto. É completamente inviável para uma editora ( mesmo para a Panini) fazer comercial na tv aberta hoje em dia. Na tv por assinatura é muito mais barato, por menos de 10 000 pelo mesmo período, por ser baixo é que a panini fez propaganda de kuroko e assassination. Mas a tv por assinatura ainda não atinge todo mundo que gosta de produçao japonesa. O número de lares com tv por assinatura é de cerca de 30% do total ( notícia de julho de 2014). O número de lares com acesso à internet é de quase 50%( também notícia de metade de 2014). Ou seja, mais pessoas podem ser atingidas pela internet do que pela tv por assinatura. Foi isso o que eu expus. Nao tem que argumentar e nem defender ninguém, é apenas um fato.

        A internet é o melhor meio para se saber de um produto. E a JBC faz uma campanha forte na internet, creia vc creia não….

        ——-_———————–

        Os dados que eu citei sobre mangás podem ser conferidos nos sites jbox e blog genkidama.

        Os dados sobre tv aberta, tv por assinatura, e internet podem ser conferidos em sites de notícias como a globo.com

        Para procurá- los sugiro o google. Rsrsrs ( todo mundo entendeu a referência, né?)

        • Mais pessoas terem acesso à internet do que à TV por assinatura não significa que uma propaganda online qualquer terá mais alcance que uma em uma TV paga. E eu sei que anúncios na TV são caros e, na maior parte dos casos, inviáveis.

          O meu ponto não foi esse. Aliás, nem o artigo diz que as editoras deveriam anunciar na TV. O único meio citado, por sinal, é propaganda no Metrô – e também não foi uma sugestão, foi só um exemplo de algo que saia das redes sociais que já são acessadas majoritariamente por pessoas que conhecem.

          Você não conhecia, que bom, você é uma das razões da propaganda online ser necessária. Também não li no artigo nada dizendo que deveriam parar com propaganda online. De novo, só está escrito aqui que as editoras deveriam procurar outras formas de divulgação, e eu não posso discordar disso. Nem que o “outras formas de divulgação” seja reforçar a divulgação online: poderiam por exemplo colocar anúncios pagos em vários sites, fazer hotsites para seus mangás, etc.

          Isso custa? Custa. As editoras podem pagar isso? Não sei. Estou esperando que elas respondam, porque é função delas responder, não sua.

  • Angel Skywalker

    Concordo na parte que falta pesquisa por parte das editoras para saber o que o público deseja, quem tem o poder de decisão de compra. Acho muito importante uma empresa saber algo do tipo. Inclusive, com a pesquisa, pode se comprovar o que muita gente falou nos comentários: o público não quer “shoujo”, que é um termo mais “demográfico”, mas quer histórias boas, independente de ser as classificações de shoujo, seinen ou shonen. Se for para a classificação do shoujo em si, como muitos falam, apesar de eu ser mulher, não me enquadro no perfil. Eu assisti o anime Ao Haru Ride, que é a adaptação do mangá da questão deste post, e não me atraiu. Odiei a obra. Sério, não me identifiquei com os personagens, achei a história maçante. Se me falarem para usar meu suado dinheiro nisso eu fico louca. E essa é uma opção de consumidora que eu tenho. Obviamente que irei gastar com outras obras, independente de ser shoujo ou não, contanto que a história me atraia.
    Acho que falar do marketing é como muitos falaram. Para fazer um comercial na tv paga-se milhões e, vamos ser realistas, nosso mercado não é o suficiente para bancar isso. Por enquanto. O mais eficiente está sendo pela internet, mesmo assim tem suas limitações.
    Volto na parte da importância da pesquisa. Acho que a pesquisa seria fundamental para qualquer ramo de empresa para descobrir o perfil de seu cliente e o que comercializar com ele. Eles verificariam, por exemplo, que tem garotas que odeiam shoujo e tem homens que amam shoujo e por aí, definir suas estratégias de divulgação. Acho que por aí eles poderiam se basear nos próximos lançamentos.

  • O mangá de gênero Shoujo tem público, mas, paradoxalmente, não tem leitor. (leitor que compra o mangá, todos os volumes, até o final).
    Por exemplo, no lançamento de Sailor Moon. Fizeram um puta evento, e o mangá ficou entre os 9 mais vendidos entre os livros da Saraiva.
    Mas por que o nivel de vendas de SM não continuou nos volumes posteriores, qual foi a razão disso?

    Ora, é bastante óbvio: SHOUJO, NO BRASIL, NÃO VENDE!
    Essa é a verdade latente que vocês escondem de si mesmos.

    • E se as pessoas simplesmente não gostaram da história, isso também pode acontecer… Até onde eu sei, que é muito pouco já que não divulgam números reais, Sailor Moon aida vende muito bem obrigado, ele teve desgaste normal que há para qualquer quadrinhos dos primeiros volumes para os que vieram depois, mas pelo que imagino devido ao pouco que divulgam é que essa é uma das obras mais vendidas da JBC atualmente o que é reforçado pelo menos pelos vendedores de mangás que conheço…

      Acho que voltamos a grande questão que muita gente vai falar, mas vende porque é sailor moon, não vende porque é shoujo, mas o que é shoujo… Até onde lembro é só uma demografia que muita gente confunde com obras de romance adolescente.

  • matheus labella

    Eu estou fazendo uma campanha para eles venderem Lovely Complex, eu compraria todos os volumes mesmo ja tendo lido ( sim eu li em inglês ) eu compraria até 3 vezes se possivel ajudem essa campanha para trazermos em vez de Aoharaido trazer Lovely Complex ou melhor ainda os DOIS abracem essa causa
    https://www.facebook.com/AnimeShoujoBR/photos/a.215380391929400.55390.215374421929997/582882171845885/?type=1&theater

    • Mike

      Cara, “em vez” impossível porque já está confirmado… e troque a tag para #LovelyComplexNOBRASIL ou algo parecido, restringir apenas à Panini ignorando as outras editoras que, apesar de não publicarem shoujos constantemente não que dizer que deveram ser totalmente excluídas.

      • STX

        Eu ja preferia que essas campanhas dessem uma maneirada e fizessem algo que mostre a editora possiveis numeros! Em vez de ficarem o tempo todo as mesmas cabeças postando essas “campanhas” pedindo algo, porque não colhem assinaturas e manda pra todas as editoras pedindo “titulo x”? Claro que muita gente que vai assinar nem vai comprar, mas mostrando numeros aproximados de que as editoras possam deduzir que no minimo uns 30% realmente vão comprar, se valer a pena pras editoras é mais garantido que tenha efeito do que campanhas na net. Lembrando que o povo se gaba de que conseguiram Ao haraido porque fizeram campanhas e se esquecem que nas demais filiais da panini no mundo ela ja tinha o titulo, deixando meio que obvio que Ao haraido viria ao Brasil pela panini (com poucas excessões como magi pela jbc, mas q não foi tambem por campanha nenhuma)

  • klara sasaki

    leu ele na net mas nem por isso vou deixar de comprar ter um gosto de ter ele en casa na pratileira n tem emoção melhor

  • biazacha

    Nunca entendi essa de odiar uma demografia. Algo que tem exemplos tão extremos como Kimi ni Todoke, Akatsuki no Yona, Yakumo ou Sailor Moon ser enfiada toda no mesmo saco… as pessoas deviam parar com essa mania de ver shoujo como “romance colegial”, shounen como “battle shounen”, Josei como “sexo” e seinen como “violência” porque em parte é justamente essa mentalidade travada que impede as editoras de explorar todo o potencial que cada demografia tem.

    A abordagem da história muda conforme o público alvo, mas um romance é um romance, um drama é um drama, uma comédia é uma comédia, assim como fantasia, suspense, sobrenatural… se título x é chato ou não vendeu, não faz sentido culpar a demografia dele quando tem exemplos tão diferentes e que podem agradar e vender.

    • Micael Okamura

      Concordo e assino embaixo!
      Realmente essa mentalidade infantil e xenofóbica é o que prejudica a vinda de mangás aqui, as editoras não percebem que um shoujo não precisa ser necessariamente “colégio + casal + obstáculos + amor meloso + drama”. Vejam shoujos como Last Game ou Coelacanth ou mesmo Yakumo, são shoujos mas não são nada da combinação que falei, fogem do padrão. Death Note e Souma são shonesn mas não são de batalha, na verdade um é de batalha ideológica e psicológica, e o outro é de culinária. Fogem do padrão, provam que Shonen não precisa ser batalha!
      Mas as editoras se prendem que é a demografia quem não vende, e aí temos o que temos!

  • Para ser bem sincera, o mercado de mangás está tão saturado com shonens que quando comecei a ler a matéria eu até tinha me esquecido que quase não tem shojos vendendo mais. No entanto é verdade, só temos aqui Kimi ni Todoke, Psychic Detective Yakumo, O Mestro (estes dois nem sei se são shojos, rs), Sailor Moon, Dawn e Usagi Drop. São tão poucos que dá para contar nos dedos e ficar se perguntando “São SÓ esses?”.
    É um pouco frustrante essa política de só publicar se vender bem. Como o autor da matéria bem disse, não dá para querer que outras séries menos conhecidas vendam bem se as editoras não fazem um bom marketing fora do nicho. Acho que o que pode ser feito é algo semelhante ao que foi realizado nos EUA. Tem muitas histórias shojo que venderiam muito para o público feminino infanto-juvenil, talvez fossem mais hits do que muitas séries norte-americanas (Ookami Shojo é, para mim pelo menos, melhor do que Gossip Girl). Então o caminho é sair do nicho das pessoas que compram porque já gostavam de mangás para o público que se interessa por histórias desse tipo. Por outro lado, acho que o medo das editoras em fazer isso é um certo preconceito dos não leitores de mangás. Toda vez que recomendo algo para algumas amigas elas me dizem “É que não me acostumo com a forma de ler” ou “algum dia” e sequer tentam comprar e ver como é, se é interessante ou não. Por isso é como o autor da matéria da disse, tem que ter MUITO marketing. Acho que, nesse ponto, Turma da Mônica Teen e Luluzinha jovem ajudam os leitores de fora do nicho a se acostumarem um pouco com mangás, mas mesmo assim é pouco, pois muitos destes leitores não buscam outros títulos…
    Lembro que em 2010 a RedeTv exibia SuperOnze e Pokémon. Uma coisa que sempre me perguntava à época é “Por que não exibem animes shojo na televisão como já chegaram a fazer?” e “Por que não o fazem fora dos programas infantis?”. Acho que se conseguissem tirar o outro preconceito do “tudo que é desenho animada é para criança” com certeza a venda de shojos aumentaria para o público fora do nicho, com isso aumentando as vendas dos mangás shojo de uma forma geral. Também acho que devia apostar, no caso de animes, em séries diferentes do estilo garota mágica, por que este tema já está muito impregnado no imaginário brasileiro sobre animes e mangás. É um pouco daquela história “mangá e anime é aquela coisa de olhos grandes e lutinhas, né?”. Aí realmente não dá…
    Por último, como já foi bem dito, não depende só das editoras. Depende também dos leitores (agora falando já do nicho). Da minha parte, por exemplo, não sou muito de lotar facebook das editoras reclamando, no entanto eu sou uma das que compra pelo menos metade do que sai. Teve um ano que chegava a comprar quase todos os títulos à venda (só não comprava os seinen mais barra-pesada nem com conteúdo hentai). Hoje tive que reduzir minha lista por causa de falta de espaço para guardar tanta revista, rs. Fora esse motivo, o outro é que só tem mangá de pancadaria e muita violência (dando até algumas ideias não muito saudáveis se pensarmos na questão da violência urbana)… Meu ponto de vista não deixa de ser um pouco “o que o leitor quer”, mas é um “querer” outros títulos e uma diversificação maior.

    • Micael Okamura

      Concordo com tudo que disse! Realmente essas editoras tem de fazer um Markentig melhor e ver o que o público quer, mas sabendo diversificar!
      Por que só tem mangá e anime de aventura com poderes? Será que eles pensam que todo mangá deve de ter isso apenas?!
      Será que as editoras são cegas em não verem que o público otaku que compra mangás não é um público que só amam Shonen de Porrada com violência?! Eles acham que somos o quê?!
      A Panini foi certeira em trazer Ao Haru Ride, pra mim as outras, em especial a JBC, estão sendo covardes! Tem de acordar agora! A Panini já é perigosa por ter Turma da Mônica, DC e Marvel, se as outras(que só tem mangá no cardápio) continuarem se acovardando assim, vão falir, e depois não sabem porquê!

      • Micael Okamura

        Vá se danar essas editoras!

      • Sim, pois é. Existe leitor para tudo. É que o mercado brasileiro é mesmo meio complicado de se lidar, e a psicologia de quem vende é a de sempre reduzir prejuízos (ou seja, se não vende como esperado, melhor publicar o que com certeza – será? – vai vender – só por ter vendido bem no Japão? Não significa que ter vendido bem ou mal lá implica em vender mal ou bem aqui). Até que a JBC tem ficado mais corajosa em apostar em títulos menos conhecidos. O problema é que são curtos (logo, se não vender bem, não há tanto prejuízo). Se bem que entre os meus amigos, muitos têm preferido títulos de poucos volumes pela questão de dinheiro, tempo de leitura…
        Há a possibilidade de falir mesmo… Espero que não ocorra. Até que outras, como a NewPOP, estão mandando bem e inovando o cardápio, mas a AltoAstral, por exemplo, lançou um mangá francês (pelo menos se não me engano tem algo francês lá, não se o autor ou a editora original…) cujo nome não me lembro (Valdragon? Val alguma coisa, de capa alaranjada), só que segue o estilo shonen também… Então, na discussão de gênero, mesmo inovando nos títulos, voltamos à estaca zero de serem em sua maioria shonens…

  • Hellen

    Ao invés de querer investir em televisão etc, investir em blogs com público feminino adolescente, como o Depois dos Quinze, Serendipity, entre outros? As leitoras desses blogs realmente conferem as dicas que elas postam, e vejo que muitos livros ficaram mais populares depois de serem publicados nesses blogs.
    Vocês acham que não há essa possibilidade?

    • Pois é, seria muito bom fazer esse tipo de propaganda. E se as vendas forem boas, tanto as editoras como os donos dos blogs sairiam ganhando.

  • Uau espero que sai logo, não li ainda. Vou comprar e se gostar darei continuidade!
    Espero que a panini lance logo.

  • pra qm fez a historia da editora no Brasil nas costas dos shojos é uma vergonha abandonar esse estilo o q aconteceu com ouran, vampire, marmelady, karekano e mais um monte otomen foi cancelado mas o mangá nao era ruim! mas qm tinha dinheiro sobrando pra dar conta dos mangas daquela epoca. eu acho q o certo nao eh lotar as bancas mas fidelizar o cliente com um catalogo equilibrado e com periodicidade aceitavel entre os lançamentos

  • Ronirj

    Só por curiosidade…?
    se eles querem lucrar com shojos
    por que não autores de sucessos mais expressivos como:
    Masakazu Katsura( I”s e Zetman-“pra mim é tb um tipo de shojo” )
    ou
    Ken Akamatsu(sem comentários).
    entre outros

    Vai entender….??

    • Masakazu Katsura e Ken Akamatsu até onde eu sei não escreveram nenhum shoujo. Shoujo não é sinônimo de romance.

      • Micael Okamura

        Os mangás de ambos são shonens de romance e comédia.

  • Pingback: Shonen é romance, Shoujo é porrada! Ou: Público-alvo e gênero « anime21()

  • Janaina de Araujo

    Já li Aoharaido até o volume 8 pela Net, mas o comprarei assim mesmo (Só leio online quando não tenho opção). É um ótimo título, e pra quem não conhece, recomendo MUITO. Estará na minha coleção ao lado de Black Bird, Vampire Knight, Fruits Basket, Kimi Ni Todoke, As Estrelas Cantam, Otomental, Kaichou Wa Maid-Sama, Otomental, … e Cia., pois sou daquelas que compra todos os títulos que posso. Não acho que as outras editoras não pensem em inovação. Quase tive um ataque quando soube que a NewPop publicaria a Light Novel de No Game No Life, que por sinal já comprei e chegará em breve.

  • Nossa, muito obrigada por dizer tudo o que estava entalado em minha garganta!
    É muito frustrante para quem é grande fã de shoujo ouvir isso de editoras, “Que shoujos não vendem”, ainda mais com lançamentos que não fazem tanto sucesso assim para que pudessem vender como eles gostariam. Acredito que isso aconteça porque “Nós não queremos Shoujo, queremos o que gostamos”. Concordo bastante com essa frase.
    Assim como foram citados em outro post como bons mangás shoujo, há ótimos títulos além dos que estão sendo lançados atualmente aqui no Brasil, como Hirunaka no Ryuusei e Hibi Chouchou, e que poderiam fazer um bom sucesso aqui, mas que por falta de interesse de trazê-los para cá ou até por falta de pesquisa de mercado, acabam não sendo trazidos.
    Concordo com você, acho que isso é um investimento. Mesmo que não gere resultados imediatos, acredito que respondendo positivamente aos lançamentos podemos causar um maior interesse nas editoras de trazer novos títulos do gênero para cá. Isso se aplica não apenas ao shoujo mas qualquer outro gênero.
    Parabéns pelo ótimo e esclarecedor post! Vou continuar sempre acompanhando-os neste site! =)

  • alguém poderia me dizer de qual mangá é essa imagem ??
    https://chuvadenanquim.files.wordpress.com/2015/01/aoharaidotouma.jpg?w=500&h=321

    • Dih

      Do próprio Aoharaido.