18if #1 – O anime com direito a título de psicodélico da temporada

Uma história que liga dois universos.

Esse é o meu quinto post de Primeiras Impressões. Aparentemente, escolhi os títulos mais impopulares da temporada para acompanhar e comentar, mas talvez isso seja de propósito. O lado positivo de fazer isso é que, se não gostar ou não saber como expressar o que vi, simplesmente posso deixar de lado, passar para o próximo da lista, fingir que nada aconteceu. Mas sempre tem aquele anime que a gente não dá nada, que tem baixo orçamento, informações escassas na internet e que acaba sendo melhor do que esperávamos e, para mim, esse foi 18if. Para mim, uma revelação da temporada; a revelação que passará despercebida por muitos.

IMPRESSÕES DO EPISÓDIO

18if tem uma pegada que me lembra algo como Death Parade; há um personagem fixo, no caso o protagonista Tsukishiro Haruto, mas a cada episódio um novo caso é apresentado com coadjuvantes que o garoto precisa ajudar. A base do anime é interessante, não é original em todos os sentidos, mas com certeza é a trama mais diferentona da temporada. A série basicamente engloba um mundo dos sonhos misturado com o mundo real.

As pessoas que estão dentro do primeiro existem de verdade no segundo, e as ações tomadas enquanto dormem podem não só afetá-las, como também podem surtir efeito sobre outros indivíduos – como serem assassinadas, por exemplo. Nesse sentido, devo ressaltar, que ele pega um pouco… pesado.

Apesar do episódio introdutório ter um aspecto bem “fofinho”, o clima que gira em torno da história é denso, tendo toda uma trilha sonora e cenários que contribuem para isso; para se ter uma noção, o segundo episódio já sai dessa aparência e entra, literalmente, em um quarto (cenário) repleto de sangue e personagens mortos. No final das contas, tudo depende do caso que Tsukishiro precisa solucionar, porém dá para perceber desde o início que se há alguém preso dentro desse mundo é porque há um problema grave envolvendo a pessoa.

Tudo o que escrevi até agora, provavelmente, deve ter no mínimo despertado algum interesse na obra, porém, preciso comentar algumas características que me incomodaram. A primeira delas é o fato de que, mesmo tendo um plot original e curioso, ele acaba respondendo as perguntas do telespectador muito fácil; o principal não é explicado, mas logo no segundo episódio já dá para saber com toda certeza que ambos os mundos se conectam de alguma forma, e acredito eu que para “ganhar” quem acompanha é necessário um pouquinho de mistério – ainda mais quando se trata de uma trama que envolve a criação de universos paralelos.

A segunda reclamação seria por parte do protagonista que, mesmo sendo o núcleo e aquele que ajuda a desvendar o que acontece por trás dos sonhos, não é tão carismático. Ao mesmo tempo que ele tem consciência de que tudo aquilo é uma ilusão, ele não sabe de nada sobre o que ele está vivendo, mas também não se esforça para descobrir! A personalidade dele é muito “o que tiver que ser, será”.

A animação é uma das coisas que mais surpreende. Os cenários construídos são totalmente psicodélicos e conseguem passar muito bem a atmosfera do momento. Ainda preciso ressaltar que admiro a criatividade e a versatilidade de não se prender em apenas uma ambientação; como disse anteriormente, o tipo de sonho e de cenário depende das experiências e das vontades das personagens envolvidas.

Mas, como nem tudo na vida são flores, devo dizer que o trabalho por parte da animação do protagonista e de outros indivíduos que aparecem não é bonita, sendo falha nos aspectos básicos; confesso que isso era algo que esperava, mas é sempre bom lembrar que o estúdio não está com a bola toda. Não vamos nos enganar, por favor.

A trilha sonora é outra característica que consegue se destacar. Ela está para dizer que, por mais inocente que a cena pareça, não podemos nos esquecer que se trata de um mundo sujeito a rolar sangue a qualquer momento. Ela contribui e muito para esse ar excêntrico que o anime tem.

CONSIDERAÇÕES FINAIS

Sinceramente, me choquei com o que vi. Mas isso deve principalmente pelo fato de que não estava esperando nada do título. Nada. Assisti com zero de expectativa e sem ao menos me lembrar do que se tratava. Há sim algo que tem potencial e que se for bem trabalho com certeza resultará em popularidade, porém, a minha pouca fé me diz que isso não acontecerá. Como comentei, ele me recorda Death Parade em alguns detalhes e acredito que vale a pena conferir se você gostou da série.

Continuarei acompanhando apenas se tiver tempo, infelizmente, ele não é primeira opção.

Miyuki

Tão normal, nem parece otaku. A louca das webcomics. Segue o mantra de ler e assistir de tudo um pouco (menos o que for terror, por favor). Tem um vício novo a cada mês e surta horrores na conta pessoal no Twitter.

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    As “bruxas” desse anime, com suas roupas e aparências mais bonitinhas, só me fazem lembrar Madoka Magica. Mas concordo que tem algo similar a Death Parade. Também não esperava nada desse anime, mas gosteis dos primeiros episódios e continuarei vendo até o fim.