Primeiras impressões – Fate/Zero

Mais um candidato ao anime do ano? Estréia de Fate/Zero dá início à guerra pelo Santo Graal!

Finalmente começa a temporada de outubro, de longe a temporada mais esperada do ano. Temos Persona 4, Bakuman segunda temporada, ramake de Hunter x Hunter, Shakugan no Shana III, Guilty Crown, Mirai Nikki –entre outros – e aquele em que estou apostando todas as minhas fichas como o anime que poderá competir com Madoka Magica como melhor anime do ano: Fate/Zero. Vamos conferir agora o que saiu da junção de tantos nomes de peso na produção desse anime.

A história

Centenas de anos atrás, as famílias Einzbern, Makiri (que originou a família Matou) e Tohsaka se juntaram para invocar o Santo Graal, um poderoso artefato capaz de realizar o desejo daquele que o possuir, porém, por poder atender somente um desejo, as três famílias começaram a brigar, dando origem então à guerra pelo Santo Graal, que acontece a cada 60 anos. Nessa guerra, o Santo Graal escolhe sete poderosos magos que tenham motivos fortes para querer realizar seu desejo e lhes concede o poder de invocar um servo. Servos são espíritos de heróis do passado que ficaram conhecidos através da história, existem sete classes onde os espíritos heróicos se encaixam: archer, saber, lancer, rider, assassin, caster e berserker. Ainda, os espíritos heróicos costumam esconder sua verdadeira identidade (ou seja, qual herói do passado eles são) para que os adversários não utilizem isso como vantagem na luta.  Para invocar o servo, além de ser escolhido pelo Santo Graal, você ainda precisa de alguma relíquia que tenha ligação com o servo que será invocado. Fate/Zero se passa na quarta guerra, sendo que nas três anteriores ninguém foi capaz de invocar o Graal. Porém, dessa vez as coisas podem ser diferentes, poderosos e promissores magos estão disputando o cobiçado cálice.

O plano de fundo de Fate sempre é o mesmo, ou seja, a guerra pelo Santo Graal, a diferença – e o mais importante – são os personagens envolvidos nessa guerra, seus motivos, ações e reviravoltas que acontecem no decorrer da história, e no caso de Fate/Zero seu diferencial também é contar o passado – os protagonistas do Zero são, no geral, os pais dos personagens do Stay Night. Por isso, vou apresentar separadamente cada um dos mestres escolhidos pelo Graal para essa quarta guerra:

Kiritsugu Emiya: protagonista do anime (claro, afinal falamos do pai de Shirou Emiya), ele é um famoso caçador de magos, matá-los é sua especialidade. Impiedoso, ele é bastante temido. Kiritsugu entra para a família dos Einzbern casando-se com Irisviel justamente para que eles possam obter o Santo Graal, pois, apesar dos Einzbern serem de uma tradicional família de magos, sua especialidade é a alquimia, então eles não levam muita vantagem em combate. Como já era de se esperar, Kiritsugu invoca o espírito da Arthuria, da classe saber.

Tokiomi Tohsaka:  poderoso mago e líder da família Tohsaka. Ele está disposto a vencer essa guerra e já tem seu plano – bastante sujo, por sinal – preparado, tendo em segredo Kirei como aliado para lhe auxiliar a obter o Graal, além de o regulador dessa guerra, Risei Kotomine (pai do Kirei), estar do seu lado. Não bastando esses fatos, ele ainda consegue invocar um dos mais poderosos espíritos, o odiável e apelão (para os que já são familiarizados com Fate) Gilgamesh, o Rei dos Heróis, pertencente à classe archer.

Kirei Kotomine:  filho do regulador dessa guerra, ele basicamente se mostrou uma marionete do Tohsaka, que lhe treinou por três anos, durante esse tempo ele aprendeu diversos tipos de magia, se revelando muito habilidoso. Esse primeiro episódio nos mostrou que ele terá um papel bastante importante na série, e quem viu Fate/Stay Night também deve saber disso. Seu servo é da classe assassin.

Kariya Matou:  havia abandonado a família Matou mas voltou quando descobriu que seu pai adotou a Sakura Tohsaka para que os Matou continuassem na linhagem de magos e tivessem alguma chance de vencer, ele então decidiu participar dessa guerra do Santo Graal para poupar o duro treinamento que a Sakura teria que passar. Seu servo é da classe berserker.

Waver Velvet:  um estudante de magia que desenvolveu uma tese sobre “magos modernos”, onde ele nega a atual teoria que diz que quanto mais antiga a família maior é a sua magia, porém, ele é feito de chacota no meio da aula por ter tido uma ideia tão absurda. Waver acaba então por roubar o artefato de seu professor para invocar um servo, que acaba sendo da classe rider.

Kayneth El-Melloi Archibald: pouco foi mostrado dele nesse primeiro episódio, é o professor que teve seu artefato roubado pelo Waver. Mas parece que mesmo assim ele deu um jeito de invocar um servo, da classe lancer. É especialista em necromancia, invocações e alquimia.
O sétimo mestre não foi mostrado ainda, a única coisa que podemos concluir é que seu servo será da classe caster.

Considerações técnicas

Na equipe de Fate/Zero estão envolvidos Gen Urobuchi no roteiro (Madoka Magica, Saya no Uta, Phantom – Requiem for the Phantom), Yuki Kajiura na trilha sonora (.hack//SIGN, Tsubasa Chronicles, Madoka Magica, Noir), estúdio Ufotable (Kara no Kyoukai, Tales of Symphonia), Ei Aoki como diretor (Hourou Musuko, Ga-Rei: Zero) e originalmente publicado pela Type-Moon (Tsukihime, Fate/Stay Night). Com uma equipe dessas só podemos esperar algo épico, e é o que eu estou esperando desse anime.

No quesito animação, o anime ganha uma ótima pontuação, os cenários são detalhados e bonitos, possuem uma atmosfera misteriosa, muito semelhante a Kara no Kyoukai – e isso é algo ótimo. Não notei quedas de qualidade no meio do episódio (tipo aquelas cenas bisonhas com personagens tortos que vemos às vezes), muito pelo contrário, diria que está acima da média, bem como o traço dos personagens que também é muito bonito.

Os personagens, aliás, são um ponto forte da série, principalmente para aqueles que já conhecem Fate previamente. Pois sabemos da importância que as famílias têm, por exemplo, se já sabíamos que a Rin Tohsaka era uma maga muito poderosa, imagine agora o seu pai (e vemos em Fate/Zero que a Rin já era chata desde criança, risos). O mesmo vale para o pai do Shirou, nunca foi falado muito dele no Stay Night, e agora vamos poder conhecer a história em que ele é o protagonista, ainda mais num papel tão interessante como o de um assassino de magos. Outra coisa que quem não conhece Fate previamente não vai notar é que são reveladas algumas coisas da rota Heaven’s Feel da visual novel que não haviam sito contadas nos animes, como por exemplo que Rin e Sakura são irmãs. Outro personagem interessante para se comentar é Kirei, no Stay Night ele ocupava o lugar que agora seu pai ocupa, estou bastante ansioso para conhecer mais a fundo a mente desse personagem. Mas não é só de personagens já conhecidos que Fate/Zero é composto, temos alguns destaques como o atrapalhado Waver, tentando fazer com que os outros reconheçam seu talento. O arrogante Kayneth, que apareceu pouco mas sabemos que ele ainda terá o seu papel na série. Sem contar todos os outros servos ainda não revelados e o sétimo mestre que não apareceu nesse episódio.

Quanto à trilha sonora… Ah, a trilha sonora, o momento mais esperado por mim nesse post. Sou fanboy da Yuki Kajiura e não vou esconder isso! As músicas que ela compôs para Fate/Zero foram bastante competentes, conseguindo ler o clímax das cenas. Dessa vez Yuki Kajiura utilizou muitos elementos clássicos e orquestrados para fazer as músicas, combinando bastante com o clima do anime. Tiveram algumas tracks muito legais com flauta também, que comecei a gostar bastante depois de Madoka. A primeira música que toca no anime já é muito bonita, tendo vocal por Eri Itou (Conhecida por também ter sido contratada pela Kajiura para cantar músicas famosas de Tsubasa como A Song of Storm and Fire, You are my love, Ring your Song, bem como Sis Puella Magica e Credens Justitiam de Madoka Magica, entre milhares de outras que eu poderia ficar até amanhã citando). Outras músicas que eu gostaria de salientar, uma com um ar bastante triste que toca quando a Aoi e o Kariya conversam sobre a Sakura, essa música me lembrou bastante as de .hack//SIGN, série composta por diversas músicas tristes. Kariya também protagoniza outra cena melancólica regada com uma bela música ao fundo, quando ele conversa com a pobre Sakura. Acho que ele ainda terá alguns outros momentos assim, ele parece ser um personagem que sofre bastante, o que não é para menos, pois ele é o tipo de pessoa que se sacrifica pelo bem dos outros. E claro, a música destaque foi no momento em que os servos estão sendo invocados, ela é cantada pela Yuri Kasahara e o Tokyo Konsei Gashodan, não preciso nem dizer o quanto surtei nessa hora. De modo geral, tanto a parte gráfica e sonora quanto a execução do episódio foram acima da média.

Opinião geral

Sua estréia teve 48 minutos de duração e foi um episódio onde eles precisaram de bastante tempo para explicar o mundo onde Fate/Zero está situado. O que é muito bom, pois assim os que ainda não conhecem seu antecessor não vão ficar perdidos na história. Ao mesmo tempo já começam a nos ser apresentadas as intrigas da série, temos o plano de Tohsaka de se aliar com Kirei, que por si só é alguém bastante enigmático, quero ver de que modo eles vão aproveitar essa carta na manga do Tohsaka (como se já não bastasse ele ter o servo que tem). O início do anime também já começa bastante interessante com o Kiritsugu dizendo que terá que matar a Irisviel, e conforme o anime vai avançando temos sequências muito instigantes, como o interesse que Kirei e Kiritsugu tem um pelo outro para entender suas motivações por terem sido escolhidos pelo Santo Graal.

Com esse começo bastante promissor, Fate/Zero mostrou que ainda tem muita coisa por vir, vários personagens ainda não foram apresentados e a guerra recém vai começar. Talvez quem ainda não tenha assistido o Fate/Stay Night poderá não ter a mesma emoção de quem já o fez nesse primeiro episódio, mas isso nem de longe o impede de acompanhar esse anime. Na verdade, acho que pode até mesmo ser bastante interessante primeiro assistir o Zero e depois o Stay Night.

Para finalizar, agradeço minha amiga Lalah que me ajudou com algumas informações sobre a série. E agora vamos ver até onde essa guerra pelo Santo Graal vai chegar.

por Trunks

Asevedo

Formado em design editorial e assistente editorial da Panini Mangás. Leio mangás e história em quadrinhos de diversos países. Assisto animes de forma esporádica. Sempre estou no Twitter.

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