Hall da Fama #09: o astuto e excêntrico detetive Lawliet

Agora é a vez do mais sagaz e estranho dos detetives, Lawliet!

Olha o fim de ano aí! 2012 já está pronto para vir com toda força. E para fechar este ano com chave de ouro, um dos Hall da Fama mais requisitados pelos leitores: Lawliet, o L de Death Note.

Sobre Death Note, nem precisa dizer que é um anime marcante: a série investe com força total em clima, reviravoltas e no embate intelectual de seus personagens principais, prendendo a atenção do começo ao fim. E rever alguns episódios para escrever este texto me fez lembrar o quanto gostava da série – que não sei dizer exatamente se chega a meu Top 10, mas com certeza é impactante. E os dois personagens principais são o ponto máximo da série, sendo L um dos detetives mais notáveis de todos os tempos. (Spoilers – como é de costume – agora, ok?)

Lawliet é conhecido como L, o maior detetive do mundo, com forte reputação entre as autoridades mundiais. Sua identidade é desconhecida entre todos, com exceção de seu assistente – e também figura paternal – Watari. Porém, os casos que assume resolver são apenas os que lhe interessam, levando muito em conta o nível do desafio. Porém, possui um forte senso de justiça; é também considerado o personagem mais inteligente da série (oficialmente de acordo com Tsugumi Ohba, um dos autores da série).

A partir do momento em que as mortes de criminosos, causadas por Raito e seu Death Note, começam a tomar repercussão entre as autoridades internacionais, L reconhece um homicídio em massa ocorrendo que deve ser parado, um dos maiores crimes da humanidade. O primeiro passo de sua investigação inicia-se no Japão, e com isso, a partir de uma transmissão em rede televisiva, ele descobre a região em que se encontra Kira para iniciar seu cerco. Com isso, L alia-se a Força-Tarefa Japonesa – revelando seu rosto aos policiais, mantendo apenas seu verdadeiro nome em segredo – e aos poucos vai deduzindo o quão próximo realmente está Kira – até que entra em contato com Yagami Raito, um dos suspeitos de ser o assassino. A partir daí começa o grande jogo de identidades: como o shinigami Ryuuku afirmou, quem for descoberto pelo outro primeiro morre. L quer Raito na equipe de investigação para desmascará-lo, enquanto Raito precisa entrar na equipe para descobrir o nome de seu oponente.

Pode-se dizer que L faz o tipo “gênio louco”: várias de suas maneiras são excêntricas, como o modo de se vestir (a ponto de não se importar em aparecer descalço na presença de outras pessoas), seu fanátismo por doces, seu hábito de falar com o polegar na boca e até a estranha forma de se sentar (de acordo com ele, sentar-se normalmente reduz sua capacidade de raciocínio em 40%); mesmo em seu relacionamento social, por mais que tente ser polido várias vezes tende a parecer rude. Porém, seu intelecto e habilidades de dedução são quase sobre-humanos: algumas de suas principais estratégias incluem forte jogo psicológico, procurando confundir, enganar e levar seu oponente a entregar-se acidentalmente; seja com técnicas mais sofisticadas ou com algumas mais bizarras. Ele reconhece-se também um espírito de desafio e até certa infantilidade dentro de si; ele não gosta de perder.

Sendo assim, não poderia haver oponente mais perfeito para o Raito do que L. Ambos são extremamente semelhantes em sua competitividade, em seu raciocínio e na convicção de que o lado oponente está errado. L reconhece essa semelhança -assim como outras pessoas, como a ex-agente do FBI Misora Naomi – e apesar de estar muito certo – mesmo não deixando transparecer – de que Raito é Kira, ele mesmo preferiria que isso não fosse verdade. No final das contas, ele não pode vencer Raito sozinho; há uma forte ideia de que, em seus últimos momentos, L já imaginava que estava prestes a morrer – e que uma de suas cenas finais com Raito, em que ele enxuga seus pés, seria um simbolismo de sua derrota, ao postar-se de forma servil degrais abaixo de Kira.

Porém, o jogo não acaba aí: prevendo a possibilidade de ser morto, L deixou o caso na mão de seus futuros sucessores da Wammy’s House, orfanato fundado por Watari; foi neste orfanato onde L cresceu, um lugar para criar crianças geniais capazes de tornarem-se grandes detetives. Outro ponto interessante é que a partir dos flashbacks da infância de Lawliet, podemos vislumbrar um pouco de sua infelicidade: seria ele um homem de incrível intelecto com um peso de responsabilidade enorme nas costas, isolado das pessoas.

Lawliet, o primeiro L da série, é em minha opinião um dos mais inteligentes personagens de anime lado a lado com Raito. É interessante ver como a dupla Ohba e Obata construiu sua imagem de forma pouco convencional, a excentricidade dele é um bônus que mantem o público cativado junto de seu tremendo intelecto. E sim – deixando escapar o lado fangirl agora – , o conflito com Raito é o melhor embate estratégico da história dos animes SIM. (Por isso que o arco final de Kira contra Near e Mello é mais fraco em relação ao restante do anime.)

E antes de encerrar esta postagem, gostaria de uma votação: vocês preferem um “double combo” Death Note com Hall da Fama sobre Raito semana que vem ou preferem que eu prossiga com um personagem de outro anime? Respondam nos comentários, por favor.

E ficamos aqui por hoje. Até a próxima semana e Feliz Ano Novo! ;D

por Mary

Asevedo

Formado em design editorial e assistente editorial da Panini Mangás. Leio mangás e história em quadrinhos de diversos países. Assisto animes de forma esporádica. Sempre estou no Twitter.

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