Primeiras Impressões – ‘Suisei no Gargantia’

15De fato, talvez uma das melhores estreias da temporada de abril.

Essa talvez seja uma das temporadas mais felizes para os fãs de ficção científica em animes. São várias opções para se acompanhar e entre elas 3 animes de mechas: Majestic Prince, Valvrave e Suisei no Gargantia. O terceiro é um dos que mais pode ser taxado como “hype”. Com cenários de Gen Urobuchi (Madoka e Psycho-Pass) e com uma animação sempre elogiável vinda do estúdio Production I.G. não é de se espantar a curiosidade pela série e seu resultado na tela.

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“A historia começa em um futuro distante em um ponto distante da galáxia. A Aliança Galáctica Humana tem constantemente lutado por sua sobrevivência contra seres chamados de Hideous. Durante uma batalha intensa, o jovem tenente Ledo e sua arma humanoide Chamber caem em uma distorção do tempo e espaço. Após acordar de sua hibernação induzida, Ledo percebe que está na Terra, um planeta que está completamente inundado pelos oceanos e a sua população precisa viver em grande navios. Sem conhecimento nenhum sobre a história ou a cultura do lugar, Ledo precisa viver em Gargantia com uma mensageira de 15 anos e tentar se acostumar com dias de paz.”

5Podemos claramente dizer que Suisei no Gargantia teve uma das melhores estreias da temporada, o que não signifique exatamente que ele seja o melhor anime. Gargantia soube trabalhar muito bem o clichê do gênero mecha dentro da apresentação do episódio. Com uma introdução longa (e deveras um pouco cansativa, apesar de muito bem feita e *PEW PEW PEW*) com uma guerra intergaláctica entre robôs gigantes, e uma segunda metade focada “em terra” com a aparição dos personagens que girarão na trama, concluímos que de fato nada de especial aconteceu no episódio. Mas isso em nenhum momento me pareceu um defeito ou me causou uma má impressão, muito menos tive a sensação que algo “me deixou a desejar”. Vi realmente uma introdução bem feita, bem animada e com uma direção coerente – além de um gancho que deixa o expectador intrigado: “Afinal, o que diabos é tudo isso? Como ele veio parar nessa história?”.

4Também quando digo que o episódio foi clichê não estou fazendo uma crítica ao episódio de forma negativa. Vale lembrar que séries como Gundam ou Macross, que moldaram o gênero mecha, acabaram estabelecendo um modelo de introdução que dificilmente consegue sair do habitual nos dias de hoje. Uma guerra espacial entre colônias que provavelmente lutam por conquistas de territórios e poder espacial. Isso misturado ao fato da Terra ser apenas uma subcolônia que terá desenvolvimento importante na trama de alguma forma. Some isso a um protagonista que se vê em um ambiente desconhecido e um “mundo novo”, tentando juntar informações para voltar a sua base. Voilà! Podemos catalogar muitas séries que se utilizam de um plot assim. A diferença está na forma como ele é trabalhado posteriormente e na forma como os atos são colocados em tela.

12No caso de Gargantia tudo foi muito bem contextualizado e a animação extremamente competente e uma das mais bonitas da temporada do Production I.G. colaborou com toda a atmosfera imposta pelo roteiro de Urobuchi. Uma leve gama de personagens foi apresentada e logo percebemos aqueles que terão certa importância dentro da proposta da série. Bem como os dois protagonistas acabam sendo peça importante para a diversão do episódio. Enquanto Ledo (que aparentemente também pode ser chamado de Red) se encontra em uma situação bem diferente do que ele imaginaria (poxa, o cara foi pra uma sociedade “atrasada” em relação ao seu mecha), temos Amy, uma garota cheia de vida que logo no primeiro episódio serviu para contrastar com o jovem. E mesmo estereotipados os dois conseguiram causar uma boa tensão e até alívio cômico dentro do episódio (eu sei que você gostou daquele tapinha nela). A série me lembrou muito um anime extremamente “esquecido” de alguns anos atrás chamado Xam’D Lost Memories em diversos momentos, além de beber da fórmula dos clássicos, como já dito.

10Se por um lado o design dos mechas não é dos mais belos e o 3D ainda atrapalha um pouco os fãs das técnicas antigas desse estilo de série, Suisei no Gargantia conseguiu manter técnica em qualidade de animação e roteiro de forma extremamente satisfatória. Não há o que se criticar da animação, os backgrounds são lindos e a cena final foi de encher os olhos. De longe, um dos melhores programas para se acompanhar durante a temporada e que promete se manter como um dos favoritos da mesma. Ao menos pra mim.

17E a Amy é amor.

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Dih

Dih

Paulistano, 28 anos, corintiano e fissurado em cultura asiática e pop. Formado em Design Gráfico na FMU. Atualmente é editor na Panini/Planet Mangá e cuida de títulos como One-Punch Man, MOB Psycho e Jojo's Bizarre Adventure.

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