Semanada – One Piece #713: Usoland

headerO humor sempre foi uma parte importante de One Piece.

A série nunca tentou colocar uma aura de completamente séria, nunca tentou negar isso. Porém, e isso é algo que eu só percebi agora, a série não estava tão bem nesse lado de comédia. Claro, havia uma piada ou outra, mas de forma geral… até esse capítulo.

1One Piece #713

Usoland

Porque eu estou falando isso? Porque esse foi um capítulo que acertou em tudo, sendo quase um capítulo “de manual”. Tivemos cenas engraçadas, cenas empolgantes, diálogos bons, avanço do enredo e fluidez narrativa, tudo junto e sem um fator atrapalhar o outro. Pode ser fanboyzismo demais? Pode. Provavelmente é.

Ah, e o Oda também pegou uma parada que ele falou lá em um balão do capítulo 292 e resgatou nesse.

Acho que valeu, né?

O capítulo começa na parte que acredito ser a que os fãs estão mais querendo ver: O conflito de forças entre Law, Flamingo e Fujitora. Law diz que o acordo está desfeito, para desespero de Caesar. Fujitora começa a indagar a presença de Caesar, mas diz que como ele é subordinado de um Shichibukai, ele poderia ser perdoado. Mas ao mesmo tempo, ele tem duvidas de ser DoFlamingo não passou dos limites de sua posição… DoFlamingo desconversa, e pergunta qual será o destino de Law. Fujitora responde que se for uma “aliança”, ele teria de ser punido, mas se os Mugiwaras forem subordinados de Law, não haveria problema.

2Ao que Law responde que os jornais estavam certos, e que era, de fato, uma aliança. Agora, eu ainda não entendi muito bem o motivo do Law ter sido honesto. Ele mencionou que quer “ganhar tempo”. Talvez ele tenha tido noção que não ia adiantar mentir? Talvez ele tenha bolado algum plano ainda não revelado? Veremos… É nesse momento que vemos uma demostração do poder de Fujitora: Ele invoca um METEORO do céu e lança contra tanto Law quanto contra Flamingo. A teoria que parece mais plausível é de controle da gravidade, mas vamos ver…

Tanto a página dupla quanto as seguintes foram muito bem feitas, na minha opinião. O golpe conseguiu levantar a moral tanto do Fujitora quanto do DoFlamingo e do Law, por eles terem conseguido desviar o tal meteoro. Isso foi bom tanto porque aumentou a tensão do confronto quanto por… porra, por puro fanservice mesmo. Foi uma sequencia muito maneira, só superada em ‘coolness’ pela página que mostra os 3 de pé em porções pequenas de terra que foram tudo que sobrou do meteoro. E pra desespero dos leitores, o Oda termina esse núcleo aí. E conhecendo ele, vai demorar pra voltar. O que eu espero é que ele não desenvolva esses acontecimentos offscreen, embora ache até bem possível…

3Cortamos para uma conversa do Franky com o Sanji via den den mushi, em que o segundo responde ter caído de amores após ser questionada sua localização. A cara de feliz do Franky dizendo “Ooh, que bom..!” me fez rir. Assim como uma garotinha e um garotinho olhando com desprezo e admiração, respectivamente para o Franky. O Oda tem várias dessas piadas de background, e eu só pego algumas.

Aliás, uma coisa válida de comentar é como eu estou achando os cenários de Dressrosa legais. Punk Hazard tinha um imenso potencial, mas foi mal aproveitado. Já essa cidade, ou a floresta, são todas localizações interessantes. Alguns reclamam da poluição visual do Oda, eu inclusive, mas nesse caso eu estou me divertindo em ver detalhes da população e da cidade.

Bem, narrativamente, essa conversa é importante por Franky mencionar estar indo para o Flower Field, e que a tarefa de acabar com a fábrica será complicada.

Mudando para o ponto de vista do Sanji, vemos ele desesperado por ver que o Luffy se meteu num torneio (ahuhauahuahuahu), e puto com o Franky por ele estar de boa com isso. Foi muito bom ele falando “Olha, Franky, não se desespere, mas o Luffy tá..” “Ah, eu sei!”

4Após isso, Violet se despede, dando as direções da fábrica para o Sanji, Sanji fala para ela se esconder e se esperar no porto, para não ser pega pelos subordinados do doFlamingo. Aliás, eu vi uma teoria de que ela não era boa no final na verdade, que é algo que eu fiquei meio com “mixed feelings”. Seria interessantíssimo narrativamente, mas depreciaria muito o Sanji após todo o capítulo anterior. Mas vamos ver, né…

Bom, logo depois de Violet ir, o Kinemon (!! Lembram dele?) aparece na frente do Sanji, numa sequencia que eu achei hilária, e pede para ele acabar com uns perseguidores dele. Agora, eu realmente não saquei porque ele não pode derrotar eles ele mesmo. O Kinemon deu a desculpa que o Kanjurou era refém, mas…

Após isso, descobrimos que o tal Kanjurou está preso num local chamado “casa de brinquedos”. Esse subplot do Kinemon parece meio jogado, como se fosse por pura conveniência que as situações tivessem se interligado com a dos outros. Acho que falta desenvolvimento por parte do Oda… E depois disso, trocamos para a floresta, onde vemos o Usopp mentindo pros anões (óbvio). Adorei a parte que um tremor acontece e o Usopp fala que foi o haki dele, que ele usou pra derrotar 50,000 pessoas na ilha dos tritões.

Depois de alguma conversa, ele é tratado por Usoland. Robin, confusa, pergunta, e Usopp mostra uma estátua do…. Norland, que Usopp se aproveitou para se fingir descendente dele. Por mais que eu duvide que o Oda tenha planejado, acho incrível só o fato de ele ter resgatado isso de tanto tempo atrás, de forma que faz sentido. E causa uma nostalgia agradável no leitor pensar nos acontecimentos de tanto tempo atrás, e ainda mais Norland sendo um personagem tão querido (Digo, pelo menos por aqui é, não sei no Japão…)

5Porém, os anões tomaram isso (a chegada de Usopp) como um sinal, porque eles estavam planejando um ataque ao DoFlamingo (porra, quantos inimigos esse cara fez? Ele é um monstro), e querem que o Usopp os lidere… (Aliás, eles querem ir até o Flower Field… por isso que o soldadinho e a fada do Zoro estavam querendo ir pra lá também?! Olha só)

E bom, a cara que o Usopp faz em resposta diz tudo. Eu já falei uma porrada de vezes como Dressrosa está uma bagunça (no sentido positivo) até para os padrões de One Piece. Então, capítulos como esse, que movimentam vários dos personagens até um ponto em comum, fazem bem. O desenvolvimento está lento, mas isso só chega a ser um problema quando é exagerado ou quando não está interessante.

O que não é o caso.

Asevedo

Formado em design editorial e assistente editorial da Panini Mangás. Leio mangás e história em quadrinhos de diversos países. Assisto animes de forma esporádica. Sempre estou no Twitter.

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