Comentando – Koi Furu Colorful #1 e #2

koi kuro colorfulMal conheço e já dropei pacas.

Para quem não conhece, esse é o novo mangá de Minase Ai, autora de Hachimitsu ni Hatsukoi – sim, aquele shoujo super fofinho que o Dimichan fazia. Confesso que estava louca para ler desde que ele havia sido lançado neste ano, mas só fui ler, por motivos de: insônia (e por causa de pessoas sem educação que falam alto a 1h00 da manhã na rua). E o que teve nesses dois primeiros capítulos? Uma grande expectativa. E uma decepção maior ainda.

koi furu 01O capítulo começa de um jeito bem fofinho, com direito a página colorida, e com um flashback sobre a infância da protagonista e a história de seu primeiro amor – primeiro erro que acabou me chocando com acontecimentos que vou citar mais a frente: a autora não diz a idade de Mashiro, a “heroína” da obra, o que me faz pensar que, a primeiro momento, ela deve ter no máximo 10 anos de idade. Mashiro é daquelas menininhas que sonham em encontrar o destinado de sua vida blá, blá, blá e se pergunta se a ilha em que mora irá lhe proporcionar o príncipe de seus sonhos. Juro, mesmo sendo clichê, eu estava mesmo gostando da história, pensei: “poxa, como é bom matar a saudade dos mangás fofos da Minase Ai!” Como diz a música da Avril Lavigne, “kkkkawaii” seria a expressão para definir Koi Furu Colorful. Até a metade do capítulo.

koi furu 02Por coincidência do destino, depois de Mashiro ter tido aquela reflexão sobre “o” cara, eis que um menino aparece em sua vida e o kokoração da protagonista dispara. Voilà. Amor à primeira vista. Querida, senta aqui e conversa com a tia Miyuki antes de contar o resto do capítulo. Na sua idade não queria saber de menininhos não, sabe? Queria mesmo era saber de doces. Aliás, até hoje. Pudim before boys (se você lembrou de “Boys Over Flowers”, você tem meu respeito ou algo assim). Prosseguindo, a menina-foguinho-no-facho encontra o macho que mudará sua vida e depois de uma chuva que começou do nada – acho que a história não deveria se passar em uma ilha, e sim em São Paulo; chove, faz sol, venta tudo no mesmo dia – eles vão para uma caverna e… O menino tira a blusa para secar a garota.

Deixei passar naquele momento. Eles conversam um pouco e saem do abrigo improvisado, até aí tudo muito inocente, fofo, aquele amor infantil, mas que aquece a alma. Como é lindo ter dez anos de idade, não? Não! Ter dez anos de idade era bonito em 1900 e bolinha, onde o máximo que faziam eram dar as mãos, aliás, nem isso! E o que acontece com os dois depois? Se beijam! Sim, fiquei em choque. Duas crianças com uma década de vida se beijando no mangá e eu aqui que ainda sou bv (não). Essa juventude está precoce demais, na minha época só acontecia aquele “oi” envergonhado e cada um para o seu lado. Essa geração mexerica descascada no pacote está perdida, viu.

koi furu 04Depois do meu choque recuperei a postura, fingi não ter levado um tapa na cara e continuei com o mangá. Pra quê, né? Haruto, o pegador, foi embora da ilha e a garota ficou aos prantos, chorando na praia. Juro, nessa hora me senti em uma novela mexicana; de repente está tudo lindo, muitas purpurinas e brilhos de shoujo para todo o lugar, depois a menina que nem sabe ler, começa a chorar feito louca, porque o macho dela se foi. Amiga, pare. Bom, eu disse no começo que o primeiro capítulo começava com um flashback, certo? Pois bem, de volta ao presente, há uma Mashiro e um Haruto se reencontrando, a protagonista agarrando os braços de seu amado na rua e perguntando se ele era o Haruto Yuuto, aquele lindo menininho fofo e adorável, que foi sua primeira paixão. Muito lindo, não? Não! O babaca simplesmente diz que a Mashiro confundiu ele com outra menina! É isso né, hoje em dia termina mais rápido do que começa; o cara vem, tira seu bv depois diz que não te conhece. Problemas do século XXI.

Comentários sérios agora: fui atrás do segundo capítulo, porque fiquei inconformada demais, acabei concluindo que meu drop é certeiro. O mangá, além de toda essa palha assada, segue uma linha muito clichê. Mashiro se muda para a cidade grande, Haruto está arrogante e 100% nem aí para ela e coisas do tipo. Confesso que essa característica me lembrou bastante AohaRaido, mangá recentemente finalizado e um fenômeno entre os títulos atuais da demografia, o que não me agradou em nada. O resto se torna tão previsível que dói; ele não se importa com ela, mas a ajuda em alguns momentos, ela se muda para a cidade grande para morar com a avó, porque algo deve ter acontecido com seus amados pais e depois vamos ter uma obra inteira da garota correndo atrás do garoto que só não quis ela no começo por causa de “problemas pessoais”.

Eu passo. Obrigada, de nada.

Miyuki

Tão normal, nem parece otaku. A louca das webcomics. Segue o mantra de ler e assistir de tudo um pouco (menos o que for terror, por favor). Tem um vício novo a cada mês e surta horrores na conta pessoal no Twitter.

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