Recomendações Semanais de Leitura #009

Quanto mais cultura japonesa, melhor!

Eu estou lendo muito mangás atualmente! Desde que recebi meu tablet, foram lidos mais mangás do que eu poderia contar. Queria fazer algo com todo esse conteúdo que adquiri, mas não necessariamente na forma de um post mais completo, como um review, e também não queria que fosse parte de algo temático, como um “Eu recomendo”. Então resolvi aproveitar uma coluna já existente no site para servir como um descarrego para comentar rapidinho sobre essas histórias. Chega de papo e vamos para as recomendações!

 

BAMBINO!
De Tetsuji Sekiya
Publicado na revista Big Comic Spirits
15 volumes / 164 capítulos
Gênero: Slice of Life, Drama
Status: Finalizado

Shogo Ban é um universitário que possui muito talento para cozinha a ponto de conseguir ser chefe de seu próprio restaurante, bom pelo menos é isso que ele acha de si mesmo, trabalhando em meio período Shogo está com sua autoestima alta em relação a fazer refeições, afinal de contas seu futuro parece brilhante ainda mais após seu chefe o recomendar para um tempo de treinamento no melhor restaurante italiano no bairro de Roppongi em Tokyo. Só que tudo isso vai água a baixo depois da terrível experiência que foi seu primeiro dia naquela cozinha, o nível, velocidade e a complexidade no trabalho a ser feito mostraram que a realidade é muito diferente de toda a fantasia que ele criou em sua mente. Agora cabe a ele decidir se deve voltar para o interior onde pode seguir o seu ritmo mais tranquilo ou seguir o seu sonho de ser o chefe de um grande restaurante no Japão.

Não sei quanto a vocês, mas a coisa que mais me atrai nesses programas culinários da vida, como Masterchef e BakeOff, é saber como funciona uma cozinha, como os chefs trabalham e entender, mesmo que pouco, como é o dia a dia de um restaurante. Bambino faz muito bem em contar esse tipo de história, ainda mais se pensarmos que estamos acompanhando um protagonista do tipo de personagem que chamamos de “orelha”. Shogo tem um grande conhecimento sobre cozinhar e quase nenhuma experiência em uma cozinha profissional, então a história começa de baixo, com ele aprendendo como se portar em uma cozinha e passando pela fase de atendimento aos clientes como garçom. É um mangá que adorei ler, cada novo problema na vida de Shogo se transformava em mais diversão para mim e isso me deixava cada vez animado. A história continua em outro mangá, chamado Bambino! Secondo.


NIJIGAHARA HOLOGRAPH
De Inio Asano
Publicado na revista Quick Japan
1 volume / 15 capítulos
Gênero: Drama
Status: Finalizado
Editora JBC – R$ 24,90

Mesmo com borboletas ameaçadoramente proliferando na cidade, o rumor de uma misteriosa criatura que está à espreita no túnel atrás da escola se espalha entre as crianças. Quando o corpo da mãe de Arie Kimura é encontrado na entrada do túnel, junto aos vestígios aparentemente humanos, a lenda parece ser confirmada. O fim do mundo está próximo? Com a finalidade de apaziguar a ira da besta as crianças decidem oferecer um sacrifício pelo túnel Nijigahara. Este é apenas o início dessa complexa e misteriosa história. É o cruzamento espiritual entre a malevolência suburbana Kyoko Okazaki e o misticismo estranho de Donnie Darko.

Esse não é um daqueles mangás que você consegue ler sem prestar muita atenção, e provavelmente vai se sentir confuso mesmo com todo o seu foco naquela tarefa. Ao menos me senti assim. Nijigahara Holograph é um mangá denso, cheio de camadas, que não segue sua história de maneira linear e foi feito para ler no mínimo duas vezes para conseguir pegar um pouco do fio da meada da linha narrativa que Inio Asano estava seguindo ali.  Confesso que minha maior diversão com essa obra foi parar tudo, procurar na internet alguns sites e podcasts que me explicavam sobre o assunto, e acompanhar junto com a obra em mãos enquanto eles falavam. No final, tive uma experiência diferente e gostosa de certa maneira, mas o mais marcante foi a sensação de burrice que ao terminá-lo pela primeira vez.

Luk

Luk

Eu juro que gosto de animes, apesar de todo o meu haterismo.

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