Mais Death Note pela JBC?

Parece que Death Note é a mina de dinheiro eterno da JBC. Ou não. Notícia atrasada, mas tá valendo…

Na verdade eu já deveria ter postado essa notícia aqui a mais tempo, mas a falta de atenção falou mais alto.Gostaría de agradecer aos leitores que me deram o toque e em especial meu amigo Artur Duarte (@artie315) e ao pessoal da comunidade da JBC no Orkut.

A JBC lançará por aqui a segunda novel de Death Note – L, Changes the World, que é mais um caça níquel da série e uma adaptação do terceiro filme Live Action da série com algumas adaptações para deixá-la mais inserida no universo original. A novel é escrita pelo pseudônimo “M” e foi publicada no Japão em 2008 e nos Estados Unidos em 2009 pela VIZ, com cerca de 190 páginas. O seu “anúncio”, foi mais uma “pegadinha” de Marcelo Del Greco, que colocou a capa da novel “escondida” debaixo de outros títulos da editora, como já vem sendo costume dele.

De qualquer maneira, para quem não conhece, L, Changes the World é apenas uma história paralela, por isso devem aparecer algumas dúvidas para quem não acompanhou os dois primeiros filmes japoneses. Dessa vez, a história tem novamente como personagem principal o detetive L. Depois de ter seu nome colocado em um Death Note, L tem 23 dias para viver, e 22 dias para salvar o mundo, literalmente. São 23 dias para encontrar um grupo terrorista que está disposto a espalhar um novo vírus mortal para matar a maior parte da humanidade, envolvendo L em um dos maiores e mais perigosos casos da sua vida mesmo estando sentenciado à morte.

Não cheguei a ler a novel, apenas assisti os filmes. Posso dizer que dentre os 3, esse foi o melhor dos lives com toda a certeza. Claro que aí entram alguns fatores externos, como o ator do L ter sido muito melhor em sua performance do que o de Raito (que parece tapa buraco, está em todos os filmes que eu vejo por aí. É o mesmo protagonista de Battle Royalle, inclusive) e o sucesso desse personagem que fez com que ele ganhasse um spin-off no Japão só dele. Merecido, afinal para muitos o L é o verdadeiro carisma dessa série. Mas voltando: a novel provavelmente é um ótimo livro de “detetive” principalmente para quem curte a série. Vejo muitas reviews positivas dos americanos que a leram e aparentemente ela é até melhor do que a primeira.

Quanto ao lançamento em si não tenho muito a dizer. A JBC encontrou uma grande mina de ouro em Death Note e não é de hoje. Depois do lançamento da série em bancas, tivemos o re-lançamento da mesma, lançamento do volume 13, re-lançamento mais uma vez, lançamento de box com todos os volumes, a recente novel Another Note e agora L, Changes the World. Pra completar só falta o artbook da série, o Blanc et noir, que me deixaria muito feliz, inclusive. Falando em arte, espero que a JBC mantenha a capa e contra-capa da edição igual a original, já que ambas são lindas (e diferentes, como podem ver na capa mais acima e na contra-capa ao lado). Outra curiosidade é que esse livro foi publicado lá fora com a mesma tipografia do Death Note “original”, ou seja, aquelas letras de shinigamis (não que eu faça questão que isso aconteça aqui).

Tirando esse fato, fico feliz pela publicação dessas novels no Brasil, mesmo se tratando de séries “consagradas”. Pra quem não se lembra, a JBC também já publicou por aqui as histórias de Samurai X ao término do mangá e a NewPop lançou as duas novels da série Gravitation. Eu sinceramente gostaria de saber o retorno que tais séries recebem para a editora. Será que vale a pena investir nesse mercado e trazer títulos como Durarara ou o famigerado Suzumiya Haruhi? Só o tempo dirá.

Quanto à JBC, com isso essa novel de Death Note se junta à outros futuros lançamentos da editora já anunciados como Rosario + Vampire II (que você viu no JWave) e a nova edição de Sakura Card Captors (que conferiu AQUI mesmo), além de outras novidades que devem estar por vir. De qualquer maneira, R$29,90 em um livro assim? Tem que ver isso aí JBC… Será que essa vem pelo mesmo preço? Em qualquer hipótese, meu bolso não agradece.

por Dih

Dih

Dih

Paulistano, 28 anos, corintiano e fissurado em cultura asiática e pop. Formado em Design Gráfico na FMU. Atualmente é editor na Panini/Planet Mangá e cuida de títulos como One-Punch Man, MOB Psycho e Jojo's Bizarre Adventure.

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