Primeiras Impressões – A vida de uma garota cubo em C³

Eu sou a Fiya e você precisa me amar!

A nova temporada começou bem animadora (pelo menos aqui no blog), Fate/Zero e Hunter x Hunter tiveram excelentes reviews sobre seus primeiros episódios, a segunda temporada de Bakuman só recebeu elogios pela internet afora e acabei ficando empolgadão para fazer o meu primeiro primeiras impressões também! Eu tenho o costume de não pegar nenhuma informação sobre um anime novo, assim tenho alguma surpresa sobre o decorrer da trama e não me influencio por comentários de outras pessoas. O primeiro anime que saiu e que ninguém se programava para falar aqui era C³. Bem… melhor guardar tudo o que eu tenho pra falar pra depois…

A história

Dizem que uma ferramenta que recebe uma grande quantidade de emoções negativas e maldições acaba tomando a forma humana e podem até passar para o seu dono, causando sérios problemas. Yachi Haruaki tem um pai um pouco longe do convencional. Ele está no exterior e sempre acaba mandando coisas estranhas (em sua maioria problemáticas) para seu filho e dessa vez o garoto recebe um cubo negro, pesado, com um circulo vermelho no centro de uma das faces e que brilha com o toque. Yachi resolve deixar o cubo bizarro no porão, assim ele não causaria nenhum problema, porém durante a noite ele ouve um som de mastigar na cozinha e resolve investigar.

Na cozinha havia uma garota nua de longos cabelos azuis comendo os seus biscoitos e que o recebe com palavras estranhas, dizendo que ele era um tarado por ter brincado com o seu corpo. Rapidamente ele chega à conclusão que a garota na verdade era aquele cubo negro (como eu não sei). Após algumas explicações ele descobre que o nome da garota cubo é Fiya, e que ela é uma ferramenta amaldiçoada que foi enviada pelo seu pai para ser purificada, já que a casa foi construída no ponto que reúne poderes espirituais. Além disso o garoto é especial, portanto não teria problemas com uma possível chance de pegar a maldição da garota cubo. Fiya precisa tentar ser amiga das pessoas, para receber bons julgamentos e ter a chance de retirar todo o mal que reside nela.

Considerações Técnicas

Sim. A garota é um cubo negro… Algo extremamente diferente e que incomoda um pouco a minha mente, mas aceitaria numa boa se fosse uma ideia inserida em uma história firme e coerente e esse não é o caso em C³. A primeira impressão que esse episódio me passou é aquele velho estilo de comédia romântica escolar com pitadas de sobrenatural: o protagonista conhece uma garota diferente do comum que resolve morar em sua casa; ele deixa a garota em casa achando que ela não o seguiria para a escola; por algum motivo ela acaba entrando no colégio e possivelmente o protagonista fica no meio de um triangulo amoroso entre sua melhor amiga e a garota que mora em sua casa. Basicamente é isso que o anime vai ser. Talvez tenha aquela pitada de batalhas que o Dih descreveu no post sobre os animes da temporada com o passar do tempo, mas realmente não vou ter animo para acompanhar.

Os dois personagens principais parecem ter sido tirados de Shakugan no Shana, não só em aparência como em personalidade. O Yachi parece um clone do Yuuji. O cara recebe com tanta naturalidade tudo o que acontece que chega a incomodar. A Konoha é a velha amiga de infância que é apaixonada pelo protagonista e mesmo assim não confessa, coisa que você já viu em milhares de animes e que eu já estou começando a ficar meio irritado com esse maldito clichê. E finalmente a Fiya que é extremamente parecida com a Shana, um típico personagem tsundere, ou como eu gosto de chamar, um “Baby da Família Dinossauro”: É chato, mimado, grita e adoro bater no protagonista, mas no fundo gosta muito dele.

A segunda metade do episódio foi quase como se alguém enfiasse o dedo molhado no meu ouvido. Ficar mostrando a Fiya como aquela personagem bonitinha e inocente que não quer fazer mal mesmo fazendo besteira. Eu já não aguento mais ver esse tipo de coisa! Não é engraçado! Será que é tão difícil fazer uma personagem feminina legal em comédias românticas? Olhem a abertura, por exemplo: colocaram ela dançando e afins pra ver se você consegue se importar um pouco mais com a personagem… Mas na verdade eu só consegui pensar em pular logo o vídeo (nossa, como eu to carrancudo).

Só pelo primeiro episódio eu posso chutar mais ou menos como vai ser o final. Posso estar redondamente enganado, mas acho que vai ser mais ou menos assim: Yuuji… digo, Yachi vai ficar extremamente ligado a Fiya com o passar dos tempos e por algum motivo ela vai desaparecer ou sumir. Vão ser mostradas cenas dele sozinho pensando na vida dele sem a garota, a Konoha vai tentar ajudar o cara (ela nem tenta mais ficar com o garoto) e do nada aparece a Fiya xingando ou dizendo que está com fome. O final será com eles rindo felizes como em um desenho do He-man. Ok, talvez eu esteja errado, mas vamos concordar que a probabilidade é grande.

Opinião Geral

C³ não tem nada de diferente, exceto pelo fato da garota principal ser um cubo (Sim eu repeti isso várias vezes, é que me incomodou muito). É uma série inserida em um mar de clichês do gênero. Vai ver eu estou ficando velho e não curtindo mais esse tipo de anime, mas essa de coisas bonitinhas e personagens fofinhas tem me incomodado demais. Não recomendo de jeito nenhum. Perdi 20 minutos da minha vida e se não fosse o blog eu teria dropado após 7 minutos de tortura. Personagens que você já viu em outro lugar e com um final provavelmente óbvio, com uma temporada tão agitada você nem deve perder tempo com ele. Estou lhe fazendo um favor e deixando você com tempo para gastar com outras séries.

Eu tenho que ver e falar sobre um anime de uma garota cubo, enquanto os outros redatores veem a busca pelo Santo Graal ou a história de um Hunter a procura do pai… Injustiça isso ai! Eu devo ter algum direito em contrato pra não sofrer tortura. Ou não. (Nota do editor: ele não tem direito nenhum, só o dever de continuar escrevendo sem reclamar). Alias, eu realmente espero que a maioria conheça o Baby da Família Dinossauro ou vou me sentir muito velho.

por Luk

Luk

Luk

Eu juro que gosto de animes, apesar de todo o meu haterismo.

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