Primeiras Impressões – Kimi to Boku, o anime sobre o nada.

Porque ficar observando as cerejeiras também pode ser divertido… ou não.

Mais um Primeiras Impressões aqui no ChuNan, a vítima dessa vez é Kimi to Boku, baseado num mangá homônimo de 10 volumes ainda em publicação pela Square Enix. Antes de começar a assistir, achei que esse anime seria um drama ao estilo Ano Hana ou Hourou Musuko, não sei o porquê de eu ter achado isso. Mas, por esse primeiro episódio, parece que me enganei. Vamos conhecer a história – ou falta dela – agora.

A história

Bom, Kimi to Boku conta sobre um grupo de amigos. Fim. Ok, sério, vamos desenvolver um pouco mais isso daí, eu consigo. Kimi to Boku conta a história de Kaname Tsukahara, o gênio forte do grupo que é apaixonado pela sua professora do primário; Shun Matsuoka, o cavaleiro de andrô- digo, o personagem calmo e sorridente que provavelmente vai servir para acalmar os ânimos dos demais; e os gêmeos inexpressivos Yuuta Asaba e Yuuki Asaba, que são os típicos personagens que fazem graça parecendo estar sérios (sim, quase ao estilo Mai Minakami mas menos nonsense).

Esse primeiro episódio consistiu basicamente nos personagens conversando, lembrando sobre o passado, quando então de repente eles decidem que o Yuuki deve entrar para algum clube escolar. Mas mesmo depois de várias tentativas, onde ele se mostrou ser ótimo nos esportes (esse clichê, até quando?), ele ainda não tinha interesse de entrar em nenhum dos clubes, até que finalmente Yuuki decide por um:  o Clube Familiar (nota: eu não sei japonês, a legenda estava assim, mas me pareceu algo meio otaku, havia posters de anime e figures no local). Kaname por algum motivo não gostou da decisão do amigo, o porquê vamos saber no próximo episódio, pois o primeiro foi só isso mesmo.

Considerações gerais

Visualmente falando, Kimi to Boku não apresenta nada de muito extraordinário, é mediano. Tirando, como o Dih havia comentado no twitter,  os personagens que parecem quase todos vesgos, os cenários são simples e o design dos personagens também. Não parece ter havido uma preocupação muito grande nesse quesito. A trilha sonora pelo menos é muito bonita e bastante agradável, composta pelo grupo Elements Garden, que já trabalhou com grandes artistas como Haruka Shimotsuki, Nana Mizuki e savage genius.

Sobre a história, Kimi to Boku não parece ter a pretensão de criar uma grande trama, mas apenas mostrar o dia a dia desse grupo de amigos, com pequenas doses de humor. Não sei se nos próximos episódios eles pretendem desenvolver algo mais sólido como um romance entre algum personagem, o amor platônico que o Kaname sente pela sua professora, ou até algum drama qualquer.

A sensação de assistir Kimi to Boku é como se você estivesse andando bem lentamente por um bosque e então decidisse sentar para observar o vento… E ficasse ali, observando o vento.  Sabem quando as pessoas resumem K-On como um grupo de garotas que se reúne para tomar chá? Kimi to Boku é igual, mas com um grupo de garotos e menos engraçado. Isso é algo que pode agradar algumas pessoas, mas com certeza desagradará a muitos mais. Aliás, acho que esse episódio foi algum especial do caturday, pois quase metade do anime foram cenas com gatos.

Falando de modo geral, não sei dizer se esse episódio foi bom ou ruim: foi estático. Não se voltou nem muito para a comédia, apesar de ter algumas cenas que te fazem esboçar um sorriso, nem para o drama, tendo apenas o Kaname como possível personagem para isso – mas não acho que vá acontecer.

Apesar de um pouquinho desapontado com essa estréia, afinal eu esperava um anime mais ou menos assim (lento), vou continuar acompanhando para ver onde isso vai chegar.

por Trunks

Asevedo

Formado em design editorial e assistente editorial da Panini Mangás. Leio mangás e história em quadrinhos de diversos países. Assisto animes de forma esporádica. Sempre estou no Twitter.

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