Primeiras Impressões – Porque você deve assistir Guilty Crown

Ensinando como superar um grande hype em apenas um episódio.

Essa última temporada ficou marcada pela expectativa gigantesca em relação à alguns animes, tanto que aqui e no Twitter comentávamos que essa seria a melhor temporada do ano! Após duas semanas já deixamos de lado uma grande quantidade de séries e ficamos assistindo pelo menos três ou dois animes (tirando continuações) e pelo menos pra mim isso foi uma grande decepção.

Uma das últimas estreias hypadas foi de Guilty Crown. O comentário sobre a série era tanto que só fui ver o episódio hoje, tamanha minha falta de vontade depois de tanta decepção… Começando então meu terceiro e último primeiras impressões do ano, já que não aguento mais falar sobre essa temporada e nem tenho mais motivação. Mas você descobrirá que esse anime merece.

A História

Em 2029 uma pandemia do Vírus Apocalíptico devastou o Japão, que acabou precisando da ajuda de outros países para conseguir se manter. Essa situação continua até os dias atuais, onde praticamente o Japão virou uma nação “quase-independente” que não possui fundação para sustentar sua população. A ONU participa ao lado do povo em seu dia a dia, dizendo que estavam ali apenas para proteger as pessoas que são importantes para a população.

Ouma Shu é o nosso protagonista da série. É um garoto muito fechado, que não consegue se relacionar bem com os outros apesar de tentar se esforçar. Um dia, voltando do colégio ele encontra uma garota ferida em um prédio abandonado onde ele costumava ficar criando “pinturas digitais”. Ele a reconhece rapidamente como Inori Yuzuriha, a vocalista de uma das suas bandas preferidas e que por algum motivo está fugindo do exército, dizendo que precisava entregar algo para alguém chamado Gai. É nesse momento que a vida de Shu dá uma virada incrível e que perceberá que tudo que está acontecendo de alguma maneira está relacionado ao seu passado.

Considerações Técnicas

Acho que uma das coisas que vocês deveriam ver com atenção especial são os primeiros 4 minutos do primeiro episódio. Você vai se deparar com uma bela introdução a todo o universo que vamos ver no anime graças à um ponto importantíssimo na minha opinião: a maravilhosa trilha sonora, ponto alto da série. A música cantada pela protagonista Inori logo no começo tem uma frase que diz: “Por que as pessoas brigam e machucam umas as outras?” enquanto uma cena que te prende atentamente à tela ocorre ao fundo, materializando toda a sensação que a música tenta passar. A trilha sonora que toca no decorrer do episódio marca bem o clima das cenas e se mescla de um modo incrível. A cena no final do episódio, por exemplo, foi muito bem dirigida mostrando uma música sendo tocada acompanhada com toda a “magia” do momento até a explosão de um dos mechas. Fantástico!

A animação e a arte foram os quesitos que me convenceram a ver o episódio desde que eu vi o trailer e as imagens no post do Dih da temporada. Felizmente não me decepcionou nem um pouco. Os personagens são muito bonitos, e gostei bastante do visual da Inori e de uma amiga do Shu. A animação nas batalhas está bem fluída e o 3D dos Mechas não incomodam tanto quanto o Deus de Mirai Nikki. No decorrer do episódio a animação não compromete, mas também não é nada de outro mundo com tomadas de zoom e rotações de câmera. Como já disse, o destaque ficou para as cenas mais “agitadas”, lembrando muito o clima de Persona que tem a mesma “frequência”.

A história parece que vai ficar interessante… Eu particularmente gosto demais desse tipo de enredo que tem a “ousadia” de dar uma mudança no mundo. O fim do episódio faz com que você queira saber o que raios está acontecendo e pra ajudar nesse clima eles não colocaram preview! Odeio isso demais! Só tenho medo da história se perder e virar um final galhofada ou um shounen genérico, já que ela pode ir para caminhos muito mais interessantes. Engraçado que esse episódio me lembrou um pouco o inicio de Code Geass, mas prefiro não fazer tal comparação agora.

Sobre os personagens, ainda não foi tempo suficiente para dizer se eu gostei ou não. Shu parece o bom e velho protagonista de shounen que não possui motivação no dia a dia, até que encontra algo que o faz seguir em frente e descobrir o que ele é destinado a fazer. Iori sim foi uma surpresa: no primeiro minuto que vi achei que a garota seria apenas para fanservice e não foi tanto (não quer dizer que não houve, apenas que tiveram poucas cenas), a personagem é forte e até diria que interessante. Gai é o líder da resistência, então basicamente não muda nada de muitos outros que eu vi por ai. É o cara forte, destemido, que todos obedecem e que provavelmente as garotas querem ficar junto.

Comentários Gerais

Guilty Crown foi a melhor estréia da temporada e talvez do ano para mim! Com uma história que te prende facilmente, com personagens interessantes, visuais e sons incríveis e que te seguram rapidamente. Recomendado a todos! Acho que todos deveriam ver pelo menos esse primeiro episódio. Vale lembrar que essas postagens de Primeiras Impressões não tem o intuito de dizer o que é bom ou não. É apenas a opinião de uma pessoa que assiste animes como vocês e que quer tentar passar um pouco da sensação que sentiu ao assistir. A sua, de seu amigo ou de qualquer outra pessoa pode ser totalmente diferente.

A temporada ao todo para mim fica apenas com Hunter x Hunter, Persona 4, Mirai Nikki (Não vi algo tão ruim como vi dizendo por ai..) e Guilty Crown. De qualquer maneira estou ficando cada vez mais chateado com a adaptação do Hunter x Hunter e continuo vendo apenas por ser fã do mangá. Desses quatro o único que realmente vejo chance de ser muito acima da média é Guilty Crown e o único que pode dar muita dor de cabeça é justamente Guilty Crown. Looping infinito. Vamos torcer para que dê tudo certo e que com o passar do tempo a qualidade apenas aumente ou pelo menos continue no nível atual. Um candidato para melhor da temporada nós já temos.

Recomendo que vocês visitem os nossos parceiros que também comentaram sobre esse mesmo anime:

Gyabbo!

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Anikenkai

por Luk.

Luk

Luk

Eu juro que gosto de animes, apesar de todo o meu haterismo.

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