Primeiras impressões – Brave 10

A lenda dos dez guerreiros de Sanada Yukimura

Brave 10 é baseado na obra homônima de autoria de Kairi Shimotsuki, publicada no Brasil pela editora Panini, e que foi concluída com 8 volumes em 2011, embora sua continuação direta, intitulada de Brave 10 S esteja sendo escrita atualmente. A autora é conhecida por ter desenhado a adaptação do jogo Sengoku Basara, o qual também ganhou versão animada. A grande diferença é que, enquanto este último também conte com personagens que existiram realmente, o desenrolar da história é quase que totalmente fictício, enquanto em Brave 10 as motivações históricas e o envolvimento da maioria dos personagens é baseado na história real.

A história

A história se passa no período Sengoku, um ano após a batalha de Sekigahara, e o anime começa com o templo de Izumo sendo atacado por ninjas a mando de Tokugawa Ieyasu, onde o monge Kannushi se sacrifica para salvar a sacerdotisa Isanami, mandando-a procurar Sanada Yukimura para pedir ajuda.

Em quanto fugia de seus perseguidores, a sacerdotisa esbarra com o ninja Saizou, que aceita ajuda-a em troca de uma refeição. Ao descobrir para onde a garota quer ir quer ir, o ninja se recusa a acompanha-la, entretanto, neste exato momento, são atacados por Sasuke Sarutobi, mas a sacerdotisa interrompe a luta, exigindo ver Yukimura.

Chegando ao castelo deste, a garota ouve sua recusa em ajuda-la, por considerar que está apenas buscando vingança, mas os deixa pernoitar em seu castelo. Porém, no meio da noite Saizou vai embora, e Isanami vai atrás dele. Nesse percurso são atacados novamente por ninjas enviados por Tokugawa, e Sanada aparece, revelando que só havia agido daquele modo para saber quem estava atrás da sacerdotisa, afirmando que a garota era o motivo do ataque ao templo de Izumo, pois continuavam perseguindo-na e o monge Kannushi havia dado a vida para protege-la, embora não soubesse o motivo disso.

Ao retornarem ao castelo, Yukimura revela que quer reunir dez guerreiros, o mesmo número de dedos que possui, e que possam se equiparar à sua capacidade, para quem possa proteger as pessoas de Tokugawa Ieyasu. No decorrer dos episódios seguintes são mostrados os guerreiros que se unirão a Sanada.

Considerações Técnicas

Com relação a animação, Brave 10 não deixa nada a desejar, tendo cenários cheios de cores, com aquela climatização do período dos samurais, que particularmente gosto muito. Destaque para as roupas dos personagens, que variam desde trajes sensuais nas garotas, passando por trajes típicos de ninjas, pelo modo despojado de se vestir de outros, para terminar no modo afeminado de alguns outros.

Sobre as músicas, particularmente não virei fã de nenhuma. Embora acredite que após ouvir doze vezes a abertura eu vá acabar gostando mais, mas o tipo de música do encerramento não é do meu agrado (estou preparado para possíveis apedrejamentos >.<). Vale ressaltar que tanto uma quanto a outra mostram os personagens que virão a ser os dez guerreiros de Yukimura, o que não deixa de ser um atrativo para ambas.

Comentários Gerais

Eu esperava mais de Brave 10. Como disse anteriormente, gosto de animes do gênero, por isso tinha uma alta expectativa com relação a esse anime, mas o desenrolar da história é meio lento, chegando ao seu ápice perto do final de cada episódio. De certo modo, é entendível o porque de ter essa continuidade, principalmente no primeiro episódio, quando se está sendo armado o pano de fundo para a ideia de Sanada reunir seus dez guerreiros, mas, até chegar nesse ponto, não posso deixar de dizer que achei a história maçante, e que quase cochilei vendo.

De qualquer maneira, ainda acredito no potencial de Brave 10, pois a ideia de reunir vários guerreiros, todos de forte personalidade, tende a tornar a história sangrenta e engraçada ao mesmo tempo. Como não acompanho o mangá, ainda tenho esperanças no desenrolar da história. Espero que os 12 episódios programados para a série sejam o suficiente para que consiga transmitir tudo o que pode.

por César

Asevedo

Formado em design editorial e assistente editorial da Panini Mangás. Leio mangás e história em quadrinhos de diversos países. Assisto animes de forma esporádica. Sempre estou no Twitter.

Related Post