Comentando Black Rock Shooter #03

Terceiro episódio de BRS, onde a screen acima consegue dizer literalmente o que eu estou achando dessa série.

Lembram-se que no segundo episódio eu havia comentado que a série tinha até melhorado um pouco? Que a execução dele até havia sido melhor que o primeiro? Pois bem… ESQUEÇAM TUDO! Esse terceiro episódio me serviu para enterrar o anime! Muito fraco em todos os sentidos! A parte técnica piora mais a cada episódio, as personagens estão cada vez mais se tornando irritantes e mal construídas e a maldita choradeira não para! Alguns de vocês podem achar que eu estou forçando demais as coisas, mas acho que na verdade só estou sendo sincero comigo e com vocês mesmo, mais ou menos o que a Roberta faz nas análises semanais dela de Another lá no Elfen Lied Brasil.

O episódio foi tão ruim que a minha vontade de comentar aqui hoje era nula – tava praticamente com a cara dessa cena aí de cima, do garoto que recebeu a declaração da Arata no episódio. Mesmo assim, assumi um compromisso e pretendo continuar com ele até o final da série para vocês. De qualquer maneira, se quiserem dar ideias para comentários de séries ainda em andamento, só postarem ali nos comentários que eu faço ao lado de BRS. Até que estou conseguindo acompanhar bem essa temporada. Enfim, chega de papo e vamos ao tormentoso episódio 3 desse anime que não merecia estar aqui.

Nota: Essa seção possuirá spoiler dos episódios. Leiam daqui por diante por conta e risco.

Black Rock Shooter #3  – Não consigo mais segurar as lágrimas

Isso não faz mais sentido algum, só estou esfregando na cara quem é a Black Gold!

A frase acima deve ter sido a pensada pelo diretor nesse episódio, é só o que consigo imaginar. E o título do episódio também é desnecessário, afinal todas as personagens aqui choram por tudo! “Nossa colega está com problemas? Vamos chorar”. Até os climax dos episódios são retratados debaixo de lágrimas – o que já está me irritando a tempos nesse anime e digo desde o primeiro episódio.

Mas foram muitas coisas sem sentido algum nesse episódio 3 que provavelmente teremos que listá-las nas ordens de aparição. Primeiramente, a Yomi (Takahashi) mal conseguiu sua “liberdade” com a Kagari (que nesse episódio simplesmente sumiu) e agora já se acha no direito de sentir ciúmes da Mato? Tudo bem, nós já entendemos a intenção de demonstrar todo o amor entre as duas garotas e sua paixão que já passa da amizade (e não venham me falar que isso não é obviamente jogado na cara do telespectador, basta ver as atitudes da menina ao falar sobre namoro e coisa assim), mas isso foi o cúmulo.

Depois temos a volta daquela maldita história de passarinhos. Isso já está me fazendo pegar raiva dos pobre coitados bichinhos. Estão tentando envolver isso na história do mundo da Black? Fazer uma metáfora com o anime em si? Seja lá qual for a alternativa, também está falhando miseravelmente. Por mais que digam, não tem relação de uma coisa para a outra e fim.

Aliás, o mundo da Black Rock Shooter nesse episódio teve muito menos destaque do que nos outros. E mais uma vez, nada de cenas empolgantes, batalhas ou nada assim. Só um grupo de pênis gigantes almas buscando uma espécie de redenção e sendo acolhidas pela nossa vilã Black Gold. Vilã essa que até aqui está sendo extremamente mal utilizada em minha opinião. Ela está simplesmente sendo jogada na cara dos espectadores e dizendo “Olha, eu sou má, mas não pareço. Duvido que você saiba quem eu sou! hehehe”.

Como eu estava dizendo lá no fórum do Subete, a série aparenta ser feita somente para aqueles que já conhecem a franquia antes de ser adaptada. As pontas soltas estão mais ou menos naquela de “Vocês já sabem que é quem, não temos que explicar nada” e isso está fazendo o anime ter uma péssima execução de roteiro e de composição. Talvez alguns fãs não estejam vendo esse lado, mas eu já percebi que muitos conseguiram tirar a mesma conclusão que eu. Tudo é muito plástico e falso aqui, desde as emoções dos personagens até a forma como tentam chocar quem está assistindo.

Aliás, tenho que fazer uma pausa para dizer: É verdade que no Japão dão espadas de madeiras de presente para os garotos??? Cara, isso é muito legal se for verdade, porque olha…

Enfim, como eu disse ali no começo, se alguém tinha dúvidas de quem era a Black Gold no mundo real, acho que depois desse terceiro episódio não há como esconder mais nada, não é? A psicóloga, conselheira ou seja lá como queiram chamar, está fazendo a bagunça na cabeça de todo mundo e fazendo com as garotinhas fiquem com suas consciências pesadas e tudo mais – olha o mal exemplo pro mundo real. Aliás, isso novamente me faz voltar para a ideia de que de fato os dois mundos possuem uma relação a mais do que apenas “metáforas”. A não ser que a mulher tenha um motivo muito bom pra estar acabando com a vida da Muto e das amigas dela, nada disso faz sentido nenhum que não o “capiroto” (como diz a minha amiga Marianna) agindo na cabeça dela! Isso não é de Deus!

Agora vamos para o climax do episódio. Logo no começo do capítulo, Arata decidiu se confessar para seu interesse amoroso – provavelmente incentivada pela própria professora, explicando todos os encontros entre as duas nos episódios anteriores. Acontece que o garoto não aceita seu pedido e seus amiguinhos fazem uma “molecagem” de pendurar os bilhetinhos da menina no mural do colégio pra todo mundo dar risada. E é claro que a menina não chora, ela tenta passar uma imagem de forte, bem como ela faz durante toda a série. Mas não se preocupem, o diretor se encarregou de colocar as amigas Yuu e Mato chorando pra fazerem você se comover – e a Yomi com ciúmes, pra não perder muito o costume. Tá tudo bem agora.

Mas então temos um enorme plot twist. Ou não. (Eu acho que estou tentando forçar a mim algo realmente interessante aqui). Saya, a psicóloga mostra sua verdadeira identidade, fazendo de tudo para que Arata chore e se sinta perturbada com a situação que passou. Ela parece realmente feliz com isso, parece querer “cultivar” a tristeza no coração das garotas, mais ou menos o que acontece no outro mundo com a Black Gold tentando tomar posse das almas abandonadas (também conhecidas como pênis gigantes). Detalhe para a péssima direção visual desse episódio, onde a transição de “claro” para “escuro” é totalmente rústica, feia e falha! Isso me incomodou! A muito tempo não via uma transição tão ruim assim para representar uma passagem de “sentimentalismo”.

Aqui fica a dúvida se ela realmente conhece o outro mundo e faz tudo “contra” Mato – ter chamado a Yomi para tomar café amargo (?) por exemplo – porque percebe que a Black Rock Shooter é uma ameaça para seus planos. É o que faz um pouco de sentido, embora por enquanto não passem de teorias. Ao que parece, sua próxima vítima é uma presa fácil, a própria Yomi. Isso ajudaria a explicar o porque dela ter comentado do poder dos “sonhos” no episódio 2 em relação a Kagari. Ela parece se divertir com sua “rival” Mato e chamá-la indiretamente para um “jogo”.

Aliás, também dá pra ficar ainda mais desconfiado com a parte final do episódio, quando Arata se sente atormentada e desmaia enquanto a Black “mata” sua alma no outro mundo, aparentemente “libertando-a”. Isso parece afetar Saya de alguma forma (e é claro que o diretor escolheria as lágrimas para representar esse momento). É como se a Black Gold perdesse uma das almas de seu “domínio”. O grande problema aqui é que essa cena não comove, é fraca, mal construída. O grito da garota não me faz sentir nem um pouco de pena e pior ainda é seu desmaio no último segundo.

Será que isso é um pedido de guerra oficializado entre Saya e Mato? Porque ao menos em relação a Rock e Gold, tudo está em mais pé de guerra que nunca. Ou então, larguemos tudo nas mãos do capiroto e parem de assistir esse anime, já que isso não é de Deus. A propósito, como havia dito no começo do post, se quiserem sugerir alguma outra série para ser comentada aqui, mesmo que já esteja pela metade, sintam-se a vontade. Enquanto isso eu fico esperando e tentando tirar leite de pedra de Black Rock Shooter, porque tá difícil. Vamos aguardar os próximos capítulos ansiosamente.

Ponto positivo: A revelação de Saya como a grande vilã da série e seu alter ego de Black Gold.

Ponto negativo: Choradeira demais em momentos desnecessários. A personalidade de Yomi desanda mais a cada episódio e o tal mundo da Black Rock Shooter faz menos sentido ainda com cada passagem.

Nota do episódio: 5 de 10.

por Dih

Dih

Dih

Paulistano, 28 anos, corintiano e fissurado em cultura asiática e pop. Formado em Design Gráfico na FMU. Atualmente é editor na Panini/Planet Mangá e cuida de títulos como One-Punch Man, MOB Psycho e Jojo's Bizarre Adventure.

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