Primeiras Impressões – Kuroko no Basket

Kuroko no Basket é outro título lançado pela Shonen Jump que ganha sua versão animada.

Kuroko é um mangá com a temática de basquete, como diz o próprio título, escrito e ilustrado por Tadatoshi Fujimaki, cujo começo foi em dezembro de 2008, e já conta com 16 volumes lançados. A série encontrou certa resistência na revista – que constantemente encontra problemas para publicar uma série de esportes que engrene – mas atualmente tem uma posição bastante estável na publicação. O único grande problema de Kuroko, é a constante comparação das pessoas com Slam Dunk (apenas pelo fato de ser basquete) o que acaba afastando alguns leitores.

Porém, posso dizer seguramente que Kuroko no Basket é o mangá que mais ansiava pela animação. Além do fato que animes de esportes, e principalmente de basquete, serem o meu gênero favorito, acompanho o mangá de Kuroko desde maio de 2009, por isso minhas expectativas acerca do anime são muito altas. 

A História

O clube de basquete do Colégio Seirin está recrutando novatos para fazerem parte de seu time, o qual no primeiro ano de existência já chegou às finais do Intercolegial. Entre os novatos, destacam-se dois: Kagami Taiga, que estudou nos Estados Unidos até o ano anterior e chegando ao Japão acredita não encontrar nenhum adversário no basquete que possa derrota-lo; e Kuroko Tetsuya. A grande surpresa se dá no fato de que ninguém percebeu quem era “esse tal de Kuroko”, e então veem que ele fazia parte da Geração dos Milagres da escola Teiko, um colégio que foi incrivelmente forte, com mais de 100 membros e três títulos consecutivos em campeonatos!

Porém, logo no dia de apresentação, Kuroko mal é percebido, e isso é significativo, pois muitas vezes nem percebiam sua presença no lugar, e Kagami não o acha digno de sua atenção. Mas, no dia seguinte, no primeiro treino do clube de basquete, aos poucos Kuroko vai aparecendo, e mostrando sua habilidade, que consiste exatamente em utilizar essa pouca percepção que os outros têm dele para fazer com que a bola chegue rápido ao seu companheiro de time, fazendo com que compreendam que ele era o “jogador fantasma” da Geração dos Milagres da Teiko. Depois disso, Kagami reconhece sua habilidade, e decide derrotar os outros jogadores da Geração dos Milagres, o que Kuroko diz ser impossível. Contudo, diz que toda luz precisa de uma sombra, e que quanto mais forte é a luz, mais forte é sua sombra, por isso seria a sombra de Kagami, e o ajudaria a ser o melhor jogador do Japão.

Considerações Técnicas

Kuroko no Basket atendeu às minhas expectativas, sendo muito fiel ao mangá em seu começo e desenrolar, dando aquela sensação legal, de querer saber o que vai acontecer no próximo episódio (que dá para ter uma pequena ideia no preview ao fim do episódio). As cenas de ação são muito bem feitas, como deveria ser em qualquer anime de esportes, e sempre é legal ouvir o quique da bola e o som da bola entrando na cesta (modo fanático por basquete ON).

Com relação a animação, achei o character design dos personagens bem parecidos com o mangá, dando até para ver bem os músculos dos jogadores (algo que não costuma acontecer muito), além das situações e caras de comédia serem realmente boas. Animação essa, que ficou bem caracterizada pela presença do ótimo estúdio Production I.G., sempre competente nesse quesito na grande maioria de suas obras. Não existe muito o que se reclamar nesse aspecto, tudo foi muito bem dirigido e as sacadas de luz e sombra – até sendo uma metáfora com os personagens – ficaram extremamente caprichadas na animação. E claro, não podemos deixar de falar que Kuroko tem uma certa fanbase fujoshi e fudanshi, que com certeza encontrarão sua dose de “aperitivo” na série.

Gostei da abertura e do encerramento, que seguem a métrica normal de animes shounen, com uma música mais agitada no início e uma um pouco mais lenta no final, mas ambas empolgantes. Apesar da sequência “genérica” em ambas, não necessariamente isso queira dizer que sejam ruins, muito pelo contrário. A abertura conseguiu ser simples, mas bem executada e transmitindo de uma forma coerente toda a sensação da história, dando até uma pitada de dicas do futuro da animação – que ainda não tem previsão de episódios para seu término. 

Outro ponto que vale destacar é a trilha sonora do anime, muito bem ajustada com a agitação do esporte e se enquadrando perfeitamente na cena da partida-treino, por exemplo. Não é algo marcante como uma Yoko Kanno, mas certamente soube ser eficiente no anime em que se propõe.

Comentários Gerais

Gostei muito de Kuroko no Basket! Estava com altas expectativas por já conhecer a história, e não me desapontou. Conhecendo o desenrolar que terá, mal posso esperar pela aparição de outros personagens de dos primeiros jogos no anime. Porém, como foi dito no começo, não assista Kuroko esperando por um Slam Dunk no nível de “seriedade” da série. Ele possui uma temática muito mais leve e fantasiosa do que a obra de Takehiko Inoue, sendo esse o grande charme e atrativo da série. É despretensiosa, engraçada e com boas e emocionantes partidas dentro do clima proposto pelo mangá.

Mesmo assim, estou apostando que Kuroko consiga preencher um pouco o vazio que me deixou o final de Slam Dunk no gênero (pois substituir não irá nunca), e até aqui vem desempenhando bem seu papel.  Só espero que o restante dos personagens sejam mais desenvolvidos como no mangá, pois este primeiro focou apenas na dupla principal, Kuroko e Kagami, e tem alguns outros muito interessantes também. Vamos acompanhar o desenrolar dessa história daqui por diante e torcer por um bom resultado ao final.

por César

Asevedo

Formado em design editorial e assistente editorial da Panini Mangás. Leio mangás e história em quadrinhos de diversos países. Assisto animes de forma esporádica. Sempre estou no Twitter.

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