Detalhes de Mirai Nikki – O Diário do Futuro da editora JBC

mirainikkiheaderYuno me salva!

Ok, antes de mais nada, essa postagem não é um hate contra a editora JBC. Muito pelo contrário. Acredito que reclamar é um direito de todos, mas a abordagem é o grande diferencial quanto a isso. Saiba como fazer a sua reclamação. Ou simplesmente escolha a opção que eu tomarei: não compre. Ficar chateado ou irritado é direito de todos, ninguém vai tirar. Mas vamos controlar a fadiga.

Enfim, antes de mais nada, a editora JBC divulgou a capa de Mirai Nikki, que por aqui se chamará Diário do Futuro (mas que não tá no contrato que vocês não devem mais chamá-lo de Mirai Nikki). Confira abaixo a arte que ficou muito bonita e semelhante com a original. A escolha pela simplicidade foi correta. A única coisa estranha é o logotipo que o “do” ficou sobreposto na letra “R” e a coisa ficou parecendo “Diábio do Futuro”. Mas nada que uma lógica visual não resolva.

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Bem, como já era esperado, Mirai Nikki chega nas bancas agora no final de Janeiro, com periodicidade mensal, papel padrão de outros mangás da editora (como Fairy Tail), as 4 páginas coloridas como no original e impressão no frente e verso da capa. O tamanho é o mesmo de Bakuman, Nura e outros, com cerca de 200 páginas. E sobre o preço… Ok, pausa dramática para anunciar o preço…

Mirai Nikki custará R$13,90. Isso mesmo, não são os R$11,90 de Nurarihyon no Mago e nem os R$12,90 de Freezing. Muito menos os R$14,90 de Sakura ou os R$10,90 de Soul Eater. O valor será o mesmo R$13,90 que pagamos em Rurouni Kenshin em qualidade offset e sem páginas coloridas. Antes de continuarmos, vamos para a reação de 80% das pessoas ao lerem o preço no anúncio da editora:

yuukiAgora sim. Antes de mais nada não estou aqui para passar as mãos na cabeça da JBC pelo preço, que é sim caro e eu mesmo expressei tal pensamento em minhas contas pessoais. Mas também não vim para tacar pedras na editora que vem melhorando gradativamente no acabamento e no tratamento de seus títulos e que seria besteira não admitir. Então vamos aos fatos: Mirai Nikki contará com menos 4 páginas coloridas do que Freezing, a mesma contra capa ilustrada como em Soul Eater e sem o papel offset de Rurouni Kenshin. Tomando base todos esses títulos o valor é obviamente mais caro. Afinal, qual seria o fator para Mirai Nikki custar mais caro?

Antes de mais nada é preciso lembrar que a série é consideravelmente recente e teve um sucesso também razoável. Isso provavelmente conta muito na licença do título, que sem sombra de dúvidas é imensuravelmente mais caro do que um Freezing. Só o contrato por si já é o suficiente para encarecer um produto. Agora tomando por base Sakura ou Rurouni Kenshin, lembrem-se que a editora já possuía o material desses mangás desde sua primeira edição, portanto o custo é menor (para quem não sabe, uma editora na maioria dos casos paga um valor diferente para a aquisição da licença e outro para adquirir o material para trabalho, seja ele impresso ou digital). Logo, Mirai Nikki com certeza apresenta um custo muito maior para a editora, o que acabou fazendo com que a mesma cobrasse se visse na obrigação de cobrar mais caro pelo material final.

miraimesadaO único caso, de fato, que ainda causa algumas confusões são relativos ao ajuste de preços da JBC no ano passado. De início parecia que todos os títulos teriam um valor padrão a partir da coletiva realizada no ano passado, mas a história parece que não é bem assim. Páginas coloridas e impressões internas vão variar de um mangá para o outro, como já comprovamos em Soul Eater, RG Veda, Freezing e outros. Mirai Nikki deve entrar nessa (assim como Another não deverá ser diferente).

Vejo muitas pessoas comparando o trabalho da JBC com o da Panini, mas vamos colocar em cheque aqui o pequeno detalhe que a Panini é uma empresa multinacional que apenas “brinca” de publicar mangás. Ela engole todas as editoras se ela quiser, mas ela não tem interesse (ao menos por enquanto). Basta ver que os títulos mais caros e conhecidos (leia Shounen Jump) estão em sua maioria com a editora italiana, que comanda o mercado da Itália também, além de se desdobrar por outros países da Europa. É injusto e ilógico comparar a JBC com a Panini. O capital é outro e a realidade também. Por esse motivo a Panini consegue cobrar um valor menor e ter uma quantidade maior de títulos em banca. Naruto, One Piece e Bleach, por si só, devem cobrir muitos títulos de baixa vendagem da editora, por exemplo.

emprestomangaEnfim, como disse antes, não vou dizer que o valor do mangá não saiu “salgado” para o consumidor. Não sei como a JBC poderia rever isso ou nem ao menos SE poderia rever isso, mas o fato é que ele assusta de início e não dá pra negar. Nem todos os compradores são colecionadores e às vezes esse valor pode afastar um comprador ocasional. A solução é reclamar? Talvez. Tenho certeza que a JBC não vai se incomodar em receber críticas quanto a isso porque com certeza deve acontecer a todo instante (eu mesmo reclamo sempre do valor abusivo do meio tanko de Negima). Apenas saiba como criticar. Você está no seu direito como consumidor, assim como o colecionador de DVDs, o assinante de TV a cabo, o torcedor do time de futebol.

Outra ótima opção é seguir o meu exemplo: não comprar. Se o mangá foge do seu orçamento, apenas não compre compulsivamente. Compre em eventos com descontos ou que seja. Um título novo no Brasil não significa literalmente que você deve adquiri-lo, pense nisso. De resto, a JBC aposta em um mangá de nome e que deve vender bem apesar das reclamações. Vamos esperar o mangá ter seu lançamento e veremos a qualidade do mesmo. Se a editora quiser ceder algum para nós analisarmos, não nos incomodaremos, que fique claro.

cadeporraE você? Qual sua opinião? Vai comprar Mirai Nikki? Acha que o choro é livre? Só a Yuno salva? O Diário do Futuro – em Janeiro, nas bancas.

Dih

Dih

Paulistano, 28 anos, corintiano e fissurado em cultura asiática e pop. Formado em Design Gráfico na FMU. Atualmente é editor na Panini/Planet Mangá e cuida de títulos como One-Punch Man, MOB Psycho e Jojo's Bizarre Adventure.

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