Review – Jogo do Rei, de Hitori Renda e Nobuaki Kanazawa (Volume 1)

ousama game headerO mestre mandou… Você obedecerá?

Em 2013 a editora JBC apostou em um gênero até então “adormecido” entre os mangás no Brasil. O chamado “survival” em que um grupo de pessoas luta para literalmente sobreviverem a algo, acabou se tornando um queridinho entre o público. Provavelmente porque mangás desse tipo conseguem atrair pessoas de todas as idades. Jovens buscando um tema mais maduro, jovens em busca de uma história com um pouco mais de “suspense”, adultos querendo conhecer obras pequenas ou mesmo curiosos que gostam de thrillers psicológicos. Vimos isso em mangás como Diário do Futuro, Another, O Senhor dos Espinhos ou mesmo em materiais mais antigos como Battle Royale.

Eis então que surge em nossas bancas o mangá Ousama Game, ganhando no Brasil a tradução para Jogo do Rei, nome chamativo para o público casual e que com certeza atiça a curiosidade da pessoa ao vê-lo na banca de jornal – isso somado aos tons “misteriosos” das capas das edições. Com um tema que lembra muito a antiga brincadeira infantil de “Seu mestre mandou…”, o Jogo do Rei aposta novamente em um grupo de jovens envolvidos em um mistério que precisa ser resolvido para que o mais importante possa ser preservado: suas vidas.

Porém o que o mangá tem de diferente e o que poderia fazer alguém que já leu tantos mangás desse gênero no ano se interessar pela obra? É isso que você descobre, ou não, nos próximos parágrafos dessa resenha. Seu mestre mandou a leitura continuar…

JogoDoRei112A História

Nobuaki Kanazawa é um garoto estudante como qualquer outro. Tem amigos de vários tipos em sua sala, o 1º B, inclusive sua namorada Chiemi Honda. Tudo parece estar normal em sua vida até que uma mensagem em seu celular pode mudar tudo. Um dia todos os alunos da sala recebem um SMS dizendo para que eles façam um “desafio”. No começo tudo parecia uma grande brincadeira e os estudantes acabaram topando pela diversão, mesmo que em alguns casos repugnantes. Porém quando o jogo começa a passar dos limites, decidem parar com aquela situação incomoda e esquecer tudo que aconteceu. Mas um inconveniente não parece deixar que eles tomem essa decisão…

Os jovens começam a ser obrigados a seguir as ordens de alguém que se intitula o “Rei” ou do caso contrário pagarão as consequências com suas próprias vidas. Para isso são colocados em situações constrangedoras com seus amigos sendo obrigados a participarem de atos que expõe seu íntimo ou mesmo sua vida sexual. O medo toma conta dos estudantes que são colocados a prova em um mistério: quem está por trás de tudo isso? Como parar? O Jogo do Rei está prestes a começar e as mais estranhas ordens serão punidas com os mais severos castigos.

JogoDoRei9Considerações Técnicas

Jogo do Rei (Ousama Game / 王様ゲーム) é um mangá de 5 volumes lançado na revista Manga Action da editora Futabasha (a mesma do mangá Old Boy) e que teve seu lançamento no ano de 2010. A série é uma adaptação de uma famosa novel para aparelhos celulares (uma moda muito comum no Japão) que já ganhou inclusive adaptações em live action em seu país de origem. O roteiro segue com o autor original, Kanazawa Nobuaki, e a arte de Renda Hitori – que posteriormente se mudaria para a editora Shueisha onde ilustra uma série na revista Jump Kai.

Falar de Jogo do Rei sem mencionar o traço do mangá como primeiro ponto chega a ser impossível. Provavelmente será a sua primeira identificação com a série. Isso porque o traço de Renda Hitori é 90% idêntico ao de Takeshi Obata (Death Note, Hikaru no Go, Bakuman). Em diversos momentos da história você se pega imaginando na leitura de uma página de Bakuman tamanha a semelhança com o prestigiado autor. Personagens como Miho, Takagi e outros do mangá da Jump parecem ter sido transportados para a obra, isso sem falar no enquadramento das cenas que lembra muito a disposição da outra. A semelhança é tanta que existem diversos boatos pela internet sobre a identidade do mangaká. O primeiro (e mais absurdo) é que ele seria o próprio Takeshi Obata com um pseudônimo, algo que não seria a primeira vez que ele faz na carreira. O segundo é que Hitori é na verdade um ex-assistente de Obata e acabou adquirindo a semelhança do traço de seu mentor, algo muito mais comum e aceitável. Obviamente isso não seria um motivo para largar de mão o mangá, mas você de fato tem um baque forte com a semelhança (principalmente se você compra o mangá pela imagem de destaque e espera traços semelhantes ao da capa).

JogoDoRei4Mas deixando o traço de lado por um momento, vamos para o que interessa: a história. O Jogo do Rei nem de longe apresenta uma grande profundidade psicológica ou suspenses mirabolantes em sua trama. A ideia base chega até a ser simples: explorar os medos e as aventuras da adolescência dos jovens (que no caso tem uma ambientação japonesa mas sem a dose de conservadorismo que conhecemos da sociedade nipônica). Sexo, beijos ou fofocas entre os amigos são utilizados como elementos chave para a evolução do tema no primeiro volume do mangá. O que você faria se tivesse que ter relações sexuais para se salvar? E beijar alguém que não gosta? A partir do momento que os personagens descobrem que o jogo é “real” e que eles precisam obedecer ordens desse tipo a história começa a girar em cima das decisões desses garotos e de suas amizades.

Até aí, tudo bem. O ponto é que o primeiro volume basicamente se resume a isso: medos adolescentes. Quando as mortes começam a acontecer, em especial a da jovem que se suicida sem necessidade, você espera que o mangá mude o foco para uma trama que comece a se desenvolver. Porém isso não acontece. O primeiro volume continua e acaba em clímax com o mesmo ponto em comum: sexo. Em algum momento da leitura você acaba até encarando isso como um “fanservice” para o leitor e localiza um público alvo para tal história. Diferente de outros mangás desse gênero que tivemos por aqui (o próprio O Senhor dos Espinhos, por exemplo), Jogo do Rei apresenta um tema muito mais convidativo para jovens que buscam se divertir em algo “diferente”. Para uma pessoa que procura uma profundidade maior ou algo que se desenvolva com mais afinco, o mangá acaba se tornando bobo e até mesmo repetitivo em seu primeiro volume. Para uma obra de apenas 5 volumes você acaba criando uma certa expectativa de um ritmo maior, de uma evolução natural do autor, o que não ocorre.

JogoDoRei10Apesar de ser publicado em uma revista seinen (para um público mais adulto) ao se deparar com Jogo do Rei e olhando de um ponto de vista mais “maduro” a impressão que temos é de um mangá “passável”. Porém dentro de uma situação do público a obra tem seu valor. Realçar as escolhas e decisões que são feitas nessa fase da juventude e como encarar temas sexuais e de relacionamentos é uma forma de atrair a leitura e prender para a continuidade da história. E é isso que o mangá se propõe nesse primeiro momento: relacionamentos, a idade escolar e um toque de suspense e terror – que aqui vale destacar a boa capacidade do autor em deixar as cenas mais “fortes” com traços muito eficientes e convidativos. A ideia de utilizar um game e um aparelho muito comum e presente na vida dos jovens também é um ponto interessante para a obra, afinal você a situa em um tempo em que os leitores podem se identificar até certo ponto.

JogoDoRei2Comentários Finais

Como dito no começo do texto obras com um gênero que valorize a sobrevivência e que traga a tona emoções e conflitos psicológicos e físicos estão em alta no mundo todo. Não apenas nos mangás, mas no mundo literária com obras como Jogos Vorazes, Divergente e outros. O perigo, a ação, e a forma como o tema é apresentado para o público acaba sendo um fidelizador para as editoras que trabalham com esse tipo de material. No caso de Jogo do Rei temos no entanto uma característica própria. O mangá estabelece um tema que passa longe de ser uma unanimidade e que deixa de abocanhar um público maior para se dedicar a um foco: adolescentes. Se para mim ou para alguns outros leitores a história é fraca e repetitiva (além de certas reações clichês e forçadas em alguns personagens), para alguns o tema em questão pode ser muito interessante e contextualizado. Julgar entre bom ou ruim é subjetivo de quem está lendo o mangá em questão.

JogoDoRei3Jogo do Rei conta com uma adaptação da editora JBC que não compromete a fluidez da leitura, um traço caprichado apesar dos pontos ditos acima, e com uma trama que deve parecer “mais do mesmo” para alguns e que deve apreender muito mais a “molecada”. Sem um roteiro muito elaborado e apelando para um pouco de fanservice visual nas cenas de horror, o mangá pode ser uma pedida interessante se você possui entre 15 e 20 anos. Para os que leram o primeiro volume e buscam uma experiência mais “forte” como Battle Royale, recomendo que busque outros mangás do gênero, que é realmente amplo.

Ficha Técnica

Jogo do Rei 01 Capa.indd

Título: Jogo do Rei (Ousama Game / 王様ゲーム)
Autores: Nobuaki Kanazawa (História) e Hitori Renda (Arte)
Editora: JBC
Total de Volumes: 5
Valor: R$11,90
ISBN: 978-85-7787-774-4

Pontos Positivos

  • Traço convidativo e bom enquadramento;
  • História simples, ideal para quem busca algo sem muito comprometimento e mais para a diversão;
  • Você acaba ficando curioso para descobrir quem é a pessoa por trás das mensagens de celular.

Pontos Negativos

  • Repetitivo em certo ponto. O tema não evolui como se espera para uma história de poucos volumes;
  • A grande semelhança com o traço de um autor consagrado pode ser um inconveniente para alguns;
  • Personagens clichês e reações forçadas não ajudam o desenvolvimento.

Nota Volume 1: ★★★✩✩

Dih

Dih

Paulistano, 27 anos, corintiano e fissurado em cultura asiática e pop. Formado em Design Gráfico na FMU. Hoje é editor assistente da Panini Mangás e colecionador compulsivo de quadrinhos em geral.

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  • kelvlin

    Juro que a primeira vez que vi imagens de um capitulo, pensei que tivesse mão do Obata ali. Não sei se é plágio, ou inspiração, mas enfim… Vou dar uma chance brevemente. E por ter uma arte próxima do Obata, acaba chamando atenção de certa forma, pra quem é fã do mestre como eu ^^

  • Esse hitori renda é aprendiz do Obata?

    • Dih

      Como escrito no texto não existe tal confirmação, mas a possibilidade existe.

  • Angelo Kaoru

    Deve ser. Parecia que eu tava lendo uma história que apareceu em Bakuman

    • Guilherme

      Classe da verdade? Mesma coisa aqui.

  • Kojiro

    To comprando só pq vi o filme e curti, espero que o manga seja bom. Alias a tradução também ficou boa, até pq o filme me chegou sob o nome de KING GAME.

    • felipe

      tradução ta normal, kalker um traduziria
      ousama=rei e game=jogo, logo é jogo do rei, nao precisa ser um genio pra isso

  • Particularmente não vejo como o traço ser semelhante a de outro autor pode ser um incômodo. Se ainda fosse uma arte usada à exaustão, como é aquela arte “convencional” de mangás genéricos, eu entenderia, mas não parece ser o caso.

  • EgonLucas

    Nossa, comecei a ler por causa do “traço parecido com autor renomado”.

    Caramba! O bixo pegou logo o traço de Bakuman pra copiar o Obata-sensei??!!!
    Copiasse o de Hikaru no Go/Death note, que a arte tá supimpa! xD

  • Hajime Saito

    Eu estava interessado neste mangá , mais depois de ler essa resenha acho que vou deixar passar , vou comprar old boy se aparecer na minha cidade huhuhu .

  • Marcos Correia

    Haha! O Dih implicou com o manga! Foi educado, mas desceu a lenha!
    “… o mangá pode ser uma pedida interessante se você possui entre 15 e 20 anos”.
    E se você já passou dos 40 e gostou, como fica? hehe!
    O manga não é “profundo”, mas convenhamos, quantos realmente são? Aliás, o que significa ser profundo?
    Manga curtinho, que entrega o que promete, um jogo de sobrevivência com toques mórbidos e perversão. Pra quem gosta, prato cheio. Os cinemas estão cheios de filmes nesse estilo que fazem um bom dinheiro. Sinal de que tem público pra isso.

    • Nane

      Mas eu acho que se esperar um Battle Royale vai se decepcionar um pouco c esse aí

      • Marcos Correia

        O problema é justamente esse: esperar demais. O negócio é encarar cada obra por si mesma. Só porque é um “survival game”, não significa que seja igual aos demais. Cada autor acaba enfatizando aspectos diferentes, ainda que partindo de premissas iguais.
        Até porque, se alguém já leu Battle Royale, porque iria querer ler outra coisa igual?

      • Nane

        Pensei q tinha sido clara no meu comentário. Não quero um Battle Royale 2. Mas no nível de BR, algo mais forte. Comprar algo esperando NÍVEL (não tipo de historia) de BR e não voltado a publico de 15-20 anos. Eu vou dar uma lida, mas se for como a resenha é um mangá que nem vou comprar

      • Schnneider

        Sério que vocês acham Battle Royale “profundo” ?

    • Maira

      Bem, gosto não se discute, mas vc tbm não pode dizer que a resenha tenha sido falsa em algum momento… Ela estabeleceu critérios e os justificou baseada em uma visão sobre a obra… Se eu tivesse lido a resenha antes, por exemplo, não teria comprado, porque me decepcionei com o mangá por muitos dos pontos citados, e eu o havia comprado justamente porque estava apostando nesse gênero (recentemente comprei Another e O senhor dos espinhos, e acompanhei até o fim, coisa que não farei com O Jogo do Rei). Como vc disse existe publico para esse mangá, que com exceções podem passar dos 15 e 20, eu tenho 19 e não curti, e há o público para essa resenha que vai se identificar com as observações feitas.

  • Eu vou ler esse mangá só porque me lembra aquele mangá “A Sala da Verdade” do Bakuman, hahahahaha.

  • Também tive essa impressão positiva sobre a pessoa que manda as mensagens, e negativas como as repetições, eu li antes da JBC lançar, pra ver se vale a pena ou não, é complicado, ter este mangá como coleção, assim como meus Air Gear.. é impossível, por causa do traço que me chateou.
    Sim xD sou fan dos traços do Takeshi Obata então eu não gostei de ver o traço de Bakuman *praticamente* neste mangá.
    Mas vai de cada pessoa, é que sou chato mesmo e não gosto de ver traços muito parecidos, parece até um plágio o.o mas ok…
    ótimo post o parabens

  • Bosta, o herói.

    Muito obrigado por fazer um review desse manga… pretendia comprar mas pelo que vi não curti muito. Pelo menos posso guardar mais dinheiro, haha! xD

  • só eu lembrei do Obata? rsrsrs

    • Mi Ka DXD

      Não, eu me lembrei também.

  • Marcus

    Além do traço parecido com o do Obata, ninguém mais lembrou de “Classroom of Truth”, do Nanamine Toru, que aparece em Bakuman? Tantas coincidências…

  • Curto muito esse estilo de mangá, particularmente ele me deixou desesperado em certas cenas, principalmente nas mortes e reações do Nobuaki.
    Parei no volume 03, então não custa nada ler de novo comprando nas bancas, também recomendo o próximo mangá da JBC, BTOOOM!.

  • Tenho a mesma opinião do Marcos Correia, Dih comentou de uma maneira extremamente pessoal sobre os aspectos do mangá.
    Gostei da história e estou acompanhando, vale muito a pena.

    • sim por que é analise dele pro manga

  • Faizcks

    Me parece bem legal,já que eu curto esse estilo de mangá/anime (SURVIVAL) vou dar uma chance e ver como vai ser.
    a primeira coisa que imaginei olhando essas imagens foi de bakuman xD

  • Gostei muito da crítica da obra, li o primeiro capítulo e me animei com a história, e saber que ela não se desenvolve muito realmente me decepciona, vou ler mais antes de comprar, mas se tiver a mesma conclusão desse texto não comprarei. Quanto ao traço da obra acho um enorme exagero falar que é idêntico, lembra bastante, mas não me chegou a atrapalhar nem um pouco, muito menos me fez sentir que estava lendo Bakuman, achei muito bizarro ler isso no post o.O Mas realmente, me sinto aliviado por ter lido isso antes de começar mais uma coleção, vou conferir um pouco mais pela internet antes de apostar na obra. Valeu 🙂

  • para quem quer um mangá mais forte estilo battle royale eu recomendo o BTOOOM q tbm vai sair pela jbc em 2014.

  • Jooj

    Eu comprei o mangá,e admito que gostei,apesar de ser uma história Survival que se parece um pouco mais do mesmo..mas comprarei até o final.

  • Mi Ka DXD

    Pensei em comprar este mangá, ,mas após ler este review, não sei se o faço ou não. E confesso que primeiramente, devido ao traço, achei que fosse mais uma obra do consagrado Obata-sama.

  • gustavo-kun

    o manga possui alguns pontos negativos mais mesmo assim, irei compralo para tirar minhas propias conclusões.

  • Só fui procurar a review depois que havia comprado (costumo comprar apenas títulos que conheço) e me arrependi de não ter lido antes. Caso o fizesse, teria deixado de comprar. Concordo com suas críticas e realmente achei bem “forçado” para um certo público que infelizmente não me enquadro. :/

    Estava realmente esperando que viesse algo mais elaborado na trama, principalmente no primeiro volume, mas não acho que é esse o foco do mangá. Só queria saber quem que era o Rei, mas minha curiosidade não vai ser o suficiente pra dar continuidade a série =(

  • Tenho 22 e é um dos meus mangás favoritos do gênero. Não acho que seja forçado, tem ótimos personagens, aliás, o que faz o mangá é a tensão entre eles. No começo fiquei desconfiado com o desenrolar da história, mas por mais que seja algo viajado, ainda assim consegue prender o leitor e fazê-lo descobrir quem é o responsável por tudo isso. Não considero infantil, o fator psicológico é bem forte, ainda mais pra um grupo de ‘amigos’ que sente a morte cada vez mais perto.

    Comprarei todos na certa. E pra quem não se animou com o volume 1, mais pra frente melhora consideravelmente.

  • Adoro Esse Manga *—*

  • Geane

    Passo!!

  • Kenshin ‘O Battousai’

    Me chamou mais atenção do que Deadman Wonderland. Porém o melhor nesse estilo, IMAO, sem dúvida é Battle Royale!

  • Eu gostei, fiquei até com pena dos que morreram…

  • A história, pelo que se mostra no início, parece ser interessante. É uma lastima que esta não evolui como deveria (pelo que foi comentado). Mesmo assim, comprarei a obra para tirar minhas próprias conclusões.

  • Gostei muito do mangá, ja tinha lido antes por scans da vida, para mim, por ex. é melhor que Mirai Nikki, mas concordo com o Dih quando ele diz: “Julgar entre bom ou ruim é subjetivo de quem está lendo o mangá em questão.” é exatamente o que respondo quando me perguntam sobre Toriko e One Piece. 😀

    • Ewerton

      concordo com vc Toriko é uma obra maravilhosa , mais enta sofrendo o mesmo preconceito que OP já sofreu um dia .

  • Ane

    Quando comecei a ler me senti lendo Bakuman e eu nunca li esse mangá, só vi algumas páginas. Eu li até o terceiro ou quarto volume, não tenho certeza, mas não estou decepcionada. Não tem muito o que esperar de uma história onde os personagens são uma turma de ensino médio. Toda a tensão do que o Rei pode pedir, o que deve ser cumprido, as mortes, isso pode ser até “fraco” se for comparar com outras histórias, mas no cenário que o mangá está, acho que se encaixa. Tem um pouco de apelo sexual falado só, achei que isso seria algo muito apelativo mas não é. Mas bem, são estudantes, não? Não era difícil imaginar que isso seria um dos temas. Todo o sofrimento psicológico que eles sofrem, as decisões que eles tem que fazer para sobreviver, manipular outros, principalmente o principal, nossa, coitado. O mistério de quem é realmente não me empolga, mas sim o motivo. Estou gostando do mangá, e se eu tiver algum dinheiro extra vou até comprar os volumes.

  • Xiao

    Posso dizer aqui que o mangá é bem ruinzinho. As reações não são simplesmente forçadas, são burras, MUITO burras. Quanto tempo passaria até alguem pensar em talvez acompanhar com os olhos a pessoa punida? Ou até a polícia decidir confiar nos moleques(até a quinta morte a policia não acreditou, porra, como assim?!)? O que mais me irritou porem, foi quando (Spoiler até a metade do mangá, o que vem a seguir tem alguns acontecimentos, mas como o mangá segue um formato meio episódico(( de tarefa em tarefa)) isso só se limita a essa tarefa mesmo)
    :
    [SPOILERS~]

    A garota recebe a tarefa de criar uma própria tarefa a si mesma, sabendo que possui risco de morte se não cumprir, qualquer pessoa pensante nessa hora, ia decidir que a tarefa dela é “mandar o rei se revelar” que, mesmo que não possua resultado caso o rei não precise participar do jogo, deixaria ela viva do mesmo jeito. Mas não, ela decide que por estar apaixonada pelo principal, ela vai confiar na MÍNIMA suspeita do principal de que o rei esteja na sala e decreta que “Ela tem que encostar no rei”. O resultado é óbvio, ela procede pra encostar em todo mundo da sala em intervalos e descobre que ninguém na turma é o rei.

    [FIM DOS SPOILERS]

    Eu li até onde consegui encontrar online, e mesmo quando não consegui encontrar procurei saber que rumos tomava a história para saber se pelo menos o final, que afinal de contas é o que mais importa nesse estilo de história, valia a pena. A conclusão que eu cheguei é que tanto o final do original quanto o final do live action(que são diferentes por sinal) são um lixo, com o final do live action pelo menos sendo um pouco mais decente, mas acho que ele é impossível graças aos acontecimentos que não foram cortados no mangá como foram no filme.

    Eu não recomendo essa merda pra ninguém, um dos mangás mais idiotas que eu já vi.

  • biazacha

    Achei passável, realmente os personagens me incomodaram bastante por conta da semelhança com os do Obata e olha que achei que não ligaria pra isso….

    Não sei se continuo comprando, mas se você espera um Battle Royale, desista: dificilmente algo desse naipe surgirá tão cedo, por mais que tenha um lado gore e survival, o público pra mangás no país ainda é muto pequeno pra eles ousarem om histórias tão fortes visual e psicologicamente.

  • ludyan

    Eu li até o final e vou spoilar hard, o mangá tem um final ridículo e a reação das personagens é burra demais, quase dropei no volume 3 (li os raws depois).

    [SPOILER]
    No final, o rei não era ninguém. Era um vírus que desenvolveu uma “inteligência” própria e decidiu usar a turma como sala de testes. Sério mesmo? O mangá inteiro tenta criar tensão pra saber quem é o rei e eles fazem uma zoada dessas, entrei em rage.
    [/SPOILER]

    Passei com gosto. Prefiro economizar os quase 60 reais pra comprar algum mangá bom no ano que vem, ou pelo menos mediano (btoom! e vinland saga,mais precisamente e fora de ordem)

  • Serperior

    Só eu que achei a sinopse parecida não só com A Classe da Verdade, do Bakuman, mas também com Arisa? Em Arisa tem um “rei” que se comunica por mensagem de celular com uma turma de escola; a diferença é que ele realiza pedidos de alguém da sala, mas começa a controlar a turma e fazer o pessoal cometer crimes. Duvido que seja parecido com Arisa, acho que deve ser mais com a Classe da Verdade, mas mesmo assim, vale notar.

  • comprei o 1 e 2 e gostei muito então …
    Já tem o volume 3 ?

  • alguém ai faz uma matéria no chunan explicando o final do mangá (5) pq eu fiquei na duvida… xD Grato

    • Slag Autobot

      Somos 2

      • Allison

        Tbm não entendi muito o final……

      • ane

        Pelo o que eu li o pedido dele seria voltar no tempo

    • hey cara o chunan não precisa se preocupa em explica o final para vc, pode deixa que eu explico é simples você só precisa olha os agradecimentos gerais que o autor deixou no final do volume 5 ” olá meu amigo leitor , para vc que compro os 5 volumes e chego ate esse final eis uma rápida gratidão , somos gratos por você ter perdido o seu tempo , gastado seu dinheiro , por fazer você esperar 5 meses por esse esplendido final ….não há nada de mais satisfatório em encerrar esse manga da melhor forma que podemos , e para você que não conseguiu entender.. receba esse “Foda-se 凸¬‿¬)凸 ” de gratidão ”
      Ass: Kanazawa Nobuaki

  • Uma das maiores decepções que eu já tive! Ô finalzinho idiota desse mangá!!!

    • Baabi

      Concordo u.u

  • Rosangela

    Pior investimento de toda a minha vida!!!! Decepcionante..

  • paulasouz

    Tenho minhas duvidas se essa história me agradará mas mesmo assim darei uma chance…