Ranking Oricon de Vendas de Mangás: 13 a 19 de Abril

oricon 13 a 19 headerTitãs lideram pela segunda semana seguida.

Mesmo com grandes estreias nessa semana, elas não foram o suficiente para desbancar Shingeki no Kyojin, o Ataque dos Titãs, do topo da tabela.

Os mangás grifados em amarelo são os comercializados no Brasil. A fileira “Vendas Total” contabiliza a soma das semanas que o mangá já se encontra no ranking.

oricon 13 a 19Mesmo com o lançamento do volume 14 de Nanatsu no Taizai vendendo quase 300 mil cópias e mais 30 mil da edição limitada, Ataque dos Titãs 16 permanece em primeiro lugar pela segunda semana seguida alcançando mais de 1,200,000 mil cópias e com sua edição especial que conta com quase 250 mil cópias vendidas. Detective Conan fecha o top 3 com o lançamento do volume 86 vendendo 270 mil exemplares mais sua edição especial que acompanha um DVD da série vendendo 40 mil cópias.

Chihayafuru 27A semana foi de lançamentos – 28 títulos dos 50 listados – entre eles podemos destacar Chihayafuru 27 vendendo 240 mil cópias (que recentemente anunciou uma adaptação para filme live-action), Magi 25 com mais de 200 mil  – que ainda conta seu spinoff Magi: Sinbad no Bouken vendendo quase 100 mil cópias -, Sukitte Ii Na Yo 14 com quase 140 mil cópias, sendo o único shoujo a entrar para o nosso top 10.

Um dos pontos bons para se destacar é a presença do último volume do mangá de Liar Game.  Além dele, outros mangás da Shueisha mantém seus lugares como One Punch-Man (mais de 420 mil), Bleach (quase 440), Shokugeki no Soma e Nisekoi (cerca de 300 mil unidades), Gintama (mais de 260 mil) e o queridinho Boku no Hero Academia também passando dos 250 mil de maneira assombrosa. Isso sem falar em Tokyo Ghoul:re, que já alcança a marca de 770 mil cópias em seu segundo volume.

Arslan SenkiA temporada de animes de outono mal começou, mas já podemos ver os resultados: Shoukugeki no Soma, Owari no Seraph, Ore Monogatari! e Arslan Senki aparecem mesmo não sendo suas semanas de lançamentos e, em alguns casos, como o de Arslan Senki, resgatam até mesmo três volumes – e se torna até então o mais bem sucedido dos mangás. Falando em resultados, o volume 1 Assassination Classroom volta a aparecer no ranking. Seria esse o efeito do sucesso de seu filme live-action?

Nesta nessa semana foram 9 mangás dos 50 da lista saindo no Brasil – contando as edições especiais.

Miyuki

Tão normal, nem parece otaku. A louca das webcomics. Segue o mantra de ler e assistir de tudo um pouco (menos o que for terror, por favor). Tem um vício novo a cada mês e surta horrores na conta pessoal no Twitter.

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  • – Interessante DC vendendo mais de 300 mil cópias. Mesmo sabendo bem do potencial da série e gostando da mesma, estou deveras surpreso…o.O
    – Ansatsu 1 beirando 1,5 milhão? O_O
    Será que começa uma ameaça ao posto dos Titãs??
    – HajIppo vendendo bem e com público fiel ainda para um mangá centenário, assim como KochiKame que também sempre aparece na semana do lançamento.
    – Kingdom vendendo mais de 150 mil na primeira semana… tenho que ver os animes deste mangá. =)
    – Que legal ver Liar Game por aqui. Mangá foda. Nem lembrava muito dele. Bom vê-lo terminar. Fiz um teste com um episódio do dorama há muito tempo e conhecia o mangá, a premissa da história é original, excelente. Quero ter a chance de um dia conseguir lê-lo inteiro.

    • “Interessante DC vendendo mais de 300 mil cópias.” e “HajIppo vendendo bem e com público fiel ainda para um mangá centenário” -> E aquela tristeza por saber que nenhuma das duas vai entrar na minha estante. :/

      “Que legal ver Liar Game por aqui. Mangá foda.” -> Esse é um sonho não tão impossível, completo e com 19 volumes (1 ano e meio de publicação). Podia ser uma boa pro nosso mercado.

      • @haag, sobre DC e HajIppo, totally true. Mas DC ainda assim é muito mais difícil vir do que HajIppo. Se HajIppo tivesse 80 volumes a menos, eu acho que a Panini o traria… Para mim isto seria ruim do mesmo jeito, então melhor mesmo que não venha.

        E sobre Liar Game, eu acredito que se tivesse alguém que de fato gostasse de mangá como nós gostamos, e que fizesse o teste supracitado que eu fiz com o dorama, duvido que este mangá ainda estaria aí “dando sopa”. xD
        Liar Game tem a cara da JBC, ela poderia trazê-lo.

        Mas para todos os 3 casos, creio eu, felizmente a internet (e os scanlators) nos ajudam muito neste ponto hoje em dia. o/

  • JMB

    Nossa, queria muito q Chihaya ganhasse uma terceira temporada… E quando vai começar o boost nas vendas de Shokugeki? O anime está muito bom, acredito que vai levar muitas pessoas a conhecer o mangá

  • – Ataque dos Titãs: eu leio apenas pela Panini, então não sei como está o atual desenrolar, mas embora eu goste muito, não é uma das minhas favoritas. Acho que ela se perde muito nas explicação e acaba ficando as vezes cansativo.

    – The Seven Deadly Sins: comprei o primeiro volume e gostei. Não é nada brilhante e nem foge do “mais do mesmo” dos shounen. Mas o desenho é bom naquilo que se propõe e a história é cativante.

    Sobre o que não está no Brasil, não vou falar de Nisekoi e nem de Souma, pois seria me repetir. Então analiso os seguintes:

    – One Punch-man: cada dia mostrando que a internet é um grande celeiro de gênios e rompendo um pouco aquele “roteiro” das editoras (quem leu Bakuman sabe). Volume 8 vendendo bem e o anime nem estreou ainda. A JBC já disse que está de olho nele.

    – Liar Game: completo, 19 volumes. Tem cara de JBC, com aquela questão de jogos de vida e morta e tal. Quem sabe não surge como uma surpresa? Zetsuen ano passado foi.

    A última pergunta é: será que Magi está vendendo bem o suficiente para que a JBC cogite trazer Sinbad no Bouken?

    • Micael Okamura

      “embora eu goste muito, não é uma das minhas favoritas. Acho que ela se perde muito nas explicação e acaba ficando as vezes cansativo.” Cara, concordo com você! Fico felzi em ver alguém que pensa igual, quando eu falo dos problemas de SnK, os fanboys chatos vem me xingar, dizendo que sou hater ou Narutard, quando eu apenas falei de uma coisa ou outra que não curto num mangá. Queria entender porque as pessoas amam tanto glorificar seus mangás favoritos e odeiam quando outros apontam erros, mesmo quando não estão sendo haters de fato. Uma coisa é ser hater. Outra é dizer o que acha do mangá, do que gosta e desgosta.

      • A impressão que as vezes eu tenho de Ataque dos Titãs é que ele tenta ser um seinen sem deixar de ser shounen, ai surgem umas explicações mais longas e cansativas, umas histórias mais profundas e vários plot’s.
        A única série que eu vi conseguir fazer isso sem ficar chato foi Hunter x Hunter, mas ai tem que ver que o Togashi é um gênio.
        Mas sei lá, só acompanho a SnK pela Panini, então não sei como fica mais pra frente.

    • “– Liar Game: completo, 19 volumes. Tem cara de JBC” -> hahaha, escrevi o mesmo lá em cima sem nem saber sua opinião a respeito. Bate aqui parceiro, estamos em sintonia. XD

      • @sennaffogo, seu ladrão de idéias. hahahahaha
        Mas falando sério, tem mangás que são a cara de determinada editora, assim como Liar Game é a cara da JBC, Souma e Nisekoi (infelizmente) são a cara da Panini.
        Esses dias conheci um mangá chamado Iris Zero (não sei se vc conhece) e ele é um exemplo de mangá que eu considero “a cara” da JBC.

      • Sim sim @haag, conhecia o Iris Zero de nome, e agora conheço um pouco mais. Muito interessante a história, apesar de seus clichês que caminham pelas entrelinhas da mesma. Realmente é um mangá com a cara da JBC mesmo. Mas sinceramente, muitos mangás da Panini eu não vejo com a cara da editora…
        Sabe o que eu acho? Mesmo que ambas as editoras tenham mangás diversificados, a JBC tem uma certa identidade, coisa que a italiana e a falecida Conrad tinha.
        Mas voltando a falar de Iris Zero, este é um mangá que ainda está muito “cru” para alguma editora daqui pegar. Tem 5 volumes publicados e está em hiato há um ano.

  • Gabriela Bassi

    Não estou criticando Assassination Classroom, mas eu vi os 2 primeiros eps do anime e não achei algo tão fascinante assim, e tbm não vejo um fandom “ativo” como o de Shingeki/Naruto/One Piece; por isso, não consigo entender o sucesso comercial que o mesmo tem… é algo que me deixa curiosa ._.

    E comecei a ler Onepunch Man faz pouco tempo, mas espero fortemente que, com o lançamento do anime, ele seja publicado aqui no Brasil também ^^

    • Mike Cross

      Assassination Classroom é um fenômeno que se diverge do resto das outras séries. O nonsense desenfreado e carismático de AC acaba por cativar um publico mais extenso, não se tornando um fandom fechado, algo que podia ser visto nas salas de cinema.

  • Micael Okamura

    Comentários:
    SnK dispensa comentários, somente um: “Mesmo com grandes estreias nessa semana, elas não foram o suficiente para desbancar Shingeki no Kyojin, o Ataque dos Titãs, do topo da tabela.” Ah, fala sério, É CLARO que não desbancaria, afinal, uma série nova perto de um fenômeno mundial, nem dá pra comparar. Esse trecho da postagem não tem sentido.
    Nanatsu e Dectetive Conan dispensam comentários também.
    Chihayafuru: Falando em live action, no post do live de Orange rolou uma discussão sobre lives, e posso dizer que com o sucesso de filmes como Rurouni Kenshin, claro que agora o investimento será esse. E mais: Agora o novo investimento é musicais, ou seja, depois da adaptação live action teatral de Naruto, Death Note, Bleach, Kuroshitsuji, Vampire Knight, Kamisama Hajimemashita, já fora inclusive anunciado que Tokyo Ghoul também vai ter seu musical. Não sei se isso é um boom de agora, mas realmente, prevejo nos próximos anos animes e mangás que adoramos nos teatros e cinemas (por favor, Danmachi e Arslan, que vocês sejam os próximos!).
    Magi: Sinbad no Bouken: Ainda prefiro a série principal/original, mas tá valendo.
    Sukitte Ii Na Yo: Sem interesse.
    Ué, Liar Game acabou?
    One Punch-Man, Bleach, Shokugeki no Soma, Nisekoi, Gintama e o queridinho Boku no Hero Academia dispensam comentários.
    Tokyo Ghoul:re: Será que um dia o adaptam para anime?
    Ore Monogatari!: Um shoujo que mostra que quem não é bonito pode conhecer o amor sim, e que realmente as pessoas julgam demais os outros pela aparência e se esquecem do coração.
    Arslan Senki: Como dizem, tudo que Arakawa toca vira ouro! E como adoro o encerramento do anime, faz o anime parecer algo antigo, e é uma música linda, que realmente combina com o anime! Ouçam e saberão do que falo!
    Assassination Classroom dispensa comentários.

    • “Ah, fala sério, É CLARO que não desbancaria, afinal, uma série nova perto de um fenômeno mundial, nem dá pra comparar.” -> Acho que eles se referiam a Magi, Nanatsu e Conan, que são séries grandes e com o mesmo potencial de vendas. (até me espantei com Magi “apenas” em 5º)

    • Heitor, o atrasado

      Eu acho que, no mais, devemos estar felizes porque estamos vivendo um momento histórico: A Era de Prata dos mangás. Temos excelentíssimas obras que, mesmo não sendo perfeitas, bebem de muitas fontes, falam de muitas coisas, compartilham muitas experiências e criarão muitas outras “fontes” para os futuros mangás sorverem. Realmente, vivemos um período grandioso.

      • Muito interessante este seu ponto de vista @Heitor. De fato, este período atual pode estar sendo isso aí mesmo…
        O ruim para nós é não podermos ter todos estes mangás na mesma qualidade que os japas têm. =(

      • Micael Okamura

        Heitor: Interessante o que você comentou. As pessoas reclamam que tudo hoje em dia é inspirado em outra, que não há mais criatividade e tals, mas gente, nada se cria, tudo se reaproveita! E ninguém garante que não existam animes de qualidade. Não é porque um anime tem fonte de outro mais antigo que el vai ser necessariamente ruim.
        SnK, por exemplo, bebe das histórias de gigantes e claramente de histórias como The Wlaking Dead. Só para ter uma ideia, eu assisti ao filme “Jack O Caçador de Gigantes”, e aquele filme, que é baseado na história do João e o Pé-de-Feijão , ele é como SnK, tem os gigantes atacando as pessoas, tem gigantes destruindo as muralhas da cidade, gigantes comendo gente viva… E o filme é ruim? Não, pelo menos para meu gosto pessoal, não. E SnK? Podem falar que ele é original e tals, mas histórias apocalípticas e de gigantes existem, ó, faz tempo. Não tem porque tentar buscar 100% de originalidade em algo, para tentar fingir que o negócio é bom. Ele é bom sendo o que ele é, independente se tem inspiração em algo ou não.

    • Heitor, o atrasado

      @sennaffogo Ahh… pois é… ainda falta muito para que um dia cheguemos a um patamar de qualidade que seja orgulho, mas poderemos falar no futuro com propriedade: “Vivi naquela Era linda dos mangás da Era de Prata, com intensidade e fervor. Não é como os mangás que temos hoje, ahh, mas naquela época…” ou um saudosismo parecido… acho que isso se deve ao fato de que se comparado com os comics, vemos que os mangás ainda estão em processo de construção/consolidação de sua história, no sentido de marcar a época em que é produzido e comercializado e ironicamente, essa construção acontece sob uma forma mais sofisticada de capitalismo ( relativa ao capitalismo que os comics nasceram ) que possibilita, na livre concorrência e em estratégias de marketing, que as obras em si sejam mais complexas e sofisticadas e desenvolvidas como um todo de uma melhor forma.
      Outra coisa ( que se discute em Bakuman, aliás ) é que uma “Era” dita as regras de formato da próxima “Era”. Por exemplo: Em Cavaleiros do Zodíaco, temos uma trama multi-conceitual de “armaduras”, “mitologia grega” e “zodíaco” onde a simbologia impera como ponto de equilíbrio de conceitos tão diferentes para que fiquem bem encaixados em uma trama. Na nossa Era de Prata, temos isso em One Piece ( que faz diversas referências à civilizações antigas: Alabasta- Egito; Skypiea- Maias, Astecas, Incas; Ilha dos Tritões- Atlântida) e Bleach ( A própria representação japonesa do nosso “Grim Reaper” nos shinigamis, as línguas aplicadas em cada uma das técnicas de cada raça: Shinigamis- Japonês; Quincys- Alemão; Hollows- Espanhol, etc.) e muitas outras obras.
      Uma característica que eu chuto que passará para a Era de Bronze talvez seja o recurso muito utilizado de escrever várias “subtramas” sendo trabalhadas em uma mesma saga e usar um revezamento de apresentação destas como recurso de suspense. Exemplo:

      Acontecem 4 batalhas em 4 locais diferentes. Primeiro a gente lê Batalha 1, quando essa tá prestes a acabar, o autor corta para batalha 2, e assim vai…

      • Heitor, o atrasado

        P.S.: O “ironicamente” foi em relação ao fato de o Mangá se desenvolver em um meio capitalista “desenvolvido”

      • Heitor, o atrasado

        @Micael Okamura Aliás, até porque, se você parar para pensar, levando essas reclamações de que “nada é original” ao extremo, não teríamos obras de nada! Toda obra fala de algo que já existe, para que haja identificação do autor para com o público e o público para com o tema, dessa forma o produto poderá ser consumido, portanto poderá ganhar fama e mais pessoas poderão apreciá-lo e isso é um dos objetivos do artista ao publicar seu trabalho. De nada adianta eu inventar um conceito totalmente novo se o público não puder identificá-lo com elementos do mundo real ou elementos de suas próprias vivências e experiências. Tanto é verdade, que em Bakuman se fala que “uma fórmula de todo bom shounen é: um mundo com que os leitores possam se identificar […]”, se o interlocutor não se identificar, não vende!
        Outra coisa que eu vi muito é “não importa se uma ideia foi usada 2 vezes somente, já virou clichê”, poxa, existem várias maneiras de se ver o mesmo objeto, temos que dar chance e abrir nossas mentes para isso, também.

    • Heitor, o atrasado

      @ Micael Okamura, Não tô discordando, só reforçando o que você disse. Você pode perguntar até para a J.K. Rowling ou qualquer outro autor bem valorizado no fandom de sua obra de qualquer coisa: SEMPRE tem uma inspiração e é muito difícil escrever sem influências de algo que você goste. Mais pauleira ainda é tentar não deixar isso transparecer na sua obra. Pra mim, a originalidade só tem 2 fontes: o ócio criativo e alucinação espontânea. Eu também desenho e darei um exemplo direto meu: um dia eu tava com um impulso incontrolável para desenhar personagens e desenhei vários. Muitos lembravam personagens de outras obras e até pessoas. Quando eu fui me deitar, eu fechei lentamente os olhos e comecei a sonhar. No sonho, eu vi um rosto muito autêntico e acordei no meio do sonho só para desenhá-lo. Alucinação espontânea. Ócio criativo: um dia, sem nada pra fazer, criei um personagem para matar o tempo e ele saiu tão diferente que até hoje não sei se eu me inspirei em outro ou alguém.