Konbini Kareshi #1 – Mais um anime flop que eu gosto

É flop, mas é bom.

Em meus posts de Primeiras Impressões e nos comentários do Guia da Temporada, eu apenas falei daquilo que já tinha um conhecimento prévio, mas com Konbini Kareshi em si, foi exatamente o oposto. Para se ter noção, nem ao menos li a sinopse. Foi mais um caso de “olha só, o pôster é bonito, vamos assistir!”. inclusive, gostaria de deixar registrado aqui que o chefe, criador desse site, meu melhor amigo, Dih Diogo, não colocou fé no anime! E ainda fez cara feia quando disse que ia acompanhar. Agora vai ter que me aguentar falando sobre!


IMPRESSÕES DO EPISÓDIO

Antes de mais nada, quero deixar uma coisa bem clara: amei o que vi, porém, não significa que qualquer um vá gostar. Até cheguei a entrar em fóruns gringos para saber o que o pessoal tinha achado e o que mais estavam comentando era “é uma série simples com personagens simples”. E, de fato, é isso. Já comentei várias vezes que tento acompanhar de tudo um pouco – seja em gênero, demografia e em mídia no geral – mas tenho minha preferência que é o romance e, com exceção de filmes, não me incomodo nem um pouco com romances água com açúcar; então, é aquela velha história: se existe é porque tem público.

Com essa obra, excepcionalmente, esperei dois episódios para dar minhas impressões pois notei que se trata de uma série com muito mais personagens do que somente os quatro que ganham foco no episódio um. No finalzinho do encerramento, o total de casais mostrados são seis, todos estudantes, além dos dois atendentes da loja de conveniência – ou eles, exclusivamente, estão presentes apenas para comentar da vida alheia? – e queria pelo menos alguma dica de como seriam desenvolvidos. Por um lado foi bom ter esse espaço de tempo, até porque no segundo episódio senti uma leve “queda de qualidade” na animação; caso não tenha reparado, várias cenas usadas no capítulo também fazem parte da abertura, além de ter aquele famoso ditado de “a primeira impressão é a que fica”.

Falando em animação, devo dizer que mesmo com a pequena diferença de qualidade dos episódios, estou satisfeita. É engraçado, pois todos os personagens, até figurantes, são bonitos! E outra, os cenários são caprichados; seja o da loja de conveniência, da biblioteca da escola ou do quarto dos personagens, todos tem algum detalhe que enriquece a imagem. Se tivesse algo para reclamar, diria que o design dos personagens masculinos é um pouco… diferente. Não é feio, porém, de cara eu consegui estranhar, mesmo admirando o fato de que eles são distintos uns dos outros sendo difícil confundir.

Um ponto positivo foi a trilha sonora incrível e seus timings certeiros. Quando assisti Youkai Apaato, outro anime dessa temporada, me senti incomodada com o fato da produção querer jogar uma trilha de fundo a cada dois minutos, sem a mínima necessidade, deixando as cenas forçadas. Eis que me surge Konbini Kareshi que, logo de início já aparece com uma música instrumental no primeiro episódio, deixando aquele climão de “gente, mas o que é que está acontecendo?“; essa trilha sonora não é frequente, mas sabe quando fazer suas aparições, realmente contribuindo para o momento.

Outro fator que me fez amar ainda mais foi a abertura “Stand Up Now”, de Cellchrome, e o encerramento “Milestone”, do ORANGE POST REASON, ambas músicas acredito combinar com a obra e com o público destinado. Uma confissão rápida: estou viciada e caçando tudo de ORANGE POST REASON, inclusive, estou escrevendo esse texto enquanto os escuto. Um agradecimento especial ao anime! (Ou será que não?)

Comentei que sou fã de animes mais convencionais, entretanto, tenho sim meus receios. O primeiro deles, e que tenho certeza que se concretizará, é o fato de todo mundo dentro da história se apaixonar muito rápido; no segundo episódio Honda Towa já tem uma declaração toda pronta para Mihashi Mami, a colega que ele conheceu no episódio um! E, levando em conta que são múltiplos protagonistas e o anime terá 12 episódios, sei que isso se transformará em uma reação em cadeia de gente apaixonada – parecendo até gripe comum, um espirra e de repente todo mundo está doente. O meu segundo receio é que não haja tempo suficiente para se desenvolver uma trama entre os casais, fazendo com que o desfecho para tal “arco” seja meia boca.


CONSIDERAÇÕES FINAIS

Confesso que fiquei surpresa. Com certeza houveram várias pessoas que não davam absolutamente nada para o anime, seja em história ou em qualidade, porém, o que vi é o suficiente para querer me prolongar até o final da série. Acredito que o público que gosta de Tsurezure Children, outro título da temporada, também deve gostar de Konbini Kareshi; ambos tem o mesmo alvo, além de tratar de romance com uma dose de comédia. Eles até abordam os temas de forma distinta, porém nas duas obras os personagens estão buscando alguma forma de se expressar àqueles que amam.

Miyuki

Tão normal, nem parece otaku. A louca das webcomics. Segue o mantra de ler e assistir de tudo um pouco (menos o que for terror, por favor). Tem um vício novo a cada mês e surta horrores na conta pessoal no Twitter.

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  • Mikiya Kokutou

    Acredito que esse anime será algo como Tsuki Ga Kirei: simplório, bons personagens, excelente trilha sonora, quiçá bem roteirizado.

  • Carlos Eduardo

    Quando chamaram GLASSLIP de “Malhação” até consegui entender, mas Konbini Kareshi precisava ser “igual”? Até a “lanchonete” que era o “point de encontro da galera descolads” eles colocaram.

    Eles precisam de um turn point, mesmo se se fosse somente os 2 casais mostrados até o EP
    2, o que não vai ser o caso…..To com vontade de deixar “ON HOLD” pra
    ter mais uns eps e assistir quando não tiver nada pra fazer. (espaço
    ocupado por recaps de Initial D)

    Tsurezure Children, me agradou mais por ser mais tranquilo de assistir, já que lá é focado mais
    no momento atual dos personagens, sem muitos flashbacks ou
    dramas….Mesmo que tivesse duração normal, não teria tanto tempo assim pq é muita gente.

    Lendo por ai, compararam Konbini Kareshi com Tsuki Ga Kirei, que foi enrolado nos primeiros eps tbm, mas no 3º em diante conseguiu ir até o final sem nada “muito” fora da realidade IMHO.