Semanada – ‘The Promised Neverland’ #50

O Semanada está de volta!

SIM! Ele voltou! Depois de algumas conversas e decisões, decidimos reviver um dos mais tradicionais posts do Chuva de Nanquim: o Semanada. Muita gente já passou por aqui. Muita gente boa e que nos ajudou muito na construção do site. Então nada como tratar o Semanada como ele merece! E pra começar, nada como retomar com a série que vem sendo o grande hype de todos nas páginas da Shounen Jump. Estão preparados para The Promised Neverland semanalmente no Chuva de Nanquim?

Convidamos vocês para que apareçam aqui, troquem uma ideia com a gente e aproveitem o espaço para discutir! Contamos com o apoio de todos!

RECAPITULANDO

Sinceramente não consigo acreditar que The Promised Neverland já acumula 50 capítulos. Acompanho o mangá desde o lançamento do segundo ou terceiro capítulo, graças a insistência do Dih. Na época, cheguei até mesmo a escrever um texto no site de Primeiras Impressões e, claro, na maior parte elogiando o que tinha lido e também torcendo para que permanecesse como série definitiva na revista.

Meses se passaram. Os primeiros volumes foram vendidos com retorno significativo, bom desempenho no Table of Contents e com um hype totalmente justificável. The Promised Neverland ainda, ao meu ver, não parece ser a cara da maior revista shounen no mundo, porém, é isso que deve torná-la tão chamativa aos olhos do público. Cinquenta capítulos e as crianças órfãs ainda contam, apenas, com sua inteligência e a união que há entre essa “família” – além de fatores como sorte, ou talvez, a dó dos autores de deixar algo grave acontecer cedo demais?

Acredito que ainda é cedo demais para dizer que essa é uma obra que marcará uma nova geração, afinal de contas, temos outros que talvez ocupem o posto antes. Entretanto, é certo dizer que ele tem mostrado um horizonte muito maior do que naquele início, naquele tempo de julgar por três capítulos.

#50: AMIGOS

Chegamos na marca de 50 edições do mangá. Neste capítulo basicamente se fala sobre a existência de outros seres humanos na região e o principal, as tais “fazendas”. Ele foi constituído mais de teoria do que de ação em si, mas com certeza o ponto alto e chocante, foi ênfase – recorrente na série no geral – de mostrar que as crianças em si são meros produtos de consumo e, não só isso, mas que também há uma divisão entre as “carnes”. Livre arbítrio e qualidade de vida é para poucos.

Para finalizar as 20 páginas da semana, tivemos o diálogo de Emma com Musica relembrando os irmãos deixados na fazenda e tocando a ferida do leitor (ainda não cicatrizada) referente a morte de Norman – que eu sinceramente acho que não aconteceu, é muito cara de plot twist de shounen usar o “está morto, mas passa bem”. Não foi nada realmente expressivo, na verdade, foi bem encheção de linguiça ainda mais para quem está esperando homicídios a qualquer momento.

Considero o capítulo #50 bem mediano. Aliás, desde que as crianças conseguiram a fuga da fazenda a história tem seguido um ritmo mais brando, apenas juntando informações teóricas a respeito do “mundo exterior”. Porém também sei que é uma preparação para o que está por vir, pelas dificuldades que terão de passar sozinhos sem a ajuda de Musica ou Sung-Joo; se há um momento para a trama se “acalmar” a hora é agora, do resto espero mais amoção. (“Emoção” que também tem como sinônimo a expressão “eu quero ver sangue e cabeças rolando”.)

O clima do mangá, mesmo com a questão das perseguições, é de felicidade. Diria que até demais. Tenho o palpite de que Musica e Sung-Joo vão sofrer as consequências por terem ajudado Emma, Ray e os outros, porque tudo está sendo muito “fácil” – aliás, acho que só o fato do grupo ter encontrado quem os ajudasse de bom grado já torna tudo assim. E convenhamos, The Promised Neverland não combina com esse aspecto; desde o suposto suicídio de Ray nada realmente emocionante aconteceu e desconfio da mente maléfica de Kaiu Shirai.

Algo vai acontecer. Cedo ou tarde.

Miyuki

Tão normal, nem parece otaku. A louca das webcomics. Segue o mantra de ler e assistir de tudo um pouco (menos o que for terror, por favor). Tem um vício novo a cada mês e surta horrores na conta pessoal no Twitter.

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