Recomendações Semanais de Leitura #008

Um romance e um teste de sobrevivência.

A Recomendação Semanal voltou! E desta vez com dois opostos, de novo. Um shounen e um shoujo, um muito velho e outro até bem recente! O ponto positivo é que ambos já estão finalizados e isso deve estimular mais aqueles que estão atrás de obras completinhas para maratonar nesse início de férias. Estão prontos? Preparem suas listas e vamos conferir.


3D KANOJO
Autora: Nanami Mao
Ano: 2011
Status: Completo com 12 volumes
Gênero: Comédia, romance, slice of life
Demografia: Shoujo

Tsutsui Hikari é um otaku, e ele evita a maior parte da vida social. Hikari tem apenas um amigo na escola, que também é um antissocial, além disso, é ridicularizado pela maioria de seus colegas de classe por ser assustador e estranho. Um dia, ele acaba tendo que limpar a piscina da escola com Igarashi Iroha, que parece representar tudo que ele odeia em uma garota real. Ela mata classes, não tem amigas e parece ser uma legítima “pega todo mundo”. No entanto, ela é amigável com Hikari, e até mesmo enfrenta pessoas que se divertem as custas dele. Apesar da amargura de Hikari e os problemas de confiança de Iroha, mas ela nunca o achou tão assustador. Depois de um tempo, ele começa a parecer que a Iroha pode se tornar a sua primeira namorada da vida real, uma namorada 3D! Será que ele será capaz de lidar com isso?

Meu primeiro contato com 3D Kanojo foi em 2012 ou 2013. Na época era a louca absoluta dos shoujos chatos e lia tudo que estivesse ao meu alcance, mas esse mangá em si não me agradou. Achei chato, deixei passar. Até que esse ano anunciaram não apenas uma adaptação em filme live action, mas também um anime para televisão, além de impressões de volumes com novas capas e a publicação (em digital) pela Kodansha US. “O que tem de tão bom que eu deixei passar?”, foi justamente a pergunta que passou pela minha cabeça. Há uma semana, mais ou menos, dei uma segunda chance e… achei divertidíssimo?!? O mangá tem a protagonista do jeitinho que gosto – meio indiferente, meio fofa-se tudo mesmo – e de bônus, para dar aquela variada, tem a narrativa é feita através do protagonista masculino e otaku! O romance é rápido – nada da síndrome Kimi ni Todoke, para aqueles que detestam – porém, é, claro, com defeitinhos de fábrica: problemas de comunicação desde o começo por parte de ambos os personagens. Ao que tudo indica ele acaba pendendo para o clichê na reta final, mas vale a pena dar uma conferida sim, ainda mais se for fã do shoujo no estilo romance colegial.


SURVIVAL
Autora: Takao Saito
Ano: 1976
Gênero: Ação, aventura, drama, suspense
Demografia: Shounen

Após um terremoto terrível, Satoru acorda em uma caverna negra que ele e seus amigos estavam explorando. Explorando desesperadamente a caverna desmoronada com apenas sua mochila, ele espera um resgate rápido assim que sair daquele lugar. Mas o que espera Satoru foi um fato inacreditável: o Japão mergulhou debaixo d’água devido ao terremoto e ele está preso em uma ilha com ninguém para ajudá-lo. Satoru pode aprender como sobreviver sozinho?

Esse é um daqueles mangás que você mal espera que vá começar a ler. Com, literalmente, um random no comando, fui apresentado a Survival, esta série que, como o próprio nome já diz, é um retrato de uma sobrevivência. Um jovem que está abandonado em um local totalmente desconhecido e que jamais esteve perto daquelas situações. O plot é sensacional! E claro, é ainda mais incrível quando você se dá conta de que uma série da década de 1970 consegue passar os mesmos feelings e tato de um mangá atual. Claro que, se você lê muitos mangás vai falar “eu já vi isso em algum lugar”, mas vale lembrar todo o contexto e o período que tais mangás foram feitos. Survival tem um traço charmoso pra sua época, é rico em detalhes e você consegue absorver todo o sofrimento que Satoru passa durante toda a obra. Aliás, pensa num personagem realmente sofrido? É esse. Caçar, sobreviver a ameaças grandes, pequenas, doenças e uma porrada de plot twists. É um mangá que vai te entreter sem muita dificuldade se é fã desse gênero. Mais que recomendado.

Miyuki

Tão normal, nem parece otaku. A louca das webcomics. Segue o mantra de ler e assistir de tudo um pouco (menos o que for terror, por favor). Tem um vício novo a cada mês e surta horrores na conta pessoal no Twitter.

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