Recomendações Semanais de Leitura #006

Dois romances bem diferentes indicados.

Achou que iria se livrar de mim? Errou. Está no ar o post de recomendações de leituras da semana! E desta vez, com duas obras pra você que adora um bom e velho romance. Ou algo do tipo, já que são dois tipos de relacionamentos que ainda enfrentam preconceitos em nossa sociedade. E por que não descobrir na leitura o exemplo de como lidar com situações tão fofas assim? Aproveitem e comentem o que acharam lá embaixo.

Se perdeu as recomendações da semana passada, clique AQUI.


OTONARI COMPLEX
Autora: Saku Nonomura
Ano: 2014
Status: Em andamento com 3 volumes
Gênero: Drama, comédia, romance e gender bender

Kuji Akira e Ninomiya Makoto tem sido vizinhos e melhores amigos desde a infância. Akira é um lindo garoto, enquanto Makoto é uma garota muito fofa… só que não. Aliás, seria assim se não fosse pelo fato de que, mesmo suas aparências enganando as pessoas, Akira é uma menina enquanto Makoto é um menino. Os sentimentos um ele pelo outro começam a crescer e se tornarem mais complexos, assim como o fato de que estão começando a despertar interesses naqueles que os rodeiam.

Aqui lidamos com um mangá bem… diferente. Aliás, pelo menos o tema central dele é. Basicamente fala sobre uma garota (que se assemelha a um garoto) e o melhor amigo dela, que as vezes faz crossdressing. Não espere ecchi, fanservice ou nada do tipo. Pelo contrário, a história lida com o assunto de um jeito mais fofinho, focando na amizade que há entre os protagonistas, principalmente na questão de “um aceitar o outro do jeito que é”. A garota, Ninomiya Makoto, nunca se sentiu muito bem se vestindo como as amigas dela; o corte de cabelo, as roupas, a personalidade voltadas para o que se assemelha a um garoto sempre foi mais confortável para ela. Para o amigo, Kuji Akira, o crossdressing é hobbie que começou por “acidente”, mas que ele não pratica o tempo todo.

Mesmo tendo toda essa questão “gender bender” que dá um toque a mais na série, diria que a prioridade é o romance. Eles sabem o gênero deles e eles são héteros também, porém o empecilho é encontrar pessoas que os aceitem e que eles tenha interesse. Tem tudo o que um mangá shoujo de romance teria, mas com essa pequena confusão de quem é homem e quem é mulher. E o melhor é que tudo é tratado sem nenhum tipo de preconceito.

A série ainda está em andamento, entretanto, com os três volumes disponíveis diria que já rolou muita coisa, ao ponto de pensar que não deve enrolar tanto. Acredito que o que mais chama atenção, e a melhor característica talvez, é que o traço é lindo o que torna ainda tentador. Sem aquela dose de preconceito desnecessário, é o tipo de mangá que você pode recomendar para qualquer um que deseja apreciar uma boa história.


AFTER HOURS
Autora: Yuhta Nishio
Ano: 2015
Status: Em andamento com 2 volumes
Gênero: Romance, slice of life, yuri

Tudo pode acontecer na noite. Mais cedo ou mais tarde, você encontrará o seu lugar. Emi Ashiana tem 24 anos, está desempregada e não está realmente certa do que ela quer fazer com a vida dela. Quando uma amiga a convida para um clube de dança, Emi não espera muito. Mas o que ela encontrará lá mudará seu mundo! O clube está fervendo e Emi não se sente no clima… então ela acaba se escondendo em um canto depois que sua amiga a deixa de lado para flertar com um cara! Sem saber o que fazer, Emi acaba surpreenda quando alguém vem ao seu resgate. Kei é uma DJ e sua autoconfiança sem o mínimo esforço cativa a Emi. Esta é apenas uma noite maravilhosa ou o começo do resto de suas vidas?

Eu sempre fui adepto a máxima de que devemos consumir de tudo para entender de tudo. E uma das coisas que mais gosto de conhecer são novos mangás yaoi e yuri. Na maior parte, sempre quero saber mais da evolução do relacionamento, de como os casais se tratam. Toda a fase amorosa que eles passam. É algo que realmente me deixa intrigada, emocionada, feliz e que me faz mergulhar de vez em alguma história. Recentemente, uma onda de mangás yuri muito bons tem surgido, e After Hours é um desses. Licenciado recentemente nos EUA, o mangá trata de uma forma muito pura de uma garota que acaba se descobrindo ao lado de uma menina mais madura e mais segura. O relacionamento vai se construindo com uma se apoiando na outra, cuidando e fazendo perceberem que elas são feitas para ficarem juntas.

O melhor é que descobri esta série totalmente ao acaso, somente por causa da arte da capa. E essa arte condiz totalmente com o que vemos dentro da edição. Um traço lindíssimo, com personagens cativantes e cenários que retratam muito bem essa “cativante” vida noturna a qual o mangá tenta retratar. É uma série que definitivamente vai te convencer muito rápido se você está procurando algo do tipo.

A serialização do mangá já terminou até o final desta postagem, mas ainda não sabemos quantos volumes encadernados serão compilados no final. Se você gosta de yuri, romances e um pouco da discussão da evolução da vida jovem para adulta, After Hours é uma obra fofa que vai te cativar com toda a certeza.

Avatar

Miyuki

Tão normal, nem parece otaku. A louca das webcomics. Segue o mantra de ler e assistir de tudo um pouco (menos o que for terror, por favor). Tem um vício novo a cada mês e surta horrores na conta pessoal no Twitter.

Related Post

Há 4 comentários

  1. Avatar

    O primeiro já me chamou a atenção pelo TRAÇO LINDO DEMAIS!!! E a história parece ser muito interessante…existe alguma possibilidade de ler ele físico no Brasil?

    Já o segundo também me chamou a atenção pela história, acho que irei acompanhar ambos, afinal não tenho nenhum manga pra ler além das novels chinesas

    Responder
  2. Avatar

    Só uma observação, não acho que vc falou por mal mas só comentando sobre a expressão: “dose de preconceito desnecessário”, evidenciar a dor do personagem é evidenciar que existem dificuldades para pessoas que a sofrem no dia a dia, porque esconder? Torna a história pesada? Torna a história desagradável para que tem preconceito de verdade? Irrealista? (apesar de só saberíamos como é ser de alguma minoria se estivemos na pele de uma para aí então apontarmos algum irrealismo ou exagero). Ao contrário dos animes populações lgbtq+ sofrem no Japão, onde nem sequer o termo lgbt é popular por lá (não existe muita discussão). Não mostrar o preconceito é esconder uma realidade infeliz e cruel, isso é perigoso pois isso cria uma visão falsa escondendo a existência da dor e impede que o espectador crie empatia com essas pessoas. Já conversou com uma trans sobre como é a relação dela com a família? já a viu chorar a perda da namorada assassinada por preconceito? Cara a cara? Agora veja as representações exageradas dos lgbt na mídia. Um dos grandes problemas que vemos hj são essas representações fofinhas ou caricatas que escondem a dor da realidade e nos impedem de realmente empatizar com esses grupos, que nos tornemos intolerantes à intolerância.
    Caso não saiba sobre lgbtq+ no Japão, tem um blog Rukh no Teikoku talvez vc já conheça, tem uns artigos muito bons lá.

    Responder

Leave a comment

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *